F-1 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Antonelli vence em Miami

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Em homenagem ao italiano Alessandro Zanardi – que brilhou nos Estados Unidos com um bicampeonato na Indy e continuará brilhando, agora, em outro plano –, o italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, venceu o GP de Miami e disparou na liderança do campeonato com uma atuação espetacular, na melhor corrida do ano. Ao que parece, a Fórmula-1 corrigiu os problemas de recarga das baterias do motor elétrico, permitindo que o pessoal da frente brindasse os amantes do automobilismo com disputas de arrepiar, durante toda a prova no circuito de Miami Gardens.
Pole position, Antonelli teve de batalhar muito para chegar a sua terceira vitória seguida. Não foi nada fácil! Ainda com o melhor carro do momento – pelo menos, nas mãos de Antonelli –, a Mercedes viu a McLaren ressurgir em Miami. A equipe inglesa venceu a prova Sprint no sábado com o inglês Lando Norris, que vendeu muito caro a vitória no domingo, com o atual campeão perseguindo Antonelli até o final da corrida. O outro piloto da McLaren, o australiano Oscar Piastri, foi segundo na Sprint e terceiro no domingo, comprovando que a equipe inglesa acertou a mão com as mudanças no carro levadas para Miami.
Enquanto Antonelli brilhava lá na frente, seu companheiro de equipe, o inglês George Russell, mostrou, outra vez, que não consegue mais acompanhar o ritmo do guri de 19 anos. Se Russel não der uma resposta imediatamente, verá Antonelli pavimentar seu caminho para o título neste ano.
E isso seria a melhor coisa que poderia acontecer para a Fórmula-1: ter um piloto italiano campeão depois de 73 anos. Aliás, a principal categoria do automobilismo só teve dois italianos campeões, Giuseppe Farina, na primeira temporada, em 1950, e Alberto Ascari, em 1952 e 1953.
O GP de Miami teve também outro ressurgimento, de Max Verstappen, que levou o problemático carro da Red Bull a brigar pela pole position no sábado e a fazer uma grande prova no domingo, prejudicada por uma rodada de 360 graus logo após a largada, corrigida graças ao enorme talento do holandês. Para tentar se recuperar, Verstappen parou no início para trocar pneus, conseguindo fazer depois quase toda a corrida com o mesmo jogo de pneus. Ele não suportou os ataques de Antonelli, Norris, Piastri e Leclerc na segunda metade do GP de Miami – por causa do desgaste dos pneus – mas vendeu caro cada ultrapassagem.
Para a Ferrari, restou em Miami um capítulo quase à parte. Aguardada com grande expectativa, a recuperação da equipe italiana não veio, mais uma vez. Enquanto Lewis Hamilton jamais esteve perto dos melhores tempos durante os treinos, fazendo uma prova protocolar, Leclerc ainda conseguiu se envolver na luta pela pole position, no entanto, sempre reclamando da falta de velocidade do carro vermelho nas retas.
Tudo leva a crer que o problema da vez na Ferrari é o pouco desempenho do motor a combustão, que só seria resolvido para o GP de Mônaco. E como quase tudo na equipe italiana beira o “sobrenatural”, a “pista” de Monte Carlo é justamente a que menos necessita da potência do motor...
Apesar de tudo, Leclerc não conseguiu chegar na terceira colocação em Miami por muito pouco. Bem no final, o carro foi perdendo desempenho até ter um furo de pneu na última volta, que fez o piloto monegasco perder três posições e cruzar a linha de chegada se arrastando, em mais um “retrato” das coisas na Ferrari.

Resultados:
1 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, 57 voltas
2 Norris – 1 (ING), McLaren, a 3:264
3 Piastri – 81 (AUS), McLaren, a 27:092

4 Russell – 63 ING), Mercedes, a 43:051
5 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, a 43:949
6 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 44:245
7 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 53:753
8 Colapinto – 43 (ARG), Alpine, a 61:871
9 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, a 82:072
10 Albon – 23 (TAI), Williams, a 90:972

11 Bearman – 87 (ING), Haas, a 1 volta
12 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, a 1 volta
13 Ocon – 31 (FRA), Haas, a 1 volta
14 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 1 volta
15 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin, a 1 volta
16 Perez – 11 (MEX), Cadillac, a 1 volta
17 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, a 1 volta
18 Bottas – 77 (FIN), Cadillac, a 2 voltas

19 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi, abandonou
20 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, abandonou
21 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 1:012, abandonou
22 Hadjar – 6 (FRA), Red Bull, a 0:991, abandonou

Pilotos
1 Antonelli, Mercedes, 100 pontos
2 Russell, Mercedes, 80 pontos
3 Leclerc, Ferrari, 63 pontos
4 Norris, McLaren, 51 pontos
5 Hamilton, Ferrari, 49 pontos
6 Piastri, McLaren, 43 pontos
7 Verstappen, Red Bull, 26 pontos
8 Bearman, Haas, 17 pontos
9 Gasly, Alpine, 16 pontos
10 Lawson, Racing Bulls, 8 pontos
11 Colapinto, Alpine, 5 pontos
12 Hadjar, Red Bull, 4 pontos
13 Lindblad, Racing Bulls, 4 pontos
14 Sainz Jr., Williams, 4 pontos
15 Bortoleto, Stick-Sauber, 2 pontos
16 Ocon, Haas, 1 ponto
17 Albon, Williams, 1 ponto

Equipes

1 Mercedes, 180 pontos
2 Ferrari, 112 pontos
3 McLaren, 94 pontos
4 Red Bull, 30 pontos

Próxima etapa: GP do Canadá, dia 24 de maio



Do que era feito o Zanardi

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Com a Fórmula-1 fortemente impactada com a morte do italiano Alex Zanardi, de 59 anos, ocorrida neste sábado, pouco tempo antes da prova Sprint em Miami, Kimi Antonelli, da Mercedes, conquistou a pole position da corrida principal na Flórida, seguido por Max Verstappen, da Red Bull, e Charles Leclerc, da Ferrari.
Bicampeão da Indy e com duas passagens pela Fórmula-1, Alessandro Leone Zanardi era o que costumo dizer “O Cara”. A última vez que tive o privilégio de conviver com ele por três dias, na cobertura do GP de Monterrey, da Indy, foi justamente em 2001, ano de seu trágico acidente na etapa da Alemanha, no qual perdeu as pernas. A terrível batida ocorreu quando Zanardi saía dos boxes no circuito oval de Lausitzring. Na saída dos boxes após ter feito o pit stop, o carro de Zanardi deu uma rápida guinada para a direita no sentido contrário ao traçado e sofreu um choque em “T” – o mais perigoso do automobilismo. O carro de Zanardi foi rasgado ao meio, atingindo a região de suas pernas, que foram pulverizadas pouco acima dos joelhos.
Lembro que eu estava de plantão no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, e assistia à prova da Indy com o canto dos olhos em um dos aparelhos de TV da Redação. Como gostava muito do Zanardi, fiquei em choque olhando as imagens. Era um sábado! Acompanhei – como todo o mundo acompanhou – as notícias vindas da Alemanha nos dias seguintes. Pela lógica do acidente, Zanardi não teria chance alguma de continuar vivo, inclusive, ele teve três paradas cardíacas ainda na pista. E só foi salvo porque a Indy tem os melhores paramédicos do planeta, com os caras conseguindo levar Zanardi vivo para o hospital.
Anos depois, Zanardi voltaria a competir em carros adaptados no Mundial de Endurance, seria campeão paralímpico no ciclismo e acabaria sofrendo outro acidente horroroso, ao ser atingido por um caminhão quando treinava de bicicleta em uma estrada italiana no dia 19 de junho de 2020. Novamente em estado crítico, Zanardi foi transportado de helicóptero para o hospital com graves lesões no rosto e no cérebro. Naquela vez, porém, Zanardi nunca mais conseguiria se recuperar, com as consequências daquele acidente sendo a causa principal de sua morte neste sábado, com apenas 59 anos de idade!
Mas o mais impressionante na vida impressionante desse italiano impressionante ocorreu quando ele recuperou a consciência no hospital depois de seu acidente na Indy, em 2001. Ele estava acompanhado de sua mulher, Daniela Manni, e de seu filho Niccolò, que tinha menos de três anos de idade. Quando todos esperavam o despertar de um homem derrotado, Zanardi abriu os olhos e ouviu os médicos explicarem sobre seu estado naquele momento. Logo depois de pensar um pouco, Zanardi olhou serenamente para Daniela e Niccolò e disse: “Eu tenho vocês dois, e está tudo bem!” Precisa ser dita mais alguma coisa?
Na Sprint de Miami, Lando Norris chegou em primeiro, compondo dobradinha da McLaren com Oscar Piastri em segundo, à frente de Charles Leclerc, George Russell, Max Verstappen, Kimi Antonelli (que chegou em quarto mas recebeu uma punição de 5 segundos por exceder os limites de pista), Lewis Hamilton e Pierre Gasly.

Grid de largada do GP de Miami:
1 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, 1:27:798
2 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, a 0:166
3 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 0:345
4 Norris – 1 (ING), McLaren, a 0:385
5 Russell – 63 ING), Mercedes, a 0:399
6 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 0:521
7 Piastri – 81 (AUS), McLaren, a 0:702
8 Colapinto – 43 (ARG), Alpine, a 0:964
9 Hadjar – 6 (FRA), Red Bull, a 0:991
10 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 1:012

11 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi
12 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls
13 Bearman – 87 (ING), Haas
14 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams
15 Ocon – 31 (FRA), Haas
16 Albon – 23 (TAI), Williams

17 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls
18 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin
19 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin
20 Bottas – 77 (FIN), Cadillac
21 Perez – 11 (MEX), Cadillac
22 Bortoleto – 5 (BRA), Audi

Sprint de Miami:
1 Norris – 1 (ING), McLaren, 19 voltas
2 Piastri – 81 (AUS), McLaren, a 3:766
3 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 6:651
4 Russell – 63 ING), Mercedes, a 12:951
5 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, a 13:639
6 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 13:777
7 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 21:665
8 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 30:525

Pilotos depois da Sprint
1 Antonelli, Mercedes, 75 pontos
2 Russell, Mercedes, 68 pontos
3 Leclerc, Ferrari, 55 pontos
4 Hamilton, Ferrari, 43 pontos
5 Norris, McLaren, 33 pontos
6 Piastri, McLaren, 28 pontos
7 Bearman, Haas, 17 pontos
8 Gasly, Alpine, 16 pontos
9 Verstappen, Red Bull, 16 pontos

Equipes depois da Sprint
1 Mercedes, 143 pontos
2 Ferrari, 99 pontos
3 McLaren, 61 pontos
4 Red Bull, 20 pontos



Alterações no regulamento técnico da F-1

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Com a parada de mais de um mês na temporada 2026 da Fórmula-1 – motivada pela suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita devido à guerra contra o Irã –, a FIA e as equipes promoveram alterações no regulamento técnico dos novos carros buscando principalmente segurança e um melhor nível de recuperação de energia.
A seguir, o comunicado oficial publicado no site da Fórmula-1, que já valem para a próxima etapa, em Miami, dias 1º, 2 e 3 de maio:

Vários ajustes ao regulamento da F1 de 2026 foram acordados durante uma reunião online entre a FIA, órgão regulador da F1, chefes de equipe, CEOs de fabricantes de unidades de potência e a FOM.
As propostas finais apresentadas durante a reunião foram o resultado de uma série de consultas realizadas nas últimas semanas entre a FIA, representantes técnicos e ampla contribuição dos pilotos de F1.
As discussões sobre possíveis ajustes foram baseadas em dados coletados nos três primeiros eventos da temporada de 2026 na Austrália, China e Japão.
Conforme mencionado em um comunicado da FIA, as propostas acordadas – descritas abaixo em quatro seções principais – serão implementadas a partir do Grande Prêmio de Miami, com exceção das mudanças na largada da corrida, que serão testadas em Miami e adotadas após análise e feedback.

Qualificação – promoção do desempenho

Ajustes nos parâmetros de gerenciamento de energia, incluindo uma redução na recarga máxima permitida de 8 MJ para 7 MJ, visam reduzir o consumo excessivo de energia e incentivar uma condução mais consistente em velocidade máxima. Essa alteração tem como objetivo reduzir a duração máxima do superclip para aproximadamente dois a quatro segundos por volta.
A potência máxima do Superclip aumentou para 350 kW, ante os 250 kW anteriores, reduzindo ainda mais o tempo de recarga e a carga de trabalho do piloto no gerenciamento de energia. Isso também será aplicado em condições de corrida.
O número de eventos em que podem ser aplicados limites alternativos de energia mais baixos foi aumentado de oito para 12 corridas, permitindo uma maior adaptação às características do circuito.

Corrida – maior segurança e consistência de desempenho

A potência máxima disponível através do Boost em condições de corrida agora está limitada a +150 kW (ou ao nível de potência atual do carro no momento da ativação, se for superior), limitando as diferenças repentinas de desempenho.
A potência do MGU-K é mantida em 350 kW nas principais zonas de aceleração (da saída da curva até o ponto de frenagem, incluindo as zonas de ultrapassagem), mas será limitada a 250 kW em outras partes da volta.
Essas medidas visam reduzir as velocidades de aproximação excessivas, mantendo as oportunidades de ultrapassagem e as características gerais de desempenho.

Início da corrida – mecanismos de segurança aprimorados

Um novo sistema de "detecção de partida com baixa potência" foi desenvolvido, capaz de identificar carros com aceleração anormalmente baixa logo após a liberação da embreagem.
Nesses casos, o acionamento automático do MGU-K será ativado para garantir um nível mínimo de aceleração e mitigar os riscos relacionados à largada, sem introduzir qualquer vantagem esportivaEstá sendo introduzido um sistema de alerta visual associado, que ativa luzes intermitentes (traseiras e laterais) nos veículos afetados para alertar os motoristas que vêm atrás.
Uma reinicialização do contador de energia no início da volta de formação também foi implementada para corrigir uma inconsistência do sistema previamente identificada.

Condições de chuva – melhorando a segurança e a visibilidade.

As temperaturas da camada isolante dos pneus intermediários foram aumentadas com base no feedback dos motoristas, a fim de melhorar a aderência inicial e o desempenho dos pneus em piso molhado.
A ativação máxima do ERS será reduzida, limitando o torque e melhorando o controle do carro em condições de baixa aderência.
Os sistemas de iluminação traseira foram simplificados, com sinais visuais mais claros e consistentes para melhorar a visibilidade e o tempo de reação dos motoristas que seguem atrás em condições adversas.

Estas propostas finais serão agora submetidas a uma votação eletrônica do Conselho Mundial de Desporto Motorizado da FIA antes da sua implementação prevista.



Antonelli vence no Japão

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O piá italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, conquistou sua segunda vitória seguida na carreira e assumiu a liderança do Mundial de Fórmula-1 – sendo o mais jovem piloto a alcançar esse feito, aos 19 anos. Desta vez, no entanto, o roteiro para a vitória não foi o previsto, mas deu certo! Mais uma vez na pole position, Antonelli ficou “comendo mosca” na largada, vendo o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, o inglês George Russel, da Mercedes, o australiano Oscar Piastri, da McLaren, e Lewis Hamilton, da Ferrari, passando como se o ele estivesse parado.
Pronto, estava evidente de que a corrida não seria mais um passeio da Mercedes. Na primeira parte, Piastri arrancou na frente, comandando a corrida como nos velhos tempos. Quando Russell conseguiu alcançar o piloto da McLaren, o então líder do campeonato não teve a facilidade que imaginava, com Piastri sustentando bem a primeira posição. Vieram então as paradas de pit stop, com todos na frente entrando nos boxes para trocar pneus, menos Antonelli e Hamilton, que acabaram sendo beneficiados pela entrada do safety car, provocada por uma tentativa de homicídio.
Explico: recarregando as baterias do motor elétrico, o argentino Franco Colapinto, da Alpine, – bem mais lento por isso – simplesmente esqueceu de olhar para os retrovisores, ficando na trajetória dos carros mais rápidos. O inglês Oliver Bearman, da Hass, vinha atrás e foi naturalmente passar pelo argentino, que seguiu no traçado. Para não bater, Bearman desviou para a grama, arrancou todas as placas de sinalização de freadas de curva, passou reto na frente de Colapinto e se esborrachou na proteção de pneus. O inglês saiu mancando com fortes dores na perna direita e foi levado para o centro médico do circuito de Suzuka.
Os comissários de pista não viram qualquer infração de segurança cometida por Colapinto no episódio. Um absurdo! Se o argentino estava recarregando as baterias, ele não poderia estar no traçado dos carros mais rápidos. Isso é a coisa mais básica do automobilismo. Só não é para os comissários de pista, que mais parecem os árbitros do futebol brasileiro, que pouco entendem das regras do esporte. E mais grave: por não ter olhado para os retrovisores, o Colapinto assumiu deliberadamente o risco de fechar o caminho de quem vinha atrás.
Com a intervenção do safety car, veio mais uma choradeira de Russell, se queixando pelo rádio de que seu companheiro de equipe tinha sido ajudado pela sorte, devido à entrada do carro de segurança. A resposta de seu chefe, Toto Wolff, foi exemplar: “Não se preocupe com isso, e continue fazendo sua corrida”. Só faltou o chefe mandar seu primeiro piloto calar a boca!
Com a relargada, Antonelli manteve a primeira colocação, seguido por Piastri, Russell, Hamilton, que logo ultrapassou Russell, e Leclerc. Piastri se sustentou na segunda colocação, enquanto houve uma intensa briga pela terceira posição do pódio entre os dois pilotos da Ferrari e Russell, com Leclerc levando a melhor. Mais para o final da prova, Hamilton foi perdendo rendimento, sendo superado também pelo inglês Lando Norris, da McLaren.
A segunda posição de Piastri mostrou que o australiano voltou à briga, após não ter conseguido largar nas duas primeiras provas da temporada. Na entrevista com os três primeiros colocados, o ex-piloto Damon Hill, campeão com a Williams em 1996, provocou uma reação rara: um sorriso de Piastri, quando o entrevistador parabenizou o australiano, não pelo segundo lugar na corrida, mas por ter conseguido largar este ano. De tão rara, a risada de Piastri foi uma verdadeira gargalhada.

Resultados:
1 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, 53 voltas
2 Piastri – 81 (AUS), McLaren, a 13:722
3 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 15:270

4 Russell – 63 ING), Mercedes, a 15:754
5 Norris – 1 (ING), McLaren, a 23:479
6 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 25:037
7 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 32:340
8 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, a 32:677
9 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 50:180
10 Ocon – 31 (FRA), Haas, a 51:216

11 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi
12 Hadjar – 6 (FRA), Red Bull
13 Bortoleto – 5 (BRA), Audi
14 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls
15 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams
16 Colapinto – 43 (ARG), Alpine
17 Perez – 11 (MEX), Cadillac
18 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin, a 1 volta
19 Bottas – 77 (FIN), Cadillac, a 1 volta
20 Albon – 23 (TAI), Williams, a 2 voltas

21 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, abandonou
22 Bearman – 87 (ING), Haas, abandonou, batida

Pilotos
1 Antonelli, Mercedes, 72 pontos
2 Russell, Mercedes, 63 pontos
3 Leclerc, Ferrari, 49 pontos
4 Hamilton, Ferrari, 41 pontos
5 Norris, McLaren, 25 pontos
6 Piastri, McLaren, 21 pontos
7 Bearman, Haas, 17 pontos
8 Gasly, Alpine, 15 pontos
9 Verstappen, Red Bull, 12 pontos
10 Lawson, Racing Bulls, 8 pontos
11 Hadjar, Red Bull, 4 pontos
12 Lindblad, Racing Bulls, 4 pontos
13 Bortoleto, Stick-Sauber, 2 pontos
14 Sainz Jr., Williams, 2 pontos
15 Colapinto, Alpine, 1 ponto
16 Ocon, Haas, 1 ponto

Equipes
1 Mercedes, 135 pontos
2 Ferrari, 90 pontos
3 McLaren, 46 pontos
4 Red Bull, 16 pontos

Próxima etapa: GP de Miami, dia 3 de maio (se os GPs do Bahrein e da Arábia não retornarem ao calendário)



Antonelli é pole no Japão

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E o piá brilhou de novo! Depois de marcar a pole position e vencer o GP da China, há duas semanas, o italiano de 19 anos Kimi Antonelli, da Mercedes, conquistou novamente a pole, desta vez, em Suzuka, no Japão. Seu companheiro de equipe, o inglês George Russell, passou o treino de classificação inteiro reclamando que seu carro saía muito de traseira, tendo de se contentar com a segunda posição no grid. Cá entre nós: se o Russell reclama do equilíbrio desse supercarro da Mercedes, o que restará para os outros pilotos que não têm esse “canhão”? Faça o favor, George! O Kimi tem o mesmo carro, oras!
O australiano Oscar Piastri, da McLaren, finalmente acordou na temporada, conseguindo o melhor tempo no segundo treino livre, na sexta-feira, e fechando a classificação em terceiro, com quase o mesmo tempo de Russell. Depois, veio a turma da decepção em Suzuka, “liderada” pelo monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, o inglês Lando Norris, da McLaren, que só está enxergando o Piastri quando se encontram na garagem da equipe, e Lewis Hamilton, da Ferrari.
Enquanto o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, brilhava na classificação, o holandês Max Verstappen, da Red Bull, afundava no atoleiro em que se meteu nesta temporada. E nem é preciso estar em Suzuka para perguntar o motivo para mais um infortúnio para o piloto da equipe austríaca: “Esse carro é ruim em tudo. E a nova Fórmula-1 é uma m...”, diria o sujeito, certamente. Choro de quem não sabe perder!

Grid de largada em Suzuka:
1 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, 1:28:778
2 Russell – 63 ING), Mercedes, a 0:298
3 Piastri – 81 (AUS), McLaren, a 0:354
4 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 0:627
5 Norris – 1 (ING), McLaren, a 0:631
6 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 0:789
7 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 0:913
8 Hadjar – 6 (FRA), Red Bull, a 1:200
9 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, a 1:496
10 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 1:541

11 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull
12 Ocon – 31 (FRA), Haas
13 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi
14 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls
15 Colapinto – 43 (ARG), Alpine
16 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams

17 Albon – 23 (TAI), Williams
18 Bearman – 87 (ING), Haas
19 Perez – 11 (MEX), Cadillac
20 Bottas – 77 (FIN), Cadillac
21 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin
22 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin



Piastri mais rápido no Japão

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Pelo menos no primeiro dia de treinos livres no Japão, Oscar Piastri mostrou que a McLaren respira na nova Fórmula-1, lembrando que o australiano ainda não conseguiu largar na temporada – bateu na volta de instalação em casa e teve problemas elétricos na prova anterior, na China, o mesmo ocorrendo com seu companheiro Lando Norris. As Mercedes ficaram logo atrás de Piastri, com Kimi Antonelli em segundo – com quase o mesmo tempo do australiano – e George Russell em terceiro, dois décimos de segundo atrás do piloto da McLaren. Norris ficou em quarto, já distante de seu companheiro de equipe.
A Ferrari acabou sendo a decepção no primeiro dia no Japão, com Charles Leclerc e Lewis Hamilton mais de sete décimos de segundo distantes de Piastri. Pelo menos, os carros da Ferrari confirmaram que estão rápidos no terceiro trecho da pista, aproveitando as curvas mais longas do circuito em que o carro da equipe italiana tem um desempenho melhor. Max Verstappen continuou se arrastando, reclamando a cada volta do péssimo ritmo do carro da Red Bull.

Primeiros treinos livres em Suzuka:
1 Piastri – 81 (AUS), McLaren, 1:30:133
2 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 0:092
3 Russell – 63 ING), Mercedes, a 0:205
4 Norris – 1 (ING), McLaren, a 0:516
5 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 0:713
6 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 0:847
7 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi, a 1:308
8 Albon – 23 (TAI), Williams, a 1:363
9 Bearman – 87 (ING), Haas, a 1:365
10 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, a 1:376
11 Ocon – 31 (FRA), Haas, a 1:399
12 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 1:457
13 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, a 1:475
14 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 1:601
15 Hadjar – 6 (FRA), Red Bull, a 1:626
16 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, a 1:800
17 Colapinto – 43 (ARG), Alpine, a 2:305
18 Bottas – 77 (FIN), Cadillac, a 2:482
19 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin, a 3:463
20 Perez – 11 (MEX), Cadillac, a 3:556
21 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, a 3:818
22 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, sem tempo



Antonelli vence na China

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O menino italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, fez história na China, tornando-se o primeiro italiano a vencer uma corrida na Fórmula-1 em 20 anos. Em títulos, a Itália não conquista um há inacreditáveis 72 anos, levando em consideração que o país tem tanta tradição nas pistas e conta com a principal equipe do planeta, a Ferrari, naturalmente! E o guri com cara de guri já tinha mandado o recado do que aprontaria já no sábado, ao conquistar a pole position no circuito de Xangai.
Mas nem tudo foram flores para pirralho: há cinco voltas do final, ele errou a freada no final da interminável reta oposta de Xangai, saindo inclusive da pista. Para sua sorte, porém, o garoto já tinha colocado quase dez segundos de vantagem em cima de seu companheiro de equipe, o inglês George Russell, o líder do campeonato – com a vitória na Austrália e na corrida Sprint da China mais o segundo lugar na prova principal em Xangai.
Mais uma vez, a Ferrari mostrou o verdadeiro canhão que tem nas largadas, com Lewis Hamilton saindo de terceiro no grid e assumindo a liderança da prova na primeira volta. O monegasco Charles Leclerc veio atrás e se colocou entre os três primeiros no início do GP da China. No entanto, com um carro ainda abaixo das Mercedes, as Ferrari não conseguiram resistir aos ataques de Antonelli – ainda no começo da prova – e mais tarde de Russell, que completaram mais uma dobradinha para a Flecha de Prata alemã.
Mas a Ferrari protagonizou o melhor do GP da China, com Hamilton e Leclerc duelando abertamente durante várias voltas. Já na parte final da segunda etapa da temporada, Hamilton – com uma disposição espetacular – garantiu seu primeiro pódio na equipe italiana. Antes do pódio, Hamilton fez questão de cumprimentar e saudar bastante a conquista de Antonelli, lembrando que o menino o sucedeu na Mercedes.
O melhor do GP da China foi da Ferrari mas o pior ficou com a McLaren, que teve pane elétrica em ambos os carros, de Lando Norris e Oscar Piastri, e nem conseguiu largar. Um fiasco! O mesmo ocorreu com o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, e o tailandês Alexander Albon, da Williams.

Resultados:
1 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, 56 voltas
2 Russell – 63 ING), Mercedes, a 5:515
3 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 25:267

4 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 28:894
5 Bearman – 87 (ING), Haas, a 57:268
6 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 59:647
7 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 80:658
8 Hadjar – 6 (JAP), Red Bull, a 87:2474
9 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, a 1 volta
10 Colapinto – 43 (ARG), Alpine, a 1 volta

11 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi, a 1 volta
12 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 1 volta
13 Bottas – 77 (FIN), Cadillac, a 1 volta
14 Ocon – 31 (FRA), Haas, a 1 volta
15 Perez – 11 (MEX), Cadillac, a 1 volta
16 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, abandonou
17 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin, abandonou
18 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, abandonou
19 Piastri – 81 (AUS), McLaren, não largou
20 Norris – 1 (ING), McLaren, não largou
21 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, não largou
22 Albon – 23 (TAI), Williams, não largou

Pilotos
1 Russell, Mercedes, 51 pontos
2 Antonelli, Mercedes, 47 pontos
3 Leclerc, Ferrari, 34 pontos
4 Hamilton, Ferrari, 33 pontos
5 Bearman, Haas, 17 pontos
6 Norris, McLaren, 15 pontos
7 Gasly, Alpine, 9 pontos
8 Verstappen, Red Bull, 8 pontos
9 Lawson, Racing Bulls, 6 pontos
10 Hadjar, Red Bull, 4 pontos
11 Lindblad, Racing Bulls, 4 pontos
12 Piastri, McLaren, 3 pontos
13 Bortoleto, Stick-Sauber, 2 pontos
14 Sainz Jr., Williams, 2 pontos
15 Colapinto, Alpine, 1 ponto

Equipes

1 Mercedes, 98 pontos
2 Ferrari, 67 pontos
3 McLaren, 18 pontos
4 Red Bull, 12 pontos

Próxima etapa: GP do Japão, dia 29 de março



Russell vence Sprint da China

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·


A primeira prova Sprint da temporada foi muito disputada na largada principal, com Lewis Hamilton partindo com tudo para cima do líder George Russell, conseguindo chegar à liderança ainda na primeira volta. Depois, os dois pilotos ficaram trocando de posição como já tinha ocorrido na primeira parte do GP da Austrália, naquela vez, com Russell e Charles Leclerc. Quando Russell conseguiu assumir a liderança de vez na China, Leclerc diminuiu a diferença para Hamilton. Veio então uma bela disputa entre os dois pilotos da Ferrari, que brigaram abertamente pela segunda posição, com vantagem para Leclerc.
Kimi Antonelli, que largou muito mal e ainda teria de pagar uma punição de dez segundos, foi também para cima de Hamilton, até que Nico Hulkenberg parou seu carro no final da reta dos boxes, provocando a entrada do safety car. Com isso, todo o pelotão da frente fez um pit stop para trocar os pneus amarelos pelos vermelhos. Como as Ferrari estavam próximas, Hamilton teve de esperar a troca de Leclerc, perdendo a terceira colocação para Lando Norris nos boxes.
Na relargada, Russell se manteve em primeiro, seguido por Leclerc. Depois de uma volta, Hamilton atacou o compatriota Norris e voltou a ficar em terceiro. Na última volta, Leclerc ainda foi para cima de Russell, mas não havia mais tempo, com a primeira Sprint do ano se completando com Russell em primeiro, Leclerc em segundo e Hamilton em terceiro.

Sprint da China:
1 Russell – 63 ING), Mercedes, 19 voltas
2 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 0:6
3 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 2:5

4 Norris – 1 (ING), McLaren, a 4:4
5 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 5:6
6 Piastri – 81 (AUS), McLaren, a 6:8
7 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 10:9
8 Bearman – 87 (ING), Haas, a 11:2

Pilotos depois da Sprint
1 Russell, Mercedes, 33 pontos
2 Antonelli, Mercedes, 22 pontos
3 Leclerc, Ferrari, 22 pontos
4 Hamilton, Ferrari, 18 pontos
5 Norris, McLaren, 15 pontos



Russell vence na Austrália

Dias ao Volante
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A nova Fórmula-1 estreou na Austrália com a vitória do inglês George Russel, da Mercedes, à frente do italiano Kimi Antonelli, fechando a dobradinha da equipe alemã. A Ferrari ocupou a duas posições seguintes, com o monegasco Charles Leclerc em terceiro e o heptacampeão Lewis Hamilton em quarto, seguidos do inglês Lando Norris, da McLaren, do holandês Max Verstappen, da Red Bull, dos ingleses Oliver Bearman, da Haas, o Arvid Lindblad, da Racing Bulls, do brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, e do francês Pierre Gasly, da Alpine, completando a zona de pontuação. Se estranharem a ausência do australiano Oscar Piastri, da McLaren, desta relação, a explicação é breve com motivo estúpido: o cara bateu pateticamente quando levava seu carro para o grid de largada. Isso mesmo!
Todo mundo estava muito ansioso para saber como seria uma corrida da nova Fórmula-1 em termos de disputas por posição entre os caras da frente. E isso as dez primeiras voltas foram bastante auspiciosas. Com um canhão de largada, as duas Ferrari partiram para cima dos favoritos pilotos da Mercedes. Quarto no grid, Leclerc tomou a liderança da prova já na primeira curva do circuito Albert Park, em Melbourne. Hamilton (sétimo no grid) veio atrás e se colocou na terceira posição, na cola do pole Russell, antes da metade da primeira volta.
Enquanto um safety car virtual que obriga os pilotos a diminuírem o ritmo – não estragou tudo, Leclerc e Russell ficaram trocando de posição em um duelo espetacular, com Hamilton assistindo a tudo bem de perto. E aí ficou uma dúvida no ar: se o safety car virtual não tivesse esculhambado tudo – porque as Mercedes fizeram a parada para trocar pneus e a Ferrari, não –, aquela bela disputa pela liderança permaneceria?
Como já era esperado, a nova Fórmula-1 passará ainda por muitas mudanças, até que pilotos e equipes entendam mais todos os novos aspectos técnicos e as mudanças nos carros. Mas, pelo menos para uma corrida de estreia, foi bem animador!

Resultados:
1 Russell – 63 ING), Mercedes, 58 voltas
2 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 2:794
3 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 15:431

4 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 16:208
5 Norris – 1 (ING), McLaren, a 52:031
6 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, a 54:551
7 Bearman – 87 (ING), Haas, a 1 volta
8 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 1 volta
9 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, a 1 volta
10 Gasly – 10 (FRA), Alpine, a 1 volta

11 Ocon – 31 (FRA), Haas, a 1 volta
12 Albon – 23 (TAI), Williams, a 1 volta
13 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 1 volta
14 Colapinto – 43 (ARG), Alpine, a 2 voltas
15 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, a 2 voltas
16 Perez – 11 (MEX), Cadillac, a 3 voltas
17 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, a 15 voltas

18 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin, abandonou
19 Bottas – 77 (FIN), Cadillac, abandonou
20 Hadjar – 6 (JAP), Red Bull, abandonou
21 Piastri – 81 (AUS), McLaren, não largou
22 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi, não largou

Pilotos
1 Russell, Mercedes, 25 pontos
2 Antonelli, Mercedes, 18 pontos
3 Leclerc, Ferrari, 15 pontos
4 Hamilton, Ferrari, 12 pontos
5 Norris, McLaren, 10 pontos
6 Verstappen, Red Bull, 8 pontos
7 Bearman, Haas, 6 pontos
8 Lindblad, Racing Bulls, 4 pontos
9 Bortoleto, Stick-Sauber, 2 pontos
10 Gasly, Alpine, 1 ponto

Equipes

1 Mercedes, 43 pontos
2 Ferrari, 27 pontos
3 McLaren, 10 pontos
4 Red Bull, 8 pontos

Próxima etapa: GP da China, com Sprint, dia 15 de março



Russell é pole na Austrália. Com sobra!

Dias ao Volante
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A primeira classificação da temporada 2026 movimentou o circuito de Albert Park, definindo o grid de largada do GP da Austrália. E George Russell confirmou que a Mercedes vem muito forte para este ano, mostrando potencial para repetir o domínio avassalador da equipe alemã iniciado em 2014 – justamente na última grande transformação técnica da Fórmula-1 antes da atual, quando os motores híbridos foram introduzidos na categoria.
Depois de sofrer um forte acidente no terceiro treino livre, Kimi Antonelli, também da Mercedes, chegou a correr o risco de ficar fora da classificação. No entanto, a equipe conseguiu recuperar o carro a tempo do início da primeira fase do treino oficial. No momento decisivo, no Q3, o jovem italiano brilhou: chegou perto do tempo de seu companheiro de equipe e garantiu uma primeira fila toda da Mercedes.
Ninguém chegou perto das Flechas de Prata. Isack Hadjar, da Red Bull, terceiro no grid, ficou mais de sete décimos de segundo atrás. A distância foi semelhante à das duplas da Ferrari e da McLaren, que vieram na sequência: Charles Leclerc larga em quarto, Oscar Piastri, em quinto, Lando Norris, em sexto e Lewis Hamilton, em sétimo.
Com tantas mudanças técnicas na Fórmula-1, a corrida deste domingo ainda pode reservar surpresas. As equipes ainda tentam entender completamente o comportamento dos novos carros em uma prova de cerca de uma hora e meia, principalmente no que diz respeito ao gerenciamento da bateria do sistema elétrico – responsável por metade da potência total no novo regulamento. Ainda assim, a classificação deixou claro que a Mercedes, ao menos neste início de campeonato, aparece um passo à frente das rivais.
O treino oficial também teve momentos de tensão. No incidente mais marcante, Max Verstappen, da Red Bull, rodou forte na freada da curva 1 e bateu na proteção de pneus, provocando bandeira vermelha ainda na fase inicial da sessão. Com isso, o piloto holandês terá de largar no fundo do pelotão.
Um dos destaques do treino classificatório foi Gabriel Bortoleto. O brasileiro conseguiu avançar entre os dez melhores com a estreante Audi, que mostrou desempenho surpreendente nas mãos do jovem piloto. No entanto, na volta aos boxes ao final do Q2, o motor do carro “morreu” e Bortoleto não conseguiu religá-lo, o que o impediu de participar do Q3.
A largada do GP da Austrália está prevista para a 1h da madrugada de sábado para domingo, pelo horário do Brasil.

Grid de largada:
1 Russell – 63 ING), Mercedes, 1:18:518
2 Antonelli – 12 (ITA), Mercedes, a 0:293
3 Hadjar – 6 (JAP), Red Bull, a 0:785
4 Leclerc – 16 (MON), Ferrari, a 0:809
5 Piastri – 81 (AUS), McLaren, a 0:862
6 Norris – 1 (ING), McLaren, a 0:957
7 Hamilton – 44 (ING), Ferrari, a 0:960
8 Lawson – 30 (NZL), Racing Bulls, a 1:476
9 Lindblad – 41 (ING), Racing Bulls, a 2:729
10 Bortoleto – 5 (BRA), Audi, sem tempo

11 Hulkenberg – 27 (ALE), Audi
12 Bearman – 87 (ING), Haas
13 Ocon – 31 (FRA), Haas
14 Gasly – 10 (FRA), Alpine
15 Albon – 23 (TAI), Williams
16 Colapinto – 43 (ARG), Alpine

17 Alonso – 14 (ESP), Aston Martin
18 Perez – 11 (MEX), Cadillac
19 Bottas – 77 (FIN), Cadillac
20 Verstappen – 3 (HOL), Red Bull, sem tempo, acidente
21 Sainz Jr. – 55 (ESP), Williams, não participou
22 Stroll – 18 (CAN), Aston Martin, não participou



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