F-1 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Os buracos de Mônaco e Indianápolis

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Não! O asfalto do traçado de Monte Carlo e do Indianapolis Motor Speedway não têm buracos. Apesar de ser composto pelas ruas utilizadas pelo trânsito normal do Principado, o chão do circuito mais famoso do mundo é perfeito para a prova da Fórmula-1. Na cobertura das 500 Milhas de 2002, pode-se observar que o piso de Indianápolis é uma mesa de bilhar, de tão liso. Os buracos negros das duas pistas são as armadilhas para os pilotos.
No domingo passado, as duas tradicionais competições da Tríplice Coroa do Automobilismo – a terceira são as 24 Horas de Le Mans - foram realizadas, no mesmo dia. Pela manhã para o Brasil, vimos a segunda vitória do inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, no GP de Mônaco, superando o favorito e pole position Daniel Ricciardo pela inegável habilidade do tricampeão e pela desastrada troca de pneus feita pela equipe Red Bull no carro do australiano.
Pela tarde, depois de mais de três horas e um espetáculo anterior à corrida promovido como só mesmo os norte-americanos sabem fazer, o piloto local Alexander Rossi, ex-F-1, da equipe Marussia, surpreendeu a todos e conquistou a vitória se utilizando de uma tática agressiva e arriscada. O piloto californiano de 25 anos, novato nas 500 Milhas de Indianápolis, completou as 200 voltas da prova e ficou sem combustível em seguida.
As duas corridas são disputadas desde o início do Século 20. Tendo basicamente o mesmo traçado da primeira edição, em 1929, o GP de Mônaco tem a mesma grande armadilha desde o começo de sua história. Embora o risco mais crítico já tenha sido o Mediterrâneo – sim, nos primeiros anos, sem proteção no porto, os carros eventualmente caíam no mar -, o segredo para se andar bem nas ruas de Monte Carlo com um F-1 é passar todo o tempo de quase duas horas de corrida muito próximo dos guard-rails.
Na prática, nenhum piloto sabe explicar com precisão como consegue fazer isso em alta velocidade. Talvez a resposta mais precisa seja mesmo o instinto de sobrevivência de cada um deles. Com o auxílio atual da chamada supercâmara lenta da televisão, dá para perceber que na maioria das vezes os pneus passam a poucos centímetros do guard-rail. Em uma dessas passagens, o nome do momento da F-1, Max Verstappen, de apenas 18 anos, calculou mal e esfregou um pneu na cerca de proteção da saída dos S da Piscina, batendo logo depois.
Em Indianápolis, a armadilha não está em como os pilotos passam próximos dos muros. Mas também está, de forma diferente. O traçado do Indianapolis Motor Speedway, construído em 1909, em chão batido, depois, com piso de tijolos, para só a partir da década de 60 ser asfaltado, é constituído de um dos desenhos mais simples em termos de competição – quatro retas (duas maiores) ligadas por quatro cantos arredondados de 90 graus idênticos.
No entanto, é exatamente nessa simplicidade do circuito norte-americano que mora sua maior armadilha, revelada em um depoimento do bicampeão das 500 Milhas Emerson Fittipaldi (1989 e 1993). Segundo nosso Rato, "andar com médias de velocidade a cerca de 350 km/h por mais de três horas é alucinante. O muro começa a te chamar cada vez mais".
Segundo Emerson, depois de algumas voltas, especialmente se o piloto não estiver atento ao movimento de um adversário, o corredor começa a entrar em um outro plano, como se não estivesse ali. Isso vem justamente porque o circuito tem as curvas e as retais iguais, feitas em altíssima velocidade.
- Senti isto muitas vezes correndo em Indianápolis. E deu medo! – disse Emerson.



Por que Hamilton tem tantos desafetos?

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Observando as reações de cerca da metade dos comentários nas redes sociais, acende um sinal de alerta envolvendo o tricampeão Lewis Hamilton. Na sua maioria, são observações como "este piloto sempre aprontou desde sua estreia na F-1 e nunca foi punido". Não consigo encontrar outro motivo para tais críticas ao Hamilton que não seja de origem racista.
Nascido na cidade de Stevenage, na Inglaterra, e filho de pai negro e mãe branca, Lewis Carl Hamilton (seus dois primeiros nomes são uma homenagem ao atleta norte-americano Carl Lewis) é o primeiro piloto negro (e por enquanto, o único) a correr na principal categoria do automobilismo mundial.
Acompanhando os bastidores do circo, Hamilton ser negro nunca gerou comportamento ou reações contrários dos milhares de integrantes da F-1. Nunca percebi coisa alguma nesse sentido.
Hamilton foi descoberto por Ron Dennis, o chefão eterno da McLaren, quando o guri tinha apenas 11 anos de idade. Ron ficou impressionado com a excelência de pilotagem do menino e com sua personalidade mostradas em uma prova de kart, e logo levou o Lewis para o Programa de Jovens Talentos da McLaren-Mercedes (fornecedora de motores da equipe inglesa na época). Hamilton ganhou um campeonato pela McLaren (2008) e dois pela escuderia alemã (2014 e 2015), por enquanto.
Além de serem preconceituosas, as críticas que o piloto inglês de 31 anos sempre recebeu simplesmente não encontram respaldo na realidade. No seu primeiro ano na F-1, quando lutava pelo título contra o companheiro Fernando Alonso e os pilotos da Ferrari (Felipe Massa e Kimi Raikkonen), o inglês teve dois erros graves (na China e no Brasil, as duas últimas etapas de 2007) que prejudicaram somente um corredor: ele próprio. Perdeu o campeonato justamente por esses erros primários.
Na outra situação em que errou – ao fazer uma ultrapassagem ilegal sobre Raikkonen no circuito de Spa-Francorchamps em 2008, venceu mas foi punido em 20 segundos depois da prova pelos comissários. A vitória em Spa inclusive caiu no colo do Massa.
Críticos do Hamilton, parem de enxergar pelo em ovo! Ou parem com este racismo! É feio e dá cadeia!



Baku com show do Happy

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A Fórmula-1 avisa que as entradas para a oitava etapa do Mundial já estão à venda. Trata-se do GP da Europa, disputado no Azerbaijão, na capital Baku. Quem quiser se aventurar em ir ao Azerbaijão, apresse-se. Obviamente, estou brincando. É melhor assistir à corrida pela TV, no dia 19 de junho, a partir das 10h da manhã pelo nosso horário.
Mas a F-1 lembra que os interessados pelos ingressos ganham também a oportunidade para ver um show do Pharrell Williams, o grande cara da música Happy. Vale à pena!
E preparem-se os pilotos: o circuito de Baku é composto por ruas da cidade, tão estreitas quanto Monte Carlo, 20 intermináveis curvas, como o xarope de Cingapura, retas longas como as de Montreal, a próxima prova, e foi projetado pelo Hermann Tilke, o cara de todos os modernos circuitos – de verdade – da F-1. A "pista" passa por partes históricas e novas do município.



Dois comportamentos distintos

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O GP de Mônaco serviu, entre outras coisas, para colocar as melancias no lugar dentro da equipe Mercedes. Enquanto Lewis Hamilton correu para vencer, seu único inimigo na luta pelo título, o companheiro Nico Rosberg, não correu nem pelo campeonato. A subserviência do piloto do carro 6 chega a incomodar até as pessoas de fora da equipe alemã.
Antes de o comando da Mercedes ordenar que o Nico abrisse passagem para o Lewis em Monte Carlo, pediu para que o ainda líder do campeonato aumentasse seu ritmo de corrida. Até então, o alemão se arrastava na pista molhada do Principado, à frente do inglês, e o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull, se mandava na liderança.
Primeiro, Nico não conseguiu aumentar seu ritmo, mesmo o seu carro não acusando nenhum problema aparente. Segundo, Rosberg não contestou a ordem da equipe e abriu a porta para Hamilton imediatamente. Apesar de o gesto ter sido de um gentleman (reconhecido e já agradecido pelo companheiro), não é a atitude de um campeão.
É claro que não se espera a patifaria aprontada pelo mesmo Rosberg na classificação de Mônaco em 2014, na qual forçou um erro para vir a bandeira amarela e acabar com as chances de Hamilton buscar a pole position. Naquela atura, a pole estava nas mãos do alemão.
Não, não queremos isso. Mas é brabo, por mais que torcemos para Lewis Hamilton nesta briga entre os pilotos da Mercedes, não dá para ver uma atitude tão covarde como a de Nico. Nunca é de mais lembrar que uma situação parecida como a apresentada em Mônaco no último domingo ocorreu no GP da Hungria de 2014. E Hamilton não deu nem pelota pra equipe.
Na F-1, se você quer ser campeão, não pode ser ingênuo nem santo. Não pode ser um bandido, mas também não pode ser bonzinho em uma situação assim. Já nos mostraram Ayrton Senna e Alain Prost...
Ah, nesta foto aí de cima, depois do GP de Mônaco, o pavão bigodudo CEO da Mercedes-Benz, Dieter Zetsche, posa com Hamilton e Rosberg. Normalmente, o inglês não participa deste tipo de foto quando perde uma corrida para o alemão.



Nem pra dupla de canastra!

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Poucas vezes se viu na F-1 uma empresa investir tanto quanto a Renault e ter uma dupla tão fraca como esta com Kevin Magnussen e Jolyon Palmer. Tenho a impressão que se esses dois fossem jogar canastra, a dupla terminaria trocando sopapos entre si devido à tanta cagada. Dos dois!
Nesse panorama, para a Dança das Cadeiras dos pilotos para o próximo ano, inevitável, surge um nome importante e experiente em busca de um carro decente: Felipe Massa.
Por que? Vamos aos por quês:
- A Williams não vai mesmo construir um carro melhor do que esta bosta deste ano.
- Com o novo regulamento dos carros (mais mecânicos, menos eletrônicos e mais difíceis de serem acertados e pilotados), qualquer equipe, principalmente, as grandes, e a Renault é grande, precisará de um piloto acertador de carro.
E esta dupla da Renault, que nem pra jogo de canastra serve, não dá! Mas nesse negócio de piloto acertador de carro, só não me venham com o nome de Rubens Barrichello, porque aí eu choro.



O Bolão depois de Mônaco

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Este lance aí da foto, com o Lewis Hamilton espremendo o Daniel Riccardo contra o guard-rail na saída da Chicane do Porto, com o piloto da Red Bull reclamando com a mão do inglês, foi a última tentativa do australiano para recuperar a liderança. Acho que o Lewis apenas defendeu a liderança mostrando muito apetite. Isso é corrida, Xará, não houve nada de errado!
Foi o desempate da Mercedes em cima da Red Bull no Principado. Nesta década, apenas as duas equipes venceram na terra da Princesa Charlene Wittstock – Red Bull em 2010, 2011 e 2012, Mercedes em 2013, 2014, 2015 e 2016.
No nosso Bolão, o Luis Mauro, ao lado do Hamilton, foi o grande vencedor de Monte Carlo. Mas o Gabriel também pontuou bem e reassumiu a ponta da tabela. A primeira vitória do tricampeão da Mercedes na temporada colaborou para que quase todos fizessem bons pontos na rodada.
A próxima é daqui a duas semanas, no parque da Ilha de Notre Dame, no Canadá.

Parâmetros utilizados para o GP de Mônaco:
Dois restantes da Dança das Cadeiras do treino de classificação:
Pole: sobrenome do piloto - RICCIARDO
Segundo do grid: sobrenome do piloto - ROSBERG
Vencedor: sobrenome do piloto - HAMILTON
Equipe com mais pontos na etapa: nome da equipe - MERCEDES
Melhor equipe, fora de Mercedes e Ferrari, classificada no final da prova. Pode até essa equipe ser a vencedora da etapa. Vale só o piloto mais bem classificado dessa equipe na prova: RED BULL
Segundo colocado da prova: sobrenome do piloto - RICCIARDO
Terceiro colocado da prova: sobrenome do piloto - PEREZ
Quarto colocado da prova: sobrenome do piloto - VETTEL
Quinto colocado da prova: sobrenome do piloto - ALONSO
Piloto com mais voltas na liderança: sobrenome do piloto - HAMILTON
Volta mais rápida da prova: sobrenome do piloto - HAMILTON
Último colocado da prova (segundo a cronometragem oficial da FIA): sobrenome do piloto - PALMER

Mônaco:
1) Luis Mauro Gonçalves Rosa - 70 pontos
2) Marcelo Vieira - 60 pontos
3) Natanael Felipe Rhoden - 57 pontos
4) Gabriel Dias - 42 pontos
4) Marcelo Farias Pereira - 42 pontos
4) Luiz Carlos Herrera - 42 pontos
4) Maurício Dias - 42 pontos
8) Daniel Dias - 40 pontos
9) Francisco Cavalin - 37 pontos
10) Daniel Cardoso - 20 pontos
10) Romário Braga - 20 pontos
12) Mauro - 15 pontos
13) Mário Gayer do Amaral (Professor) - 12 pontos
13) André Borges - 12 pontos
15) Matteus Saldanha - 10 pontos
16) Eduardo Saraiva - 5 pontos
17) Ítalo Duarte - 0 ponto
17) Juliano Schuler - 0 ponto
17) Pedro Henrique - 0 ponto
20) Ernani Leonel Muzeel - 0 ponto

Total:
1) Gabriel Dias - 232 pontos
2) Luis Mauro Gonçalves Rosa - 217 pontos
3) Mauro - 207 pontos
4) Luiz Carlos Herrera - 198 pontos
5) Francisco Cavalin - 184 pontos
5) Natanael Felipe Rhoden - 184 pontos
7) Daniel Cardoso - 167 pontos
8) Matteus Saldanha - 161 pontos
8) Marcelo Farias Pereira - 161 pontos
10) Marcelo Vieira - 152 pontos
11) Maurício Dias - 141 pontos
12) Daniel Dias - 131 pontos
13) Mário Gayer do Amaral (Professor) - 111 pontos
14) Romário Braga - 107 pontos
15) André Borges - 94 pontos
16) Juliano Schuler - 92 pontos
17) Eduardo Saraiva - 35 pontos
18) Ítalo Duarte - 27 pontos
19) Pedro Henrique - 25 pontos
20) Ernani Leonel Muzeel - 0 ponto



Calma, Riccardo, fica pra outra!

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E o Xará Ricciardo parou de rir. Só essa frase já conta quase toda a história do GP de Mônaco de 2016, sexta etapa do Mundial de Fórmula-1, vencida pelo tricampeão Lewis Hamilton, da Mercedes.
A Red Bull, com o carro magnificamente projetado por Adrian Newey e o novo motor Renault, ajudou a dar a pole position para o Daniel Ricciardo, que também fez a diferença na classificação fazendo uma volta no sábado com a faca entre os dentes nos limites das ruas de Monte Carlo.
A Red Bull, por conta da trapalhada dos mecânicos que não sabiam qual tipo de pneu colocar na segunda parada do australiano (ultramacios, supermacios, macios ou intermediários, pintou de tudo nas mãos dos mecânicos no pit do Xará!), acabou com as chances de vitória do seu piloto em Mônaco.
Ou seja, o Riccardo tem todos os motivos para beijar os pés dos caras da Red Bull e tem todos os motivos para ficar puto com esses mesmos caras.
Mas, Riccardo, todos viram que você foi roubado da oportunidade ímpar de vencer em Monte Carlo. É frustrante e coisa e tal. Mas não precisava armar toda aquela tromba de beicinho no pódio, fechando a cara todo o tempo. A vitória de fato foi sua. Paciência, fica para a próxima!
Como previa o serviço de meteorologia, o GP de Mônaco começou debaixo de um aguaceiro, com sete voltas atrás do safety car. Frescura! Dava para ter largado sem a proteção da saia do carro de segurança. Em 1984, por exemplo, a pista estava bem mais encharcada que neste domingo.
Depois de o Nico Rosberg quase ter desmanchado a prova de Hamilton na parte inicial, com um ritmo de carro com motor 1.0 na pista molhada, o ainda líder do campeonato abriu passagem para o companheiro (ponto positivo para o alemão), que foi atrás do líder Ricciardo, naquela altura, já despencado na frente.
Os caras então trocaram os pneus de chuva para os intermediários. Aí que o Hamilton ganhou a corrida, ou começou a ganhá-la. O piloto da Mercedes ficou mais tempo na pista. Quando foi para os boxes, pôde colocar os pneus slicks. Voltou na frente do Riccardo, resistiu aos ataques do australiano, em um deles, cortou a Chicane do Porto e manteve a ponta. Os comissários consideraram a manobra limpa do inglês. E eu também.
Nas voltas finais, após ter ainda tentado se aproximar novamente de Hamilton, Ricciardo se conformou e tirou o pé, armando o beiço para o pódio.
Grande prova do Sergio Perez, da Force India, completando o pódio. Amadureceu esse mexicano. Boa corrida do Sebastian Vettel, da Ferrari, quarto colocado. Poderia ter completado em terceiro se não fosse o mala do Felipe Massa ter o segurado acintosamente quando o brasileiro estava com pneus para a chuva no começo da prova e o cara da Ferrari tinha os intermediários, bem mais rápidos. Grande Alonso! Brilhou e terminou em quinto, segurando o Rosberg em boa parte da prova.
Decididamente, Monte Carlo não casa bem com o Max Verstappen, da Red Bull, ganhador da etapa anterior, na Espanha. O menino de 18 anos bateu em todos os treinos e na corrida, como tinha feito no GP de Mônaco do ano passado, na sua estreia no Principado na F-1, quando bateu na Saint-Devote ao tentar fazer uma ultrapassagem impossível. Tudo bem, Max, tá desculpado, você continua sendo O Cara!
Aliás, mala é o que não faltou em Monte Carlo. Além do referido brasileiro citado, teve o inesgotável Daniil Kvyat, aprontando agora na Toro Rosso (mandem este rapaz pra casa, por favor!), o trapalhão Marcus Ericsson acabando com a sua e com a prova do companheiro Felipe Nasr – quem disse pra esses malas que dá para ultrapassar na Rascasse? -, o Romain Grosjean, da Haas, puteando o Kimi Raikkonen por ter sido fechado na Mirabeau – pôrra, o Raikkonen tinha batido na Lowes um pouco antes e não conseguia mais fazer curvas – e por aí vai, com outros incidentes menores.
Não fomos "brindados" com a narração do Galvão desta vez. No entanto, o homem mandou seu representante, piorado. Gosto do Luis Roberto, um cara do bem, bom para sentar na mesa de um bar e tomar um chope junto, mas parece que o sujeito põe os dedos na tomada antes de uma cobertura da F-1. Luis, nem todos os lances da corrida têm de ser narrados como um gol decisivo da Copa do Mundo, tá?
Por fim, e não menos importante: sabe ser bonita esta Princesa Charlene Wittstock, mulher do Príncipe Albert, hein? Classuda, bonita, elegante, discreta. Pouco deve a inesquecível, elegantíssima e linda Grace Kelly, a mãe de Albert e esposa do Príncipe Rainier. Mônaco está bem de princesa! E de corrida. A prova no Principado é sempre um grande barato!

Resultado do GP de Mônaco:
1) L. Hamilton – Mercedes – 1h59min29s133
2) D. Ricciardo – Red Bull – a 7s252
3) S. Perez – Force India – a 13s825

4) S. Vettel – Ferrari – a 15s846
5) F. Alonso – McLaren – a 1min25s076
6) N. Hulkenberg – Force India – a 1min32s999
7) N. Rosberg – Mercedes – a min33s290
8) C. Sainz Jr. – Toro Rosso – a uma volta
9) J. Button – McLaren – a uma volta
10) F. Massa – Williams – a uma volta

11) V. Bottas – Williams – a uma volta
12) E. Gutierrez – Haas – a uma volta
13) R. Grosjean – Haas – a duas voltas
14) P. Wehrlein – Manor – a duas voltas
15) R. Haryanto – Manor – a quatro voltas

16) M. Ericsson – Sauber – não completou
17) F. Nasr – Sauber – não completou
18) M. Verstappen – Red Bull – não completou
19) K. Magnussen – Renault – não completou
20) D. Kvyat – Toro Rosso – não completou
21) K. Raikkonen – Ferrari – não completou
22) J. Palmer – Renault – não completou

Volta mais rápida – L. Hamilton – Mercedes – 1min17s939



A primeira do Xará Ricciardo

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O meu Xará australiano não poderia ter escolhido melhor o palco de sua primeira pole position. Conquistar a primeira posição em Monte Carlo significa 80% de chances de vitória. Mais: como o piloto da Red Bull fez sua marca no Q2 com pneus supermacios (os mais "duros" para esta corrida), poderá largar com eles e ficar mais tempo na pista até sua parada de box, deixando os ultramacios para a parte final, quando o carro estiver mais leve.
A supremacia de Daniel Ricciardo sobre as duas Mercedes (Nico Rosberg e Lewis Hamilton, nesta ordem) e a Ferrari de Sebastian Vettel estava desenhada desde os treinos livres de quinta-feira. E é explicada pelo melhor carro da temporada, da Red Bull, projetado pelo mago Adrian Newey, e pelo novo motor fornecido pela Renault para esta prova.
Max Verstappen, da Red Bull, sem o motor com nova especificação da Renault (só terá na próxima etapa, no Canadá), bateu ainda no Q3, na primeira perna dos S da Piscina, e largará em penúltimo. Nada de alarmante, até Ayrton Senna bateu em Mônaco. O problema para o jovem holandês será largar lá de trás. No Principado, corrida de recuperação é história pra boi dormir.
A sensação do momento só não larga em último porque essa posição foi garantida por Felipe Nasr, da Sauber. Quando o brasileiro foi para a pista, o motor Ferrari da Sauber explodiu na Saída do Túnel, uma cena que há muito não se via na F-1, e que era coisa banal no passado da categoria.
Kimi Raikkonen teve troca da transmissão na Ferrari de número 7 depois do terceiro treino livre e foi punido em cinco posições no grid. O companheiro Vettel foi melhorzinho, mas ficou muito distante da primeira posição. Nove décimos de segundo em Monte Carlo é uma eternidade. De qualquer forma, a Ferrari se comporta melhor nas corridas. Vamos ver! A equipe italiana está sendo uma gloriosa decepção até o momento no Principado.
Fernando Alonso foi mais uma vez para o Q3, demonstrando uma clara evolução dos carros da McLaren-Honda.
Pois bem! Não esqueçam de que o serviço de meteorologia indica tempo chuvoso para o domingo em Mônaco. Se isso for confirmado, o passeio de Ricciardo pelas ruas do Príncipe Albert II será ainda mais tranquilo. O Xará costuma andar muito bem na pista molhada.

1.   Daniel Ricciardo, Red Bull, 1:14:912 – 1:14:357 – 1:13:622 (Q1-Q2-Q3)
2.   Nico Rosberg, Mercedes, 1:14:873 – 1:14043 – 1:13:791
3.   Lewis Hamilton, Mercedes, 1:14:826 – 1:14:056 – 1:13:942
4.   Sebastian Vettel, Ferrari, 1:14610 – 1:14:318 – 1:14:552
5.   Nico Hulkenberg, Force India, 1:15:333 – 1:14:989 – 1:14:726
6.   Carlos Sainz Jr., Toro Rosso, 1:15:467 – 1:14:805 – 1:14:749
7.   Sergio Perez, Force India, 1:15:328 – 1:14:937 – 1:14:902
8.   Daniil Kvyat, Toro Rosso, 1:15:384 – 1:14:794
9.   Fernando Alonso, McLaren, 1:15:504 – 1:15:107 – 1:15:363
10. Valtteri Bottas, Williams, 1:15:521 – 1:15:273
11. Kimi Raikkonen, Ferrari, 15:499 – 1:14:789 – 1:14:732 (punido em 5 posições)
12. Esteban Gutierrez, Haas, 1:15:592 – 1:15:293
13. Jenson Button, McLaren, 1:15:554 – 1:15:352
14. Felipe Massa, Williams, 1:15:710 – 1:15:385
15. Romain Grosjean, Hass, 1:15:465 – 1:15:571
16. Kevin Magnussen, Renault, 1:16:253 – 1:16:058
17. Marcus Ericsson, Sauber, 1:16:299
18. Jolyon Palmer, Renault, 1:16:586
19. Rio Haryanto, Manor, 1:17:295
20. Pascal Wehrlein, Manor, 1:17:452
21. Max Verrstappen, Red Bull sem tempo
22. Felipe Massa, Sauber, sem tempo



Resultado terceiro treino livre do GP de Mônaco

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1) S. Vettel – Ferrari – 1min14s650
2) L. Hamilton – Mercedes – a 0s018
3) N. Rosberg – Mercedes – a 0s122
4) D. Ricciardo – Red Bull – a 0s157
5) M. Verstappen – Red Bull – a 0s431
6) Daniil Kvyat – Toro Rosso – a 0s609
7) Carlos Sainz Jr. – Toro Rosso – a 0s674
8) S. Perez – Force India – 0s718
9) K. Raikkonen – Ferrari – a 0s905
10) N. Hulkenberg – Force India – a 1s016
11) F. Massa – Williams – a 1s418
12) F. Alonso – McLaren – a 1s607
13) J. Button – McLaren – a 1s648
14) V. Bottas – Williams – a 1s697
15) E. Gutierrez – Haas – a 1s756
16) K. Magnussen – Renault – a 1s762
17) R. Grosjean – Haas – a 1s877
18) F. Nasr – Sauber – a 2s217
19) M. Ericsson – Sauber – a 2s388
20) J. Palmer – Renault – a 2s832
21) P. Wehrlein – Manor – a 2s945
22) R. Haryanto – Manor – a 3s530



O Rei de Mônaco

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Quando Ayrton Senna superou a marca de cinco vitórias de Graham Hill em Mônaco, ninguém ousou tirar o título de Mister Mônaco do inglês bicampeão. Tratou-se então de se procurar uma alcunha para o piloto brasileiro recordista no Principado. Aí veio o título de Rei de Mônaco.
Senna tinha um jeito particular de pilotar em Monte Carlo. Se sentia à vontade, parecia até que dirigia com o "braço escorado pra fora". Foram seis conquistas (1987, 89, 90, 91, 92 e 93), mas deveria ter sido oito. Em 1984, com a Toleman, foi o vencedor de fato da prova, parada quando ele ultrapassaria o cagão Alain Prost debaixo de chuva. Em 1988, bateu sozinho na entrada do Túnel quando tinha uma vantagem de quase um minuto sobre seu companheiro de McLaren, sim, Alain Prost.
O Brasil tem esse "título" em Mônaco. Mas o curioso é que, de todos os nossos pilotos com capacidade de lutar pela vitória no Principado (Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Nelson Piquet, Rubens Barrichello e Felipe Massa), só temos vitória mesmo em Monte Carlo com Ele. E continuará assim, né, Massa?



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