A pré-temporada de 2026 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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A pré-temporada de 2026

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·



Esqueça os tempos – desta sexta e dos outros dois dias –, fazer volta rápida não significa muita coisa na pré-temporada da Fórmula-1, ainda mais com toda a mudança de regulamento, bem provavelmente, a maior já feita na história da principal categoria do planeta. De qualquer jeito, os tempos do último dia estão aí embaixo.

Preparamos um rápido resumo (bem prático, para acompanhar os treinos e as corridas) com as principais mudanças nos carros e no regulamento. Vamos lá!

A partir de 2026, a Fórmula-1 contará com um pacote aerodinâmico revisado que resultará em carros com novo visual e um conjunto reformulado de regras para as unidades de potência. Resumindo: A unidade de potência será meio a meio com o motor turbo e o elétrico, com cerca de 500 cavalos cada um. Mas não esqueça de que a bateria do motor elétrico tem de ser carregada na pista, dando mais trabalho ao piloto e aos estrategistas das equipes.

As novas regras são interessantes para as fabricantes de motores já estabelecidas (Ferrari e Mercedes), atraentes para as estreantes Red Bull Powertrains – que se uniu à Ford –, Audi e General Motors (esta, lançará sua unidade de potência em 2029) e suficientemente atraentes para trazer a Honda de volta à competição (com a Aston Martin).

As asas dianteira e traseira estão mais simples, com menos elementos. A mudança mais significativa é a introdução da “Aerodinâmica Ativa”. Os carros podem ajustar o ângulo dos elementos das asas dianteiras e traseiras dependendo de sua posição na pista. Nas curvas, os flaps permanecem fechados em sua posição padrão para manter a aderência. Em retas específicas, os pilotos podem ativar o modo de baixa resistência aerodinâmica, que abre os flaps e achata as asas, reduzindo o arrasto e aumentando a velocidade. Essa função está disponível para todos os pilotos, em todas as voltas.

Acaba o DRS para ajudar em ultrapassagens. As aletas da asa traseira podem ser abertas em todas as retas designadas sem a necessidade de estar a menos de um segundo do carro da frente. No entanto, estar a menos de um segundo do seu rival ainda traz benefícios na forma do “Modo Ultrapassagem”.

O tal “Modo Ultrapassagem” pode ser utilizado estrategicamente. O modo é apenas para ataque e é ativado quando ele está a menos de um segundo do carro da frente. Isso lhe dá acesso à energia elétrica extra, que ele pode usar para ultrapassar ou pressionar o motorista à frente em um único ponto de detecção. Mas aí tem um detalhe fundamental: o piloto que está à frente também poderá usar o “Modo Ultrapassagem” no mesmo momento, para se defender, se tiver carga suficiente na bateria de seu carro. A Fórmula-1 está muito mais estratégica a partir de agora.

Embora o núcleo ainda seja um híbrido turbo V6 de 1,6 litro, o equilíbrio de potência mudou significativamente. A partir de 2026, a potência do motor a combustão interna foi reduzida, enquanto a do motor elétrico triplicou, com uma divisão de potência de aproximadamente 50/50 entre gasolina e eletricidade. Isso torna os motores mais adequados para uso em vias públicas – e, portanto, mais atraentes para as montadoras Ferrari e Mercedes, para a recém-chegada Red Bull Power Trains em parceria com a Ford, para a General Motors (a partir de 2029) e para a Audi, além da Honda, que retorna.

Para alimentar a nova unidade híbrida, o Sistema de Recuperação de Energia (ERS) do carro agora pode recarregar a bateria com o dobro de energia por volta, por meio de recursos como a recuperação de energia durante a frenagem ou a redução da aceleração no final das retas. A reformulação da unidade de potência significa o fim do caro e complexo MGU-H (um sistema de recuperação de calor), que não era adequado para uso em estradas e adicionava muito peso ao carro.

A célula de sobrevivência dos pilotos será submetida a testes mais rigorosos, enquanto a barra de proteção sobre o piloto foi reforçada para suportar 23% mais carga – o equivalente ao peso de aproximadamente nove carros de passeio.

Resumo oferecido pelo site oficial da Fórmula-1:
Os carros continuarão sendo rápidos, incríveis e impressionantes de se assistir. Mas, a partir de 2026, eles serão mais desafiadores para as equipes e para os pilotos. Eles terão de lidar com novas tecnologias e regras mais rígidas e gerenciar um conjunto maior de ferramentas para atacar ou se defender, que pode determinar seu desempenho final e sua posição na corrida.

Com menos “downforce” (pressão aerodinâmica de cima para baixo) e um controle mais preciso sobre o ar turbulento, seguir um carro em uma curva será mais fácil, sem a turbulência infernal de antes – embora extrair o máximo do carro represente um desafio maior para os pilotos. Este é o futuro da Fórmula-1, impulsionado por combustíveis sustentáveis avançados e um uso mais inteligente de energia.

Tempos do último dia da pré-temporada (o piloto que não está aqui treinou nos outros dias, como o Leclerc, o Alonso e o atual campeão Norris):

1 Antonelli (ITA), Mercedes, 1:33:669 (61 voltas)
2 Russell (ING), Mercedes, a 0:249 (78)
3 Hamilton (ING), Ferrari, a 0:540 (150)
4 Piastri (AUS), McLaren, a 0:880 (161)
5 Verstappen (HOL), Red Bull, a 1:672 (61)
6 Hadjar (FRA), Red Bull, a 1:941 (59)
7 Ocon (FRA), Haas, a 2:084 (75)
8 Colapinto (ARG), Alpine, a 2:137 (144)
9 Bearman (ING), Haas, a 2:303 (70)
10 Hulkenberg (ALE), Audi, a 2:622 (58)
11 Albon (TAI), Williams, a 2:996 (78)
12 Lawson (NZL), Racing Bulls, a 3:139 (119)
13 Sainz Jr. (ESP), Williams, a 3:517 (68)
14 Perez (MEX), Cadillac, a 3:696 (67)
15 Bortoleto (BRA), Audi, a 3:867 (60)
16 Stroll (CAN), Aston Martin, a 4:496 (72)
17 Bottas (FIN), Cadillac, a 5:103 (37)



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