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Antonelli vence no Japão

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O piá italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, conquistou sua segunda vitória seguida na carreira e assumiu a liderança do Mundial de Fórmula-1 – sendo o mais jovem piloto a alcançar esse feito, aos 19 anos. Desta vez, no entanto, o roteiro para a vitória não foi o previsto, mas deu certo! Mais uma vez na pole position, Antonelli ficou “comendo mosca” na largada, vendo o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, o inglês George Russel, da Mercedes, o australiano Oscar Piastri, da McLaren, e Lewis Hamilton, da Ferrari, passando como se o ele estivesse parado.
Pronto, estava evidente de que a corrida não seria mais um passeio da Mercedes. Na primeira parte, Piastri arrancou na frente, comandando a corrida como nos velhos tempos. Quando Russell conseguiu alcançar o piloto da McLaren, o então líder do campeonato não teve a facilidade que imaginava, com Piastri sustentando bem a primeira posição. Vieram então as paradas de pit stop, com todos na frente entrando nos boxes para trocar pneus, menos Antonelli e Hamilton, que acabaram sendo beneficiados pela entrada do safety car, provocada por uma tentativa de homicídio.
Explico: recarregando as baterias do motor elétrico, o argentino Franco Colapinto, da Alpine, – bem mais lento por isso – simplesmente esqueceu de olhar para os retrovisores, ficando na trajetória dos carros mais rápidos. O inglês Oliver Bearman, da Hass, vinha atrás e foi naturalmente passar pelo argentino, que seguiu no traçado. Para não bater, Bearman desviou para a grama, arrancou todas as placas de sinalização de freadas de curva, passou reto na frente de Colapinto e se esborrachou na proteção de pneus. O inglês saiu mancando com fortes dores na perna direita e foi levado para o centro médico do circuito de Suzuka.
Os comissários de pista não viram qualquer infração de segurança cometida por Colapinto no episódio. Um absurdo! Se o argentino estava recarregando as baterias, ele não poderia estar no traçado dos carros mais rápidos. Isso é a coisa mais básica do automobilismo. Só não é para os comissários de pista, que mais parecem os árbitros do futebol brasileiro, que pouco entendem das regras do esporte. E mais grave: por não ter olhado para os retrovisores, o Colapinto assumiu deliberadamente o risco de fechar o caminho de quem vinha atrás.
Com a intervenção do safety car, veio mais uma choradeira de Russell, se queixando pelo rádio de que seu companheiro de equipe tinha sido ajudado pela sorte, devido à entrada do carro de segurança. A resposta de seu chefe, Toto Wolff, foi exemplar: “Não se preocupe com isso, e continue fazendo sua corrida”. Só faltou o chefe mandar seu primeiro piloto calar a boca!
Com a relargada, Antonelli manteve a primeira colocação, seguido por Piastri, Russell, Hamilton, que logo ultrapassou Russell, e Leclerc. Piastri se sustentou na segunda colocação, enquanto houve uma intensa briga pela terceira posição do pódio entre os dois pilotos da Ferrari e Russell, com Leclerc levando a melhor. Mais para o final da prova, Hamilton foi perdendo rendimento, sendo superado também pelo inglês Lando Norris, da McLaren.
A segunda posição de Piastri mostrou que o australiano voltou à briga, após não ter conseguido largar nas duas primeiras provas da temporada. Na entrevista com os três primeiros colocados, o ex-piloto Damon Hill, campeão com a Williams em 1996, provocou uma reação rara: um sorriso de Piastri, quando o entrevistador parabenizou o australiano, não pelo segundo lugar na corrida, mas por ter conseguido largar este ano. De tão rara, a risada de Piastri foi uma verdadeira gargalhada.

Resultados:
1 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, 53 voltas
2 Piastri – 81 (AUS), McLaren, a 13:722
3 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 15:270

4 Russell – 63 ING), Mercedes, a 15:754
5 Norris – 1 (ING), McLaren, a 23:479
6 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 25:037
7 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 32:340
8 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, a 32:677
9 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 50:180
10 Ocon – 31 (FRA), Haas, a 51:216

11 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi
12 Hadjar – 6 (FRA), Red Bull
13 Bortoleto – 5 (BRA), Audi
14 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls
15 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams
16 Colapinto – 43 (ARG), Alpine
17 Perez – 11 (MEX), Cadillac
18 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin, a 1 volta
19 Bottas – 77 (FIN), Cadillac, a 1 volta
20 Albon – 23 (TAI), Williams, a 2 voltas

21 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, abandonou
22 Bearman – 87 (ING), Haas, abandonou, batida

Pilotos
1 Antonelli, Mercedes, 72 pontos
2 Russell, Mercedes, 63 pontos
3 Leclerc, Ferrari, 49 pontos
4 Hamilton, Ferrari, 41 pontos
5 Norris, McLaren, 25 pontos
6 Piastri, McLaren, 21 pontos
7 Bearman, Haas, 17 pontos
8 Gasly, Alpine, 15 pontos
9 Verstappen, Red Bull, 12 pontos
10 Lawson, Racing Bulls, 8 pontos
11 Hadjar, Red Bull, 4 pontos
12 Lindblad, Racing Bulls, 4 pontos
13 Bortoleto, Stick-Sauber, 2 pontos
14 Sainz Jr., Williams, 2 pontos
15 Colapinto, Alpine, 1 ponto
16 Ocon, Haas, 1 ponto

Equipes
1 Mercedes, 135 pontos
2 Ferrari, 90 pontos
3 McLaren, 46 pontos
4 Red Bull, 16 pontos

Próxima etapa: GP de Miami, dia 3 de maio (se os GPs do Bahrein e da Arábia não retornarem ao calendário)



Antonelli é pole no Japão

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E o piá brilhou de novo! Depois de marcar a pole position e vencer o GP da China, há duas semanas, o italiano de 19 anos Kimi Antonelli, da Mercedes, conquistou novamente a pole, desta vez, em Suzuka, no Japão. Seu companheiro de equipe, o inglês George Russell, passou o treino de classificação inteiro reclamando que seu carro saía muito de traseira, tendo de se contentar com a segunda posição no grid. Cá entre nós: se o Russell reclama do equilíbrio desse supercarro da Mercedes, o que restará para os outros pilotos que não têm esse “canhão”? Faça o favor, George! O Kimi tem o mesmo carro, oras!
O australiano Oscar Piastri, da McLaren, finalmente acordou na temporada, conseguindo o melhor tempo no segundo treino livre, na sexta-feira, e fechando a classificação em terceiro, com quase o mesmo tempo de Russell. Depois, veio a turma da decepção em Suzuka, “liderada” pelo monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, o inglês Lando Norris, da McLaren, que só está enxergando o Piastri quando se encontram na garagem da equipe, e Lewis Hamilton, da Ferrari.
Enquanto o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, brilhava na classificação, o holandês Max Verstappen, da Red Bull, afundava no atoleiro em que se meteu nesta temporada. E nem é preciso estar em Suzuka para perguntar o motivo para mais um infortúnio para o piloto da equipe austríaca: “Esse carro é ruim em tudo. E a nova Fórmula-1 é uma m...”, diria o sujeito, certamente. Choro de quem não sabe perder!

Grid de largada em Suzuka:
1 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, 1:28:778
2 Russell – 63 ING), Mercedes, a 0:298
3 Piastri – 81 (AUS), McLaren, a 0:354
4 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 0:627
5 Norris – 1 (ING), McLaren, a 0:631
6 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 0:789
7 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 0:913
8 Hadjar – 6 (FRA), Red Bull, a 1:200
9 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, a 1:496
10 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 1:541

11 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull
12 Ocon – 31 (FRA), Haas
13 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi
14 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls
15 Colapinto – 43 (ARG), Alpine
16 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams

17 Albon – 23 (TAI), Williams
18 Bearman – 87 (ING), Haas
19 Perez – 11 (MEX), Cadillac
20 Bottas – 77 (FIN), Cadillac
21 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin
22 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin



Piastri mais rápido no Japão

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Pelo menos no primeiro dia de treinos livres no Japão, Oscar Piastri mostrou que a McLaren respira na nova Fórmula-1, lembrando que o australiano ainda não conseguiu largar na temporada – bateu na volta de instalação em casa e teve problemas elétricos na prova anterior, na China, o mesmo ocorrendo com seu companheiro Lando Norris. As Mercedes ficaram logo atrás de Piastri, com Kimi Antonelli em segundo – com quase o mesmo tempo do australiano – e George Russell em terceiro, dois décimos de segundo atrás do piloto da McLaren. Norris ficou em quarto, já distante de seu companheiro de equipe.
A Ferrari acabou sendo a decepção no primeiro dia no Japão, com Charles Leclerc e Lewis Hamilton mais de sete décimos de segundo distantes de Piastri. Pelo menos, os carros da Ferrari confirmaram que estão rápidos no terceiro trecho da pista, aproveitando as curvas mais longas do circuito em que o carro da equipe italiana tem um desempenho melhor. Max Verstappen continuou se arrastando, reclamando a cada volta do péssimo ritmo do carro da Red Bull.

Primeiros treinos livres em Suzuka:
1 Piastri – 81 (AUS), McLaren, 1:30:133
2 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 0:092
3 Russell – 63 ING), Mercedes, a 0:205
4 Norris – 1 (ING), McLaren, a 0:516
5 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 0:713
6 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 0:847
7 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi, a 1:308
8 Albon – 23 (TAI), Williams, a 1:363
9 Bearman – 87 (ING), Haas, a 1:365
10 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, a 1:376
11 Ocon – 31 (FRA), Haas, a 1:399
12 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 1:457
13 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, a 1:475
14 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 1:601
15 Hadjar – 6 (FRA), Red Bull, a 1:626
16 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, a 1:800
17 Colapinto – 43 (ARG), Alpine, a 2:305
18 Bottas – 77 (FIN), Cadillac, a 2:482
19 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin, a 3:463
20 Perez – 11 (MEX), Cadillac, a 3:556
21 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, a 3:818
22 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, sem tempo



Antonelli vence na China

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O menino italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, fez história na China, tornando-se o primeiro italiano a vencer uma corrida na Fórmula-1 em 20 anos. Em títulos, a Itália não conquista um há inacreditáveis 72 anos, levando em consideração que o país tem tanta tradição nas pistas e conta com a principal equipe do planeta, a Ferrari, naturalmente! E o guri com cara de guri já tinha mandado o recado do que aprontaria já no sábado, ao conquistar a pole position no circuito de Xangai.
Mas nem tudo foram flores para pirralho: há cinco voltas do final, ele errou a freada no final da interminável reta oposta de Xangai, saindo inclusive da pista. Para sua sorte, porém, o garoto já tinha colocado quase dez segundos de vantagem em cima de seu companheiro de equipe, o inglês George Russell, o líder do campeonato – com a vitória na Austrália e na corrida Sprint da China mais o segundo lugar na prova principal em Xangai.
Mais uma vez, a Ferrari mostrou o verdadeiro canhão que tem nas largadas, com Lewis Hamilton saindo de terceiro no grid e assumindo a liderança da prova na primeira volta. O monegasco Charles Leclerc veio atrás e se colocou entre os três primeiros no início do GP da China. No entanto, com um carro ainda abaixo das Mercedes, as Ferrari não conseguiram resistir aos ataques de Antonelli – ainda no começo da prova – e mais tarde de Russell, que completaram mais uma dobradinha para a Flecha de Prata alemã.
Mas a Ferrari protagonizou o melhor do GP da China, com Hamilton e Leclerc duelando abertamente durante várias voltas. Já na parte final da segunda etapa da temporada, Hamilton – com uma disposição espetacular – garantiu seu primeiro pódio na equipe italiana. Antes do pódio, Hamilton fez questão de cumprimentar e saudar bastante a conquista de Antonelli, lembrando que o menino o sucedeu na Mercedes.
O melhor do GP da China foi da Ferrari mas o pior ficou com a McLaren, que teve pane elétrica em ambos os carros, de Lando Norris e Oscar Piastri, e nem conseguiu largar. Um fiasco! O mesmo ocorreu com o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, e o tailandês Alexander Albon, da Williams.

Resultados:
1 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, 56 voltas
2 Russell – 63 ING), Mercedes, a 5:515
3 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 25:267

4 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 28:894
5 Bearman – 87 (ING), Haas, a 57:268
6 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 59:647
7 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 80:658
8 Hadjar – 6 (JAP), Red Bull, a 87:2474
9 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, a 1 volta
10 Colapinto – 43 (ARG), Alpine, a 1 volta

11 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi, a 1 volta
12 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 1 volta
13 Bottas – 77 (FIN), Cadillac, a 1 volta
14 Ocon – 31 (FRA), Haas, a 1 volta
15 Perez – 11 (MEX), Cadillac, a 1 volta
16 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, abandonou
17 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin, abandonou
18 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, abandonou
19 Piastri – 81 (AUS), McLaren, não largou
20 Norris – 1 (ING), McLaren, não largou
21 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, não largou
22 Albon – 23 (TAI), Williams, não largou

Pilotos
1 Russell, Mercedes, 51 pontos
2 Antonelli, Mercedes, 47 pontos
3 Leclerc, Ferrari, 34 pontos
4 Hamilton, Ferrari, 33 pontos
5 Bearman, Haas, 17 pontos
6 Norris, McLaren, 15 pontos
7 Gasly, Alpine, 9 pontos
8 Verstappen, Red Bull, 8 pontos
9 Lawson, Racing Bulls, 6 pontos
10 Hadjar, Red Bull, 4 pontos
11 Lindblad, Racing Bulls, 4 pontos
12 Piastri, McLaren, 3 pontos
13 Bortoleto, Stick-Sauber, 2 pontos
14 Sainz Jr., Williams, 2 pontos
15 Colapinto, Alpine, 1 ponto

Equipes

1 Mercedes, 98 pontos
2 Ferrari, 67 pontos
3 McLaren, 18 pontos
4 Red Bull, 12 pontos

Próxima etapa: GP do Japão, dia 29 de março



Russell vence Sprint da China

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A primeira prova Sprint da temporada foi muito disputada na largada principal, com Lewis Hamilton partindo com tudo para cima do líder George Russell, conseguindo chegar à liderança ainda na primeira volta. Depois, os dois pilotos ficaram trocando de posição como já tinha ocorrido na primeira parte do GP da Austrália, naquela vez, com Russell e Charles Leclerc. Quando Russell conseguiu assumir a liderança de vez na China, Leclerc diminuiu a diferença para Hamilton. Veio então uma bela disputa entre os dois pilotos da Ferrari, que brigaram abertamente pela segunda posição, com vantagem para Leclerc.
Kimi Antonelli, que largou muito mal e ainda teria de pagar uma punição de dez segundos, foi também para cima de Hamilton, até que Nico Hulkenberg parou seu carro no final da reta dos boxes, provocando a entrada do safety car. Com isso, todo o pelotão da frente fez um pit stop para trocar os pneus amarelos pelos vermelhos. Como as Ferrari estavam próximas, Hamilton teve de esperar a troca de Leclerc, perdendo a terceira colocação para Lando Norris nos boxes.
Na relargada, Russell se manteve em primeiro, seguido por Leclerc. Depois de uma volta, Hamilton atacou o compatriota Norris e voltou a ficar em terceiro. Na última volta, Leclerc ainda foi para cima de Russell, mas não havia mais tempo, com a primeira Sprint do ano se completando com Russell em primeiro, Leclerc em segundo e Hamilton em terceiro.

Sprint da China:
1 Russell – 63 ING), Mercedes, 19 voltas
2 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 0:6
3 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 2:5

4 Norris – 1 (ING), McLaren, a 4:4
5 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 5:6
6 Piastri – 81 (AUS), McLaren, a 6:8
7 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 10:9
8 Bearman – 87 (ING), Haas, a 11:2

Pilotos depois da Sprint
1 Russell, Mercedes, 33 pontos
2 Antonelli, Mercedes, 22 pontos
3 Leclerc, Ferrari, 22 pontos
4 Hamilton, Ferrari, 18 pontos
5 Norris, McLaren, 15 pontos



Russell vence na Austrália

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A nova Fórmula-1 estreou na Austrália com a vitória do inglês George Russel, da Mercedes, à frente do italiano Kimi Antonelli, fechando a dobradinha da equipe alemã. A Ferrari ocupou a duas posições seguintes, com o monegasco Charles Leclerc em terceiro e o heptacampeão Lewis Hamilton em quarto, seguidos do inglês Lando Norris, da McLaren, do holandês Max Verstappen, da Red Bull, dos ingleses Oliver Bearman, da Haas, o Arvid Lindblad, da Racing Bulls, do brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, e do francês Pierre Gasly, da Alpine, completando a zona de pontuação. Se estranharem a ausência do australiano Oscar Piastri, da McLaren, desta relação, a explicação é breve com motivo estúpido: o cara bateu pateticamente quando levava seu carro para o grid de largada. Isso mesmo!
Todo mundo estava muito ansioso para saber como seria uma corrida da nova Fórmula-1 em termos de disputas por posição entre os caras da frente. E isso as dez primeiras voltas foram bastante auspiciosas. Com um canhão de largada, as duas Ferrari partiram para cima dos favoritos pilotos da Mercedes. Quarto no grid, Leclerc tomou a liderança da prova já na primeira curva do circuito Albert Park, em Melbourne. Hamilton (sétimo no grid) veio atrás e se colocou na terceira posição, na cola do pole Russell, antes da metade da primeira volta.
Enquanto um safety car virtual que obriga os pilotos a diminuírem o ritmo – não estragou tudo, Leclerc e Russell ficaram trocando de posição em um duelo espetacular, com Hamilton assistindo a tudo bem de perto. E aí ficou uma dúvida no ar: se o safety car virtual não tivesse esculhambado tudo – porque as Mercedes fizeram a parada para trocar pneus e a Ferrari, não –, aquela bela disputa pela liderança permaneceria?
Como já era esperado, a nova Fórmula-1 passará ainda por muitas mudanças, até que pilotos e equipes entendam mais todos os novos aspectos técnicos e as mudanças nos carros. Mas, pelo menos para uma corrida de estreia, foi bem animador!

Resultados:
1 Russell – 63 ING), Mercedes, 58 voltas
2 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 2:794
3 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 15:431

4 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 16:208
5 Norris – 1 (ING), McLaren, a 52:031
6 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, a 54:551
7 Bearman – 87 (ING), Haas, a 1 volta
8 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 1 volta
9 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, a 1 volta
10 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 1 volta

11 Ocon – 31 (FRA), Haas, a 1 volta
12 Albon – 23 (TAI), Williams, a 1 volta
13 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 1 volta
14 Colapinto – 43 (ARG), Alpine, a 2 voltas
15 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, a 2 voltas
16 Perez – 11 (MEX), Cadillac, a 3 voltas
17 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, a 15 voltas

18 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin, abandonou
19 Bottas – 77 (FIN), Cadillac, abandonou
20 Hadjar – 6 (JAP), Red Bull, abandonou
21 Piastri – 81 (AUS), McLaren, não largou
22 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi, não largou

Pilotos
1 Russell, Mercedes, 25 pontos
2 Antonelli, Mercedes, 18 pontos
3 Leclerc, Ferrari, 15 pontos
4 Hamilton, Ferrari, 12 pontos
5 Norris, McLaren, 10 pontos
6 Verstappen, Red Bull, 8 pontos
7 Bearman, Haas, 6 pontos
8 Lindblad, Racing Bulls, 4 pontos
9 Bortoleto, Stick-Sauber, 2 pontos
10 Gasly, Alpine, 1 ponto

Equipes

1 Mercedes, 43 pontos
2 Ferrari, 27 pontos
3 McLaren, 10 pontos
4 Red Bull, 8 pontos

Próxima etapa: GP da China, com Sprint, dia 15 de março



Russell é pole na Austrália. Com sobra!

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A primeira classificação da temporada 2026 movimentou o circuito de Albert Park, definindo o grid de largada do GP da Austrália. E George Russell confirmou que a Mercedes vem muito forte para este ano, mostrando potencial para repetir o domínio avassalador da equipe alemã iniciado em 2014 – justamente na última grande transformação técnica da Fórmula-1 antes da atual, quando os motores híbridos foram introduzidos na categoria.
Depois de sofrer um forte acidente no terceiro treino livre, Kimi Antonelli, também da Mercedes, chegou a correr o risco de ficar fora da classificação. No entanto, a equipe conseguiu recuperar o carro a tempo do início da primeira fase do treino oficial. No momento decisivo, no Q3, o jovem italiano brilhou: chegou perto do tempo de seu companheiro de equipe e garantiu uma primeira fila toda da Mercedes.
Ninguém chegou perto das Flechas de Prata. Isack Hadjar, da Red Bull, terceiro no grid, ficou mais de sete décimos de segundo atrás. A distância foi semelhante à das duplas da Ferrari e da McLaren, que vieram na sequência: Charles Leclerc larga em quarto, Oscar Piastri, em quinto, Lando Norris, em sexto e Lewis Hamilton, em sétimo.
Com tantas mudanças técnicas na Fórmula-1, a corrida deste domingo ainda pode reservar surpresas. As equipes ainda tentam entender completamente o comportamento dos novos carros em uma prova de cerca de uma hora e meia, principalmente no que diz respeito ao gerenciamento da bateria do sistema elétrico – responsável por metade da potência total no novo regulamento. Ainda assim, a classificação deixou claro que a Mercedes, ao menos neste início de campeonato, aparece um passo à frente das rivais.
O treino oficial também teve momentos de tensão. No incidente mais marcante, Max Verstappen, da Red Bull, rodou forte na freada da curva 1 e bateu na proteção de pneus, provocando bandeira vermelha ainda na fase inicial da sessão. Com isso, o piloto holandês terá de largar no fundo do pelotão.
Um dos destaques do treino classificatório foi Gabriel Bortoleto. O brasileiro conseguiu avançar entre os dez melhores com a estreante Audi, que mostrou desempenho surpreendente nas mãos do jovem piloto. No entanto, na volta aos boxes ao final do Q2, o motor do carro “morreu” e Bortoleto não conseguiu religá-lo, o que o impediu de participar do Q3.
A largada do GP da Austrália está prevista para a 1h da madrugada de sábado para domingo, pelo horário do Brasil.

Grid de largada:
1 Russell – 63 ING), Mercedes, 1:18:518
2 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 0:293
3 Hadjar – 6 (JAP), Red Bull, a 0:785
4 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 0:809
5 Piastri – 81 (AUS), McLaren, a 0:862
6 Norris – 1 (ING), McLaren, a 0:957
7 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 0:960
8 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 1:476
9 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 2:729
10 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, sem tempo

11 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi
12 Bearman – 87 (ING), Haas
13 Ocon – 31 (FRA), Haas
14 Gasly – 10 (FRA), Alpine
15 Albon – 23 (TAI), Williams
16 Colapinto – 43 (ARG), Alpine

17 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin
18 Perez – 11 (MEX), Cadillac
19 Bottas – 77 (FIN), Cadillac
20 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, sem tempo, acidente
21 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, não participou
22 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, não participou



Piastri mais rápido na Austrália

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Depois de a Ferrari ter dominado o primeiro treino livre da nova temporada da Fórmula-1, na manhã de sexta-feira em Melbourne, o dono da casa Oscar Piastri, da McLaren, disparou na sessão da tarde, ficando com o melhor tempo na pista do Albert Park até o momento, enquanto seu companheiro de equipe, o atual campeão Lando Norris, ficou apenas em sétimo, mais de um segundo atrás.
As Mercedes acabaram confirmando seu favoritismo apontado antes do começo da temporada, com George Russell e Kimi Antonelli andando sempre entre os primeiros à tarde na Austrália. No final, o menino italiano ficou em segundo, à frente de Russell e de Lewis Hamilton, da Ferrari, segundo colocado no primeiro treino, atrás de seu companheiro Charles Leclerc. Aliás, Leclerc não teve uma segunda sessão tão brilhante quanto a primeira em Melbourne, o mesmo ocorrendo com Max Verstappen, da Red Bull. Os dois terminaram o dia na Austrália em quinto e sexto, respectivamente.
Mas muita coisa deve mudar no terceiro treino livre, previsto para as 22h30min desta sexta-feira pelo horário do Brasil. Com os carros completamente modificados em relação à temporada do ano passado, todas as equipes ainda procuram um melhor rumo, inclusive as favoritas depois dos treinos da pré-temporada, realizada no Bahrein. O campeonato deste ano deverá ser de muito aprendizado para todos, piloto e equipes, com o panorama mudando de corrida para corrida, pelo menos na parte inicial da temporada.
De qualquer jeito, duas equipes enfrentam um comovente drama no momento: a Aston Martin, que mal conseguiu colocar os carros de Fernando Alonso e Lance Stroll na pista, e a estreante Cadillac de Valtteri Bottas e Sergio Perez, que se arrastou no asfalto do Albert Park em um desfile patético.
A classificação para o GP da Austrália está prevista para as 2h de sábado. A corrida, na madrugada de sábado para domingo, para o Brasil, começa à 1h.

Segundo treino livre na Austrália:
1 Piastri – 81 (AUS), McLaren, 1:19:729
2 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 0:214
3 Russell – 63 ING), Mercedes, a 0:320
4 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 0:321
5 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 0:562
6 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, a 0:637
7 Norris – 1 (ING), McLaren, a 1:065
8 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 1:193
9 Hadjar – 6 (JAP), Red Bull, a 1:212
10 Ocon – 31 (FRA), Haas, a 1:450
11 Bearman – 87 (ING), Haas, a 1:597
12 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi, a 1:622
13 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 1:629
14 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, a 1:939
15 Albon – 23 (TAI), Williams, a 2:118
16 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 2:438
17 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, a 2:524
18 Colapinto – 43 (ARG), Alpine, a 2:890
19 Bottas – 77 (FIN), Cadillac, a 3:391
20 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin, a 4:933
21 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, a 6:087
22 Perez – 11 (MEX), Cadillac, sem tempo



A pré-temporada de 2026

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Esqueça os tempos – desta sexta e dos outros dois dias –, fazer volta rápida não significa muita coisa na pré-temporada da Fórmula-1, ainda mais com toda a mudança de regulamento, bem provavelmente, a maior já feita na história da principal categoria do planeta. De qualquer jeito, os tempos do último dia estão aí embaixo.

Preparamos um rápido resumo (bem prático, para acompanhar os treinos e as corridas) com as principais mudanças nos carros e no regulamento. Vamos lá!

A partir de 2026, a Fórmula-1 contará com um pacote aerodinâmico revisado que resultará em carros com novo visual e um conjunto reformulado de regras para as unidades de potência. Resumindo: A unidade de potência será meio a meio com o motor turbo e o elétrico, com cerca de 500 cavalos cada um. Mas não esqueça de que a bateria do motor elétrico tem de ser carregada na pista, dando mais trabalho ao piloto e aos estrategistas das equipes.

As novas regras são interessantes para as fabricantes de motores já estabelecidas (Ferrari e Mercedes), atraentes para as estreantes Red Bull Powertrains – que se uniu à Ford –, Audi e General Motors (esta, lançará sua unidade de potência em 2029) e suficientemente atraentes para trazer a Honda de volta à competição (com a Aston Martin).

As asas dianteira e traseira estão mais simples, com menos elementos. A mudança mais significativa é a introdução da “Aerodinâmica Ativa”. Os carros podem ajustar o ângulo dos elementos das asas dianteiras e traseiras dependendo de sua posição na pista. Nas curvas, os flaps permanecem fechados em sua posição padrão para manter a aderência. Em retas específicas, os pilotos podem ativar o modo de baixa resistência aerodinâmica, que abre os flaps e achata as asas, reduzindo o arrasto e aumentando a velocidade. Essa função está disponível para todos os pilotos, em todas as voltas.

Acaba o DRS para ajudar em ultrapassagens. As aletas da asa traseira podem ser abertas em todas as retas designadas sem a necessidade de estar a menos de um segundo do carro da frente. No entanto, estar a menos de um segundo do seu rival ainda traz benefícios na forma do “Modo Ultrapassagem”.

O tal “Modo Ultrapassagem” pode ser utilizado estrategicamente. O modo é apenas para ataque e é ativado quando ele está a menos de um segundo do carro da frente. Isso lhe dá acesso à energia elétrica extra, que ele pode usar para ultrapassar ou pressionar o motorista à frente em um único ponto de detecção. Mas aí tem um detalhe fundamental: o piloto que está à frente também poderá usar o “Modo Ultrapassagem” no mesmo momento, para se defender, se tiver carga suficiente na bateria de seu carro. A Fórmula-1 está muito mais estratégica a partir de agora.

Embora o núcleo ainda seja um híbrido turbo V6 de 1,6 litro, o equilíbrio de potência mudou significativamente. A partir de 2026, a potência do motor a combustão interna foi reduzida, enquanto a do motor elétrico triplicou, com uma divisão de potência de aproximadamente 50/50 entre gasolina e eletricidade. Isso torna os motores mais adequados para uso em vias públicas – e, portanto, mais atraentes para as montadoras Ferrari e Mercedes, para a recém-chegada Red Bull Power Trains em parceria com a Ford, para a General Motors (a partir de 2029) e para a Audi, além da Honda, que retorna.

Para alimentar a nova unidade híbrida, o Sistema de Recuperação de Energia (ERS) do carro agora pode recarregar a bateria com o dobro de energia por volta, por meio de recursos como a recuperação de energia durante a frenagem ou a redução da aceleração no final das retas. A reformulação da unidade de potência significa o fim do caro e complexo MGU-H (um sistema de recuperação de calor), que não era adequado para uso em estradas e adicionava muito peso ao carro.

A célula de sobrevivência dos pilotos será submetida a testes mais rigorosos, enquanto a barra de proteção sobre o piloto foi reforçada para suportar 23% mais carga – o equivalente ao peso de aproximadamente nove carros de passeio.

Resumo oferecido pelo site oficial da Fórmula-1:
Os carros continuarão sendo rápidos, incríveis e impressionantes de se assistir. Mas, a partir de 2026, eles serão mais desafiadores para as equipes e para os pilotos. Eles terão de lidar com novas tecnologias e regras mais rígidas e gerenciar um conjunto maior de ferramentas para atacar ou se defender, que pode determinar seu desempenho final e sua posição na corrida.
Com menos “downforce” (pressão aerodinâmica de cima para baixo) e um controle mais preciso sobre o ar turbulento, seguir um carro em uma curva será mais fácil, sem a turbulência infernal de antes – embora extrair o máximo do carro represente um desafio maior para os pilotos. Este é o futuro da Fórmula-1, impulsionado por combustíveis sustentáveis avançados e um uso mais inteligente de energia.

Tempos do último dia da pré-temporada (o piloto que não está aqui treinou nos outros dias, como o Leclerc, o Alonso e o atual campeão Norris):

1 Antonelli (ITA), Mercedes, 1:33:669 (61 voltas)
2 Russell (ING), Mercedes, a 0:249 (78)
3 Hamilton (ING), Ferrari, a 0:540 (150)
4 Piastri (AUS), McLaren, a 0:880 (161)
5 Verstappen (HOL), Red Bull, a 1:672 (61)
6 Hadjar (FRA), Red Bull, a 1:941 (59)
7 Ocon (FRA), Haas, a 2:084 (75)
8 Colapinto (ARG), Alpine, a 2:137 (144)
9 Bearman (ING), Haas, a 2:303 (70)
10 Hulkenberg (ALE), Audi, a 2:622 (58)
11 Albon (TAI), Williams, a 2:996 (78)
12 Lawson (NZL), Racing Bulls, a 3:139 (119)
13 Sainz Jr. (ESP), Williams, a 3:517 (68)
14 Perez (MEX), Cadillac, a 3:696 (67)
15 Bortoleto (BRA), Audi, a 3:867 (60)
16 Stroll (CAN), Aston Martin, a 4:496 (72)
17 Bottas (FIN), Cadillac, a 5:103 (37)



A pré-temporada de 2026

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·



Esqueça os tempos – desta sexta e dos outros dois dias –, fazer volta rápida não significa muita coisa na pré-temporada da Fórmula-1, ainda mais com toda a mudança de regulamento, bem provavelmente, a maior já feita na história da principal categoria do planeta. De qualquer jeito, os tempos do último dia estão aí embaixo.

Preparamos um rápido resumo (bem prático, para acompanhar os treinos e as corridas) com as principais mudanças nos carros e no regulamento. Vamos lá!

A partir de 2026, a Fórmula-1 contará com um pacote aerodinâmico revisado que resultará em carros com novo visual e um conjunto reformulado de regras para as unidades de potência. Resumindo: A unidade de potência será meio a meio com o motor turbo e o elétrico, com cerca de 500 cavalos cada um. Mas não esqueça de que a bateria do motor elétrico tem de ser carregada na pista, dando mais trabalho ao piloto e aos estrategistas das equipes.

As novas regras são interessantes para as fabricantes de motores já estabelecidas (Ferrari e Mercedes), atraentes para as estreantes Red Bull Powertrains – que se uniu à Ford –, Audi e General Motors (esta, lançará sua unidade de potência em 2029) e suficientemente atraentes para trazer a Honda de volta à competição (com a Aston Martin).

As asas dianteira e traseira estão mais simples, com menos elementos. A mudança mais significativa é a introdução da “Aerodinâmica Ativa”. Os carros podem ajustar o ângulo dos elementos das asas dianteiras e traseiras dependendo de sua posição na pista. Nas curvas, os flaps permanecem fechados em sua posição padrão para manter a aderência. Em retas específicas, os pilotos podem ativar o modo de baixa resistência aerodinâmica, que abre os flaps e achata as asas, reduzindo o arrasto e aumentando a velocidade. Essa função está disponível para todos os pilotos, em todas as voltas.

Acaba o DRS para ajudar em ultrapassagens. As aletas da asa traseira podem ser abertas em todas as retas designadas sem a necessidade de estar a menos de um segundo do carro da frente. No entanto, estar a menos de um segundo do seu rival ainda traz benefícios na forma do “Modo Ultrapassagem”.

O tal “Modo Ultrapassagem” pode ser utilizado estrategicamente. O modo é apenas para ataque e é ativado quando ele está a menos de um segundo do carro da frente. Isso lhe dá acesso à energia elétrica extra, que ele pode usar para ultrapassar ou pressionar o motorista à frente em um único ponto de detecção. Mas aí tem um detalhe fundamental: o piloto que está à frente também poderá usar o “Modo Ultrapassagem” no mesmo momento, para se defender, se tiver carga suficiente na bateria de seu carro. A Fórmula-1 está muito mais estratégica a partir de agora.

Embora o núcleo ainda seja um híbrido turbo V6 de 1,6 litro, o equilíbrio de potência mudou significativamente. A partir de 2026, a potência do motor a combustão interna foi reduzida, enquanto a do motor elétrico triplicou, com uma divisão de potência de aproximadamente 50/50 entre gasolina e eletricidade. Isso torna os motores mais adequados para uso em vias públicas – e, portanto, mais atraentes para as montadoras Ferrari e Mercedes, para a recém-chegada Red Bull Power Trains em parceria com a Ford, para a General Motors (a partir de 2029) e para a Audi, além da Honda, que retorna.

Para alimentar a nova unidade híbrida, o Sistema de Recuperação de Energia (ERS) do carro agora pode recarregar a bateria com o dobro de energia por volta, por meio de recursos como a recuperação de energia durante a frenagem ou a redução da aceleração no final das retas. A reformulação da unidade de potência significa o fim do caro e complexo MGU-H (um sistema de recuperação de calor), que não era adequado para uso em estradas e adicionava muito peso ao carro.

A célula de sobrevivência dos pilotos será submetida a testes mais rigorosos, enquanto a barra de proteção sobre o piloto foi reforçada para suportar 23% mais carga – o equivalente ao peso de aproximadamente nove carros de passeio.

Resumo oferecido pelo site oficial da Fórmula-1:
Os carros continuarão sendo rápidos, incríveis e impressionantes de se assistir. Mas, a partir de 2026, eles serão mais desafiadores para as equipes e para os pilotos. Eles terão de lidar com novas tecnologias e regras mais rígidas e gerenciar um conjunto maior de ferramentas para atacar ou se defender, que pode determinar seu desempenho final e sua posição na corrida.

Com menos “downforce” (pressão aerodinâmica de cima para baixo) e um controle mais preciso sobre o ar turbulento, seguir um carro em uma curva será mais fácil, sem a turbulência infernal de antes – embora extrair o máximo do carro represente um desafio maior para os pilotos. Este é o futuro da Fórmula-1, impulsionado por combustíveis sustentáveis avançados e um uso mais inteligente de energia.

Tempos do último dia da pré-temporada (o piloto que não está aqui treinou nos outros dias, como o Leclerc, o Alonso e o atual campeão Norris):

1 Antonelli (ITA), Mercedes, 1:33:669 (61 voltas)
2 Russell (ING), Mercedes, a 0:249 (78)
3 Hamilton (ING), Ferrari, a 0:540 (150)
4 Piastri (AUS), McLaren, a 0:880 (161)
5 Verstappen (HOL), Red Bull, a 1:672 (61)
6 Hadjar (FRA), Red Bull, a 1:941 (59)
7 Ocon (FRA), Haas, a 2:084 (75)
8 Colapinto (ARG), Alpine, a 2:137 (144)
9 Bearman (ING), Haas, a 2:303 (70)
10 Hulkenberg (ALE), Audi, a 2:622 (58)
11 Albon (TAI), Williams, a 2:996 (78)
12 Lawson (NZL), Racing Bulls, a 3:139 (119)
13 Sainz Jr. (ESP), Williams, a 3:517 (68)
14 Perez (MEX), Cadillac, a 3:696 (67)
15 Bortoleto (BRA), Audi, a 3:867 (60)
16 Stroll (CAN), Aston Martin, a 4:496 (72)
17 Bottas (FIN), Cadillac, a 5:103 (37)



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