F-1 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

Ir para o conteúdo

Menu principal:

Russell vence na Austrália

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·






A nova Fórmula-1 estreou na Austrália com a vitória do inglês George Russel, da Mercedes, à frente do italiano Kimi Antonelli, fechando a dobradinha da equipe alemã. A Ferrari ocupou a duas posições seguintes, com o monegasco Charles Leclerc em terceiro e o heptacampeão Lewis Hamilton em quarto, seguidos do inglês Lando Norris, da McLaren, do holandês Max Verstappen, da Red Bull, dos ingleses Oliver Bearman, da Haas, o Arvid Lindblad, da Racing Bulls, do brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, e do francês Pierre Gasly, da Alpine, completando a zona de pontuação. Se estranharem a ausência do australiano Oscar Piastri, da McLaren, desta relação, a explicação é breve com motivo estúpido: o cara bateu pateticamente quando levava seu carro para o grid de largada. Isso mesmo!
Todo mundo estava muito ansioso para saber como seria uma corrida da nova Fórmula-1 em termos de disputas por posição entre os caras da frente. E isso as dez primeiras voltas foram bastante auspiciosas. Com um canhão de largada, as duas Ferrari partiram para cima dos favoritos pilotos da Mercedes. Quarto no grid, Leclerc tomou a liderança da prova já na primeira curva do circuito Albert Park, em Melbourne. Hamilton (sétimo no grid) veio atrás e se colocou na terceira posição, na cola do pole Russell, antes da metade da primeira volta.
Enquanto um safety car virtual que obriga os pilotos a diminuírem o ritmo – não estragou tudo, Leclerc e Russell ficaram trocando de posição em um duelo espetacular, com Hamilton assistindo a tudo bem de perto. E aí ficou uma dúvida no ar: se o safety car virtual não tivesse esculhambado tudo – porque as Mercedes fizeram a parada para trocar pneus e a Ferrari, não –, aquela bela disputa pela liderança permaneceria?
Como já era esperado, a nova Fórmula-1 passará ainda por muitas mudanças, até que pilotos e equipes entendam mais todos os novos aspectos técnicos e as mudanças nos carros. Mas, pelo menos para uma corrida de estreia, foi bem animador!

Resultados:
1 Russell – 63 ING), Mercedes, 58 voltas
2 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 2:794
3 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 15:431

4 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 16:208
5 Norris – 1 (ING), McLaren, a 52:031
6 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, a 54:551
7 Bearman – 87 (ING), Haas, a 1 volta
8 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 1 volta
9 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, a 1 volta
10 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 1 volta

11 Ocon – 31 (FRA), Haas, a 1 volta
12 Albon – 23 (TAI), Williams, a 1 volta
13 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 1 volta
14 Colapinto – 43 (ARG), Alpine, a 2 voltas
15 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, a 2 voltas
16 Perez – 11 (MEX), Cadillac, a 3 voltas
17 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, a 15 voltas

18 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin, abandonou
19 Bottas – 77 (FIN), Cadillac, abandonou
20 Hadjar – 6 (JAP), Red Bull, abandonou
21 Piastri – 81 (AUS), McLaren, não largou
22 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi, não largou

Pilotos
1 Russell, Mercedes, 25 pontos
2 Antonelli, Mercedes, 18 pontos
3 Leclerc, Ferrari, 15 pontos
4 Hamilton, Ferrari, 12 pontos
5 Norris, McLaren, 10 pontos
6 Verstappen, Red Bull, 8 pontos
7 Bearman, Haas, 6 pontos
8 Lindblad, Racing Bulls, 4 pontos
9 Bortoleto, Stick-Sauber, 2 pontos
10 Gasly, Alpine, 1 ponto

Equipes

1 Mercedes, 43 pontos
2 Ferrari, 27 pontos
3 McLaren, 10 pontos
4 Red Bull, 8 pontos

Próxima etapa: GP da China, com Sprint, dia 15 de março



Russell é pole na Austrália. Com sobra!

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·




A primeira classificação da temporada 2026 movimentou o circuito de Albert Park, definindo o grid de largada do GP da Austrália. E George Russell confirmou que a Mercedes vem muito forte para este ano, mostrando potencial para repetir o domínio avassalador da equipe alemã iniciado em 2014 – justamente na última grande transformação técnica da Fórmula-1 antes da atual, quando os motores híbridos foram introduzidos na categoria.
Depois de sofrer um forte acidente no terceiro treino livre, Kimi Antonelli, também da Mercedes, chegou a correr o risco de ficar fora da classificação. No entanto, a equipe conseguiu recuperar o carro a tempo do início da primeira fase do treino oficial. No momento decisivo, no Q3, o jovem italiano brilhou: chegou perto do tempo de seu companheiro de equipe e garantiu uma primeira fila toda da Mercedes.
Ninguém chegou perto das Flechas de Prata. Isack Hadjar, da Red Bull, terceiro no grid, ficou mais de sete décimos de segundo atrás. A distância foi semelhante à das duplas da Ferrari e da McLaren, que vieram na sequência: Charles Leclerc larga em quarto, Oscar Piastri, em quinto, Lando Norris, em sexto e Lewis Hamilton, em sétimo.
Com tantas mudanças técnicas na Fórmula-1, a corrida deste domingo ainda pode reservar surpresas. As equipes ainda tentam entender completamente o comportamento dos novos carros em uma prova de cerca de uma hora e meia, principalmente no que diz respeito ao gerenciamento da bateria do sistema elétrico – responsável por metade da potência total no novo regulamento. Ainda assim, a classificação deixou claro que a Mercedes, ao menos neste início de campeonato, aparece um passo à frente das rivais.
O treino oficial também teve momentos de tensão. No incidente mais marcante, Max Verstappen, da Red Bull, rodou forte na freada da curva 1 e bateu na proteção de pneus, provocando bandeira vermelha ainda na fase inicial da sessão. Com isso, o piloto holandês terá de largar no fundo do pelotão.
Um dos destaques do treino classificatório foi Gabriel Bortoleto. O brasileiro conseguiu avançar entre os dez melhores com a estreante Audi, que mostrou desempenho surpreendente nas mãos do jovem piloto. No entanto, na volta aos boxes ao final do Q2, o motor do carro “morreu” e Bortoleto não conseguiu religá-lo, o que o impediu de participar do Q3.
A largada do GP da Austrália está prevista para a 1h da madrugada de sábado para domingo, pelo horário do Brasil.

Grid de largada:
1 Russell – 63 ING), Mercedes, 1:18:518
2 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 0:293
3 Hadjar – 6 (JAP), Red Bull, a 0:785
4 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 0:809
5 Piastri – 81 (AUS), McLaren, a 0:862
6 Norris – 1 (ING), McLaren, a 0:957
7 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 0:960
8 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 1:476
9 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 2:729
10 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, sem tempo

11 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi
12 Bearman – 87 (ING), Haas
13 Ocon – 31 (FRA), Haas
14 Gasly – 10 (FRA), Alpine
15 Albon – 23 (TAI), Williams
16 Colapinto – 43 (ARG), Alpine

17 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin
18 Perez – 11 (MEX), Cadillac
19 Bottas – 77 (FIN), Cadillac
20 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, sem tempo, acidente
21 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, não participou
22 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, não participou



Piastri mais rápido na Austrália

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·


Depois de a Ferrari ter dominado o primeiro treino livre da nova temporada da Fórmula-1, na manhã de sexta-feira em Melbourne, o dono da casa Oscar Piastri, da McLaren, disparou na sessão da tarde, ficando com o melhor tempo na pista do Albert Park até o momento, enquanto seu companheiro de equipe, o atual campeão Lando Norris, ficou apenas em sétimo, mais de um segundo atrás.
As Mercedes acabaram confirmando seu favoritismo apontado antes do começo da temporada, com George Russell e Kimi Antonelli andando sempre entre os primeiros à tarde na Austrália. No final, o menino italiano ficou em segundo, à frente de Russell e de Lewis Hamilton, da Ferrari, segundo colocado no primeiro treino, atrás de seu companheiro Charles Leclerc. Aliás, Leclerc não teve uma segunda sessão tão brilhante quanto a primeira em Melbourne, o mesmo ocorrendo com Max Verstappen, da Red Bull. Os dois terminaram o dia na Austrália em quinto e sexto, respectivamente.
Mas muita coisa deve mudar no terceiro treino livre, previsto para as 22h30min desta sexta-feira pelo horário do Brasil. Com os carros completamente modificados em relação à temporada do ano passado, todas as equipes ainda procuram um melhor rumo, inclusive as favoritas depois dos treinos da pré-temporada, realizada no Bahrein. O campeonato deste ano deverá ser de muito aprendizado para todos, piloto e equipes, com o panorama mudando de corrida para corrida, pelo menos na parte inicial da temporada.
De qualquer jeito, duas equipes enfrentam um comovente drama no momento: a Aston Martin, que mal conseguiu colocar os carros de Fernando Alonso e Lance Stroll na pista, e a estreante Cadillac de Valtteri Bottas e Sergio Perez, que se arrastou no asfalto do Albert Park em um desfile patético.
A classificação para o GP da Austrália está prevista para as 2h de sábado. A corrida, na madrugada de sábado para domingo, para o Brasil, começa à 1h.

Segundo treino livre na Austrália:
1 Piastri – 81 (AUS), McLaren, 1:19:729
2 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 0:214
3 Russell – 63 ING), Mercedes, a 0:320
4 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 0:321
5 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 0:562
6 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, a 0:637
7 Norris – 1 (ING), McLaren, a 1:065
8 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 1:193
9 Hadjar – 6 (JAP), Red Bull, a 1:212
10 Ocon – 31 (FRA), Haas, a 1:450
11 Bearman – 87 (ING), Haas, a 1:597
12 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi, a 1:622
13 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 1:629
14 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, a 1:939
15 Albon – 23 (TAI), Williams, a 2:118
16 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 2:438
17 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, a 2:524
18 Colapinto – 43 (ARG), Alpine, a 2:890
19 Bottas – 77 (FIN), Cadillac, a 3:391
20 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin, a 4:933
21 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, a 6:087
22 Perez – 11 (MEX), Cadillac, sem tempo



A pré-temporada de 2026

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·



Esqueça os tempos – desta sexta e dos outros dois dias –, fazer volta rápida não significa muita coisa na pré-temporada da Fórmula-1, ainda mais com toda a mudança de regulamento, bem provavelmente, a maior já feita na história da principal categoria do planeta. De qualquer jeito, os tempos do último dia estão aí embaixo.

Preparamos um rápido resumo (bem prático, para acompanhar os treinos e as corridas) com as principais mudanças nos carros e no regulamento. Vamos lá!

A partir de 2026, a Fórmula-1 contará com um pacote aerodinâmico revisado que resultará em carros com novo visual e um conjunto reformulado de regras para as unidades de potência. Resumindo: A unidade de potência será meio a meio com o motor turbo e o elétrico, com cerca de 500 cavalos cada um. Mas não esqueça de que a bateria do motor elétrico tem de ser carregada na pista, dando mais trabalho ao piloto e aos estrategistas das equipes.

As novas regras são interessantes para as fabricantes de motores já estabelecidas (Ferrari e Mercedes), atraentes para as estreantes Red Bull Powertrains – que se uniu à Ford –, Audi e General Motors (esta, lançará sua unidade de potência em 2029) e suficientemente atraentes para trazer a Honda de volta à competição (com a Aston Martin).

As asas dianteira e traseira estão mais simples, com menos elementos. A mudança mais significativa é a introdução da “Aerodinâmica Ativa”. Os carros podem ajustar o ângulo dos elementos das asas dianteiras e traseiras dependendo de sua posição na pista. Nas curvas, os flaps permanecem fechados em sua posição padrão para manter a aderência. Em retas específicas, os pilotos podem ativar o modo de baixa resistência aerodinâmica, que abre os flaps e achata as asas, reduzindo o arrasto e aumentando a velocidade. Essa função está disponível para todos os pilotos, em todas as voltas.

Acaba o DRS para ajudar em ultrapassagens. As aletas da asa traseira podem ser abertas em todas as retas designadas sem a necessidade de estar a menos de um segundo do carro da frente. No entanto, estar a menos de um segundo do seu rival ainda traz benefícios na forma do “Modo Ultrapassagem”.

O tal “Modo Ultrapassagem” pode ser utilizado estrategicamente. O modo é apenas para ataque e é ativado quando ele está a menos de um segundo do carro da frente. Isso lhe dá acesso à energia elétrica extra, que ele pode usar para ultrapassar ou pressionar o motorista à frente em um único ponto de detecção. Mas aí tem um detalhe fundamental: o piloto que está à frente também poderá usar o “Modo Ultrapassagem” no mesmo momento, para se defender, se tiver carga suficiente na bateria de seu carro. A Fórmula-1 está muito mais estratégica a partir de agora.

Embora o núcleo ainda seja um híbrido turbo V6 de 1,6 litro, o equilíbrio de potência mudou significativamente. A partir de 2026, a potência do motor a combustão interna foi reduzida, enquanto a do motor elétrico triplicou, com uma divisão de potência de aproximadamente 50/50 entre gasolina e eletricidade. Isso torna os motores mais adequados para uso em vias públicas – e, portanto, mais atraentes para as montadoras Ferrari e Mercedes, para a recém-chegada Red Bull Power Trains em parceria com a Ford, para a General Motors (a partir de 2029) e para a Audi, além da Honda, que retorna.

Para alimentar a nova unidade híbrida, o Sistema de Recuperação de Energia (ERS) do carro agora pode recarregar a bateria com o dobro de energia por volta, por meio de recursos como a recuperação de energia durante a frenagem ou a redução da aceleração no final das retas. A reformulação da unidade de potência significa o fim do caro e complexo MGU-H (um sistema de recuperação de calor), que não era adequado para uso em estradas e adicionava muito peso ao carro.

A célula de sobrevivência dos pilotos será submetida a testes mais rigorosos, enquanto a barra de proteção sobre o piloto foi reforçada para suportar 23% mais carga – o equivalente ao peso de aproximadamente nove carros de passeio.

Resumo oferecido pelo site oficial da Fórmula-1:
Os carros continuarão sendo rápidos, incríveis e impressionantes de se assistir. Mas, a partir de 2026, eles serão mais desafiadores para as equipes e para os pilotos. Eles terão de lidar com novas tecnologias e regras mais rígidas e gerenciar um conjunto maior de ferramentas para atacar ou se defender, que pode determinar seu desempenho final e sua posição na corrida.
Com menos “downforce” (pressão aerodinâmica de cima para baixo) e um controle mais preciso sobre o ar turbulento, seguir um carro em uma curva será mais fácil, sem a turbulência infernal de antes – embora extrair o máximo do carro represente um desafio maior para os pilotos. Este é o futuro da Fórmula-1, impulsionado por combustíveis sustentáveis avançados e um uso mais inteligente de energia.

Tempos do último dia da pré-temporada (o piloto que não está aqui treinou nos outros dias, como o Leclerc, o Alonso e o atual campeão Norris):

1 Antonelli (ITA), Mercedes, 1:33:669 (61 voltas)
2 Russell (ING), Mercedes, a 0:249 (78)
3 Hamilton (ING), Ferrari, a 0:540 (150)
4 Piastri (AUS), McLaren, a 0:880 (161)
5 Verstappen (HOL), Red Bull, a 1:672 (61)
6 Hadjar (FRA), Red Bull, a 1:941 (59)
7 Ocon (FRA), Haas, a 2:084 (75)
8 Colapinto (ARG), Alpine, a 2:137 (144)
9 Bearman (ING), Haas, a 2:303 (70)
10 Hulkenberg (ALE), Audi, a 2:622 (58)
11 Albon (TAI), Williams, a 2:996 (78)
12 Lawson (NZL), Racing Bulls, a 3:139 (119)
13 Sainz Jr. (ESP), Williams, a 3:517 (68)
14 Perez (MEX), Cadillac, a 3:696 (67)
15 Bortoleto (BRA), Audi, a 3:867 (60)
16 Stroll (CAN), Aston Martin, a 4:496 (72)
17 Bottas (FIN), Cadillac, a 5:103 (37)



A pré-temporada de 2026

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·



Esqueça os tempos – desta sexta e dos outros dois dias –, fazer volta rápida não significa muita coisa na pré-temporada da Fórmula-1, ainda mais com toda a mudança de regulamento, bem provavelmente, a maior já feita na história da principal categoria do planeta. De qualquer jeito, os tempos do último dia estão aí embaixo.

Preparamos um rápido resumo (bem prático, para acompanhar os treinos e as corridas) com as principais mudanças nos carros e no regulamento. Vamos lá!

A partir de 2026, a Fórmula-1 contará com um pacote aerodinâmico revisado que resultará em carros com novo visual e um conjunto reformulado de regras para as unidades de potência. Resumindo: A unidade de potência será meio a meio com o motor turbo e o elétrico, com cerca de 500 cavalos cada um. Mas não esqueça de que a bateria do motor elétrico tem de ser carregada na pista, dando mais trabalho ao piloto e aos estrategistas das equipes.

As novas regras são interessantes para as fabricantes de motores já estabelecidas (Ferrari e Mercedes), atraentes para as estreantes Red Bull Powertrains – que se uniu à Ford –, Audi e General Motors (esta, lançará sua unidade de potência em 2029) e suficientemente atraentes para trazer a Honda de volta à competição (com a Aston Martin).

As asas dianteira e traseira estão mais simples, com menos elementos. A mudança mais significativa é a introdução da “Aerodinâmica Ativa”. Os carros podem ajustar o ângulo dos elementos das asas dianteiras e traseiras dependendo de sua posição na pista. Nas curvas, os flaps permanecem fechados em sua posição padrão para manter a aderência. Em retas específicas, os pilotos podem ativar o modo de baixa resistência aerodinâmica, que abre os flaps e achata as asas, reduzindo o arrasto e aumentando a velocidade. Essa função está disponível para todos os pilotos, em todas as voltas.

Acaba o DRS para ajudar em ultrapassagens. As aletas da asa traseira podem ser abertas em todas as retas designadas sem a necessidade de estar a menos de um segundo do carro da frente. No entanto, estar a menos de um segundo do seu rival ainda traz benefícios na forma do “Modo Ultrapassagem”.

O tal “Modo Ultrapassagem” pode ser utilizado estrategicamente. O modo é apenas para ataque e é ativado quando ele está a menos de um segundo do carro da frente. Isso lhe dá acesso à energia elétrica extra, que ele pode usar para ultrapassar ou pressionar o motorista à frente em um único ponto de detecção. Mas aí tem um detalhe fundamental: o piloto que está à frente também poderá usar o “Modo Ultrapassagem” no mesmo momento, para se defender, se tiver carga suficiente na bateria de seu carro. A Fórmula-1 está muito mais estratégica a partir de agora.

Embora o núcleo ainda seja um híbrido turbo V6 de 1,6 litro, o equilíbrio de potência mudou significativamente. A partir de 2026, a potência do motor a combustão interna foi reduzida, enquanto a do motor elétrico triplicou, com uma divisão de potência de aproximadamente 50/50 entre gasolina e eletricidade. Isso torna os motores mais adequados para uso em vias públicas – e, portanto, mais atraentes para as montadoras Ferrari e Mercedes, para a recém-chegada Red Bull Power Trains em parceria com a Ford, para a General Motors (a partir de 2029) e para a Audi, além da Honda, que retorna.

Para alimentar a nova unidade híbrida, o Sistema de Recuperação de Energia (ERS) do carro agora pode recarregar a bateria com o dobro de energia por volta, por meio de recursos como a recuperação de energia durante a frenagem ou a redução da aceleração no final das retas. A reformulação da unidade de potência significa o fim do caro e complexo MGU-H (um sistema de recuperação de calor), que não era adequado para uso em estradas e adicionava muito peso ao carro.

A célula de sobrevivência dos pilotos será submetida a testes mais rigorosos, enquanto a barra de proteção sobre o piloto foi reforçada para suportar 23% mais carga – o equivalente ao peso de aproximadamente nove carros de passeio.

Resumo oferecido pelo site oficial da Fórmula-1:
Os carros continuarão sendo rápidos, incríveis e impressionantes de se assistir. Mas, a partir de 2026, eles serão mais desafiadores para as equipes e para os pilotos. Eles terão de lidar com novas tecnologias e regras mais rígidas e gerenciar um conjunto maior de ferramentas para atacar ou se defender, que pode determinar seu desempenho final e sua posição na corrida.

Com menos “downforce” (pressão aerodinâmica de cima para baixo) e um controle mais preciso sobre o ar turbulento, seguir um carro em uma curva será mais fácil, sem a turbulência infernal de antes – embora extrair o máximo do carro represente um desafio maior para os pilotos. Este é o futuro da Fórmula-1, impulsionado por combustíveis sustentáveis avançados e um uso mais inteligente de energia.

Tempos do último dia da pré-temporada (o piloto que não está aqui treinou nos outros dias, como o Leclerc, o Alonso e o atual campeão Norris):

1 Antonelli (ITA), Mercedes, 1:33:669 (61 voltas)
2 Russell (ING), Mercedes, a 0:249 (78)
3 Hamilton (ING), Ferrari, a 0:540 (150)
4 Piastri (AUS), McLaren, a 0:880 (161)
5 Verstappen (HOL), Red Bull, a 1:672 (61)
6 Hadjar (FRA), Red Bull, a 1:941 (59)
7 Ocon (FRA), Haas, a 2:084 (75)
8 Colapinto (ARG), Alpine, a 2:137 (144)
9 Bearman (ING), Haas, a 2:303 (70)
10 Hulkenberg (ALE), Audi, a 2:622 (58)
11 Albon (TAI), Williams, a 2:996 (78)
12 Lawson (NZL), Racing Bulls, a 3:139 (119)
13 Sainz Jr. (ESP), Williams, a 3:517 (68)
14 Perez (MEX), Cadillac, a 3:696 (67)
15 Bortoleto (BRA), Audi, a 3:867 (60)
16 Stroll (CAN), Aston Martin, a 4:496 (72)
17 Bottas (FIN), Cadillac, a 5:103 (37)



Norris é campeão do mundo

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·



No apagar das luzes da temporada 2025 — aquele momento em que até a equipe de transmissão já está com as malas prontas —, Lando Norris finalmente conquistou seu primeiro título mundial de Fórmula-1. E fez isso ao melhor estilo "não preciso vencer, só preciso ser eu mesmo": chegando em terceiro lugar, logo atrás de Max Verstappen e Oscar Piastri, os dois incomodados adversários que insistiram em prolongar o drama até a última volta. A matemática era simples, apesar de alguns torcedores terem tentado resolvê-la com calculadora científica e café forte: Norris tinha uma larga vantagem antes da etapa final. Uma vantagem tão confortável que, se fosse uma poltrona, teria massagem nas costas e descanso para os pés. Bastava, portanto, não inventar moda. E, vejam só... deu certo.
Verstappen até tentou estragar a festa — é da natureza dele — vencendo a corrida como quem diz: "se não serei campeão, ao menos ganho essa para não perder o hábito". Piastri, por sua vez, passou o domingo inteiro equilibrando a tentativa de ser herói com a obrigação de não atrapalhar o chefe de equipe na briga pelo título. Tarefa difícil, mas executada com a sutileza de quem sabe que contratos existem.
E Norris? Ah, Norris fez tudo o que um futuro campeão precisa fazer: não entrar em pânico, não enfiar o carro no muro e não ouvir conselhos aleatórios do rádio. Cruzou a linha de chegada em terceiro, levantou o punho, respirou fundo e pensou, provavelmente: "Era só isso mesmo?" Sim, Lando. Era só isso! Depois de anos de memes, piadas sobre azar e entrevistas com aquele sorriso de "um dia vai", o inglês finalmente virou campeão mundial. E fez isso do jeito mais britânico possível: com elegância, consistência e uma pitada de humor involuntário.

Resultados:
1 Verstappen (HOL), Red Bull, 58 voltas
2 Piastri (AUS), McLaren, a 12:594
3 Norris (ING), McLaren, a 16:572

4 Leclerc (MON), Ferrari, a 23:279
5 Russell (ING), Mercedes, a 48:563
6 Alonso (ESP), Aston Martin, a 67:562
7 Ocon (FRA), Haas, a 69:876
8 Hamilton (ING), Ferrari, a 72:670
9 Hulkenberg (ALE), Kick-Sauber, a 79:014
10 Stroll (CAN), Aston Martin, a 79:523

11 Bortoleto (BRA), Kick-Sauer, a 0:697
12 Bearman (ING), Haas  
13 Sainz Jr. (ESP), Williams
14 Tsunoda (JAP), Red Bull
15 Antonelli (ITA), Mercedes
16 Albon (TAI), Williams
17 Hadjar (FRA), Racing Bulls, a 1 volta
18 Lawson (NZL), Racing Bulls, a 1 volta
19 Gasly (FRA), Alpine, a 1 volta
20 Colapinto (ARG), Alpine, a 1 volta

Pilotos
1 Norris, McLaren, 423 pontos, campeão
2 Verstappen, Red Bull, 421 pontos
3 Piastri, McLaren, 410 pontos
4 Russell, Mercedes, 319 pontos
5 Leclerc, Ferrari, 242 pontos
6 Hamilton, Ferrari, 156 pontos
7 Antonelli, Mercedes, 150 pontos
8 Albon, Williams, 73 pontos
9 Sainz Jr., Williams, 64 pontos
10 Alonso, Aston Martin, 56 pontos
11 Hulkenberg, Stick-Sauber, 51 pontos
12 Hadjar, Racing Bulls, 51 pontos
13 Bearman, Haas, 41 pontos
14 Lawson, Racing Bulls, 38 pontos
15 Ocon, Haas, 38 pontos
16 Stroll, Aston Martin, 33 pontos
17 Tsunoda, Red Bull, 33 pontos
18 Gasly, Alpine, 22 pontos
19 Bortoleto, Stick-Sauber, 19 pontos

Equipes
1 McLaren, 833 pontos, campeã
2 Mercedes, 469 pontos
3 Red Bull, 451 pontos
4 Ferrari, 398 pontos



Verstappen é pole em Abu Dabi

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·


O treino final de classificação da temporada, em Abu Dhabi, parecia um daqueles roteiros feitos sob medida para provocar palpitação, até em quem só entende de Fórmula-1 quando vê carrinho colorido passar na TV. Três pilotos, um título, um pôr do sol cinematográfico nos Emirados Árabes — e, claro, o sempre oportuno clima de "agora ou vai ou racha". E quem resolveu estragar o suspense logo de cara? Max Verstappen, claro! O holandês tratou o circuito de Yas Marina como se fosse a própria sala de estar: tirou os sapatos, se ajeitou no sofá e cravou a pole position. Foram duas voltas agressivas – como ele faz sempre – que lhe dariam as duas primeiras posições no grid, se isso fosse possível, com os pilotos da McLaren, Lando Norris, ainda o líder do campeonato e grande favorito para levantar a taça, e Oscar Piastri ficando em segundo e em terceiro lugares, respectivamente, mas muito distantes de Verstappen em termos de tempo.
Com esse cenário, Vestappen, Norris e Piastri partem rumo ao desfecho do campeonato em um circuito com um calor insuportável, apesar de a corrida ser noturna. Yas Marina será palco de tudo: estratégia, DRS oportunista, rádios dramáticos, engenheiros fazendo contas em velocidade ultrassônica e torcedores tentando lembrar de respirar. A temporada terminará dessa forma. Porém, antes do sinal de largada, Norris tem tanta vantagem que precisa terminar a última prova apenas na terceira posição. Por outro lado, Verstappen costuma ignorar essas vantagens alheias, usando até de "jogo sujo" para decidir a seu favor, como ocorreu na decisão de 2021 contra Lewis Hamilton. E, para Piastri, se você acredita em milagre, é o que o australiano mais precisa.

Grid de largada em Abu Dhabi:
1 Verstappen (HOL), Red Bull, 1:22:207
2 Norris (ING), McLaren, a 0:201
3 Piastri (AUS), McLaren, a 0:230
4 Russell (ING), Mercedes, a 0:438
5 Leclerc (MON), Ferrari, a 0:523
6 Alonso (ESP), Aston Martin, a 0:695
7 Bortoleto (BRA), Kick-Sauer, a 0:697
8 Ocon (FRA), Haas, a 0:706
9 Hadjar (FRA), Racing Bulls, a 0:865
10 Tsunoda (JAP), Red Bull, sem tempo

11 Bearman (ING), Haas
12 Sainz Jr. (ESP), Williams
13 Lawson (NZL), Racing Bulls
14 Antonelli (ITA), Mercedes
15 Stroll (CAN), Aston Martin

16 Hamilton (ING), Ferrari
17 Albon (TAI), Williams
18 Hulkenberg (ALE), Kick-Sauber
19 Gasly (FRA), Alpine
20 Colapinto (ARG), Alpine



Verstappen vence e decisão fica para Abu Dhabi

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·


O GP do Catar entregou tudo o que a temporada 2025 da Fórmula-1 prometia: drama, desgaste, erros decisivos e um campeonato que insiste em não ser decidido. Max Verstappen, da Red Bull, venceu com autoridade e levou a disputa para a última etapa, em Abu Dhabi. Mas o enredo do dia não esteve apenas na Red Bull – e sim no duelo emocional entre as McLaren e na batalha particular de Oscar Piastri, que perdeu a vice-liderança no campeonato na prova em que mais precisava se superar.
Piastri largou muito bem, mas Verstappen largou melhor. Em poucas curvas, o holandês já era o segundo e deixava claro que não daria espaço para voos mais altos estratégicos da McLaren. Segundo no grid, Norris caiu para terceiro.
A dupla da McLaren até ensaiou abrir vantagem sobre Verstappen no início, mas com a obrigatoriedade de múltiplas paradas devido à presença de um safety car, a conta nunca fechou a favor da McLaren. Assim que a Red Bull chamou Verstappen para os boxes, ficou claro que o ritmo do holandês sustentaria o plano sem sobressaltos. Quando a McLaren tentou reagir, deixando seus pilotos mais tempo na pista, o cenário ficou ainda mais desfavorável. Piastri voltou atrás de Alonso, e só escapou do prejuízo porque a Aston Martin errou a própria parada.
Norris, por sua vez, viu sua corrida ser mais prejudicada nas batalhas contra Kimi Antonelli, da Mercedes. O líder do campeonato tentou várias vezes superar o menino italiano, sem sucesso. Até que, mesmo sem ser pressionado, Antonelli pagou por sua inexperiência e saiu da pista a duas voltas do final, permitindo a passagem de Norris, que terminou em quarto, atrás de Carlos Sainz J., da Williams.
Na última prova do campeonato, na próxima semana, em Abu Dhabi, Norris será campeão se chegar à frente de Verstappen e de Piastri, na hipótese mais simples de ser entendida.

Resultados:
1 Verstappen (HOL), Red Bull, 57 voltas
2 Piastri (AUS), McLaren, a 7:995
3 Sainz Jr. (ESP), Williams, a 22:665

4 Norris (ING), McLaren, a 23:315
5 Antonelli (ITA), Mercedes, a 28:317
6 Russell (ING), Mercedes, a 38:599
7 Alonso (ESP), Aston Martin, a 54:045
8 Leclerc (MON), Ferrari, a 56:785
9 Lawson (NZL), Racing Bulls, a 60:073
10 Tsunoda (JAP), Red Bull, a 61:770

11 Albon (TAI), Williams
12 Hamilton (ING), Ferrari
13 Bortoleto (BRA), Kick-Sauer
14 Colapinto (ARG), Alpine, a 1 volta
15 Ocon (FRA), Haas, a 1 volta
16 Gasly (FRA), Alpine, a 1 volta

17 Stroll (CAN), Aston Martin, abandonou
18 Hadjar (FRA), Racing Bulls, abandonou
19 Bearman (ING), Haas, abandonou
20 Hulkenberg (ALE), Kick-Sauber, abandonou

Pilotos
1 Norris, McLaren, 408 pontos
2 Verstappen, Red Bull, 396 pontos
3 Piastri, McLaren, 392 pontos
4 Russell, Mercedes, 309 pontos
5 Leclerc, Ferrari, 230 pontos
6 Hamilton, Ferrari, 152 pontos
7 Antonelli, Mercedes, 151 pontos
8 Albon, Williams, 73 pontos
9 Hadjar, Racing Bulls, 51 pontos
10 Hulkenberg, Stick-Sauber, 49 pontos
11 Sainz Jr., Williams, 49 pontos
12 Bearman, Haas, 41 pontos
13 Alonso, Aston Martin, 39 pontos
14 Lawson, Racing Bulls, 36 pontos
15 Stroll, Aston Martin, 32 pontos
16 Ocon, Haas, 32 pontos
17 Tsunoda, Red Bull, 31 pontos
18 Gasly, Alpine, 22 pontos
19 Bortoleto, Stick-Sauber, 19 pontos

Equipes
1 McLaren, 800 pontos, campeã
2 Mercedes, 460 pontos
3 Red Bull, 417 pontos
4 Ferrari, 382 pontos

Próxima etapa: GP de Abu Dhabi, dia 7 de dezembro



Piastri vence a Sprint e é pole no Catar

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·


O treino classificatório para o GP do Catar entregou exatamente o que a reta final do campeonato sugere: um roteiro escrito nos bastidores, ensaiado nos boxes e finalizado no cronômetro. Oscar Piastri e Lando Norris dividirão a primeira fila no circuito de Lusail, mas a história por trás dos tempos é, no mínimo, mais saborosa que as telas de cronometragem. Se Norris vencer o GP do Catar, encerra a conta: será campeão matematicamente, mesmo que Piastri termine em segundo. Por isso, para o inglês, a pole position valia mais que um gesto simbólico – era a "senha" para seu primeiro título. E não é coincidência que, justamente agora, Piastri volte a surgir como o mais rápido do treino. Isso apenas confirma o que venho dizendo há horas: a McLaren, que nas últimas provas tirou do australiano o melhor carro para alimentar o sonho do título inglês com Norris, resolveu devolver o pacote completo para Piastri neste fim de semana.
Por quê? Porque Norris é inglês – e a McLaren também. E um título nas mãos do "piloto da casa" vale mais que qualquer discurso corporativo sobre igualdade técnica entre os dois lados do box. Devolvendo o carro bom a Piastri agora, a equipe mata dois coelhos com uma cajadada: deixa o australiano competitivo o suficiente para travar Max Verstappen – ainda vivo matematicamente – e, ao mesmo tempo, garante que Norris largue com campo livre para fazer o serviço.
E há outro detalhe curioso: apesar de não ter ido bem na parte final do Q3, Norris parece ter ficado feliz após a classificação no Catar. Cumprimentou Piastri com naturalidade e ainda engatou conversa com Zak Brown, chefe de equipe da McLaren, e Mohammed ben Sulayem, presidente da FIA. Para um piloto que acabou de perder a pole e luta por um título apertado, é, no mínimo, um comportamento pra lá de conveniente. No domingo, a pista responderá se o plano estava mesmo escrito – e se a McLaren, na ânsia de coroar seu inglês, decidiu abrir mão da neutralidade que sempre jurou praticar. Ou os "deuses das pistas" acabem virando o jogo para Piastri, com uma vitória e uma desistência de Norris, que devolveria a liderança para o piloto australiano. Isso, sim, seria a justiça sendo feita para Piastri.

Grid de largada no Catar:
1 Piastri (AUS), McLaren, 1:19:387
2 Norris (ING), McLaren, a 0:108
3 Verstappen (HOL), Red Bull, a 0:264
4 Russell (ING), Mercedes, a 0:275
5 Antonelli (ITA), Mercedes, a 0:459
6 Hadjar (FRA), Racing Bulls, a 0:727
7 Sainz Jr. (ESP), Williams, a 0:900
8 Alonso (ESP), Aston Martin, a 1:031
9 Gasly (FRA), Alpine, a 1:090
10 Leclerc (MON), Ferrari, a 1:174

11 Hulkenberg (ALE), Kick-Sauber
12 Lawson (NZL), Racing Bulls
13 Bearman (ING), Haas
14 Bortoleto (BRA), Kick-Sauer
15 Albon (TAI), Williams

16 Tsunoda (JAP), Red Bull
17 Ocon (FRA), Haas
18 Hamilton (ING), Ferrari
19 Stroll (CAN), Aston Martin
20 Colapinto (ARG), Alpine



Cafajestice

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·


O próprio site oficial da Fórmula-1 descreve assim: "As desastrosas desclassificações da McLaren em Las Vegas..." E a tradução mais certa para o "as desastrosas desclassificações" é "cafajestice", que é a "ação ou comportamento de um cafajeste, ou seja, alguém que age de forma vil, canalha, sem caráter e desprezível. A palavra descreve um conjunto de atitudes negativas, como a falta de respeito, a traição, a malandragem e o mau-caratismo."
A averiguação dos comissários da FIA constatou que a placa de desgaste do fundo do carro do Norris tinha 0,12 milímetro além do limite no lado esquerdo e 0,07 milímetro no direito, enquanto que o do Piastri tinha 0,1 milímetro e 0,04 milímetro na mesma aferição cafajeste dos comissários da FIA. Gostaria que você pegasse uma régua e verificasse o que é 0,12 milímetro. NÃO É NEM UM MILÍMETRO, POMBAS!!!! Por isso, você não conseguiu enxergar isso na régua!
Sempre achei que essas investigações da FIA pós-corridas são na verdade "caça às bruxas", "procura incessante de encontrar pelo em ovo", "forma cafajeste de mudar o resultado de uma corrida a seu bel prazer e interesses".
EU DUVIDO QUE OS OUTROS CARROS PARTICIPANTES DO GP DE LAS VEGAS ESTIVESSEM 100% COM NAS MEDIDAS PERMITIDAS, JÁ QUE NENHUM DELES PÔDE FAZER TESTE DE LONGA DURAÇÃO NOS TREINOS DE SEXTA-FEIRA POR CAUSA DOS BUEIROS MALOQUEIROS SOLTOS NA "PISTA" DE LAS VEGAS.
E sabem o que representa em termos de ganho de desempenho uma placa com 0,12 milímetro a mais de desgaste? ABSOLUTAMENTE NADA!



Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal