Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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GP da França volta em 2018

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

A nova Fórmula-1 divulgou o calendário do Mundial de 2018, com 21 provas e a volta do GP da França, em Paul Ricard, e o da Alemanha, em Hockenheim, e a confirmação do GP do Brasil. No entanto, a anunciada racionalização de juntar as etapas próximas em termos geográficos ainda não ocorrerá, com o GP do Canadá, por exemplo, distante das corridas dos EUA e do México.
O retorno de Paul Ricard (foto) é 10, assim como a França. Um país tão tradicional no automobilismo não poderia ficar fora mesmo. O circuito francês é de propriedade de Bernie Ecclestone, que pode ficar com dois autódromos no calendário, se o titio realmente comprar Interlagos.
Outra curiosidade no novo calendário são três provas marcadas em fins de semana sequenciais, França, Áustria e Inglaterra.

1.   Austrália, Albert Park, 25 de março
2.   China, Xangai, 8 de abril
3.   Bahrei, Sakhir, 15 de abril
4.   Azerbaijão, Baku, 29 de abril
5.   Espanha, Montmeló, 13 de maio
6.   Mônaco, Monte Carlo, 27 de maio
7.   Canadá, Gilles Villeneuve, 10 de junho
8.   França, Paul Ricard, 24 de junho
9.   Áustria, Zeltweg, 1º de julho
10. Inglaterra, Silverstone, 8 de julho
11. Alemanha, Hockenheim, 22 de julho
12. Hungria, Hungaroring, 29 de julho
13. Bélgica, Spa-Francorchamps, 26 de agosto
14. Itália, Monza, 2 de setembro
15. Cingapura, Marina Bay,16 de setembro
16. Rússia, Sochi, 30 de setembro
17. Japão, Suzuka, 7 de outubro
18. EUA, Circuito das Américas, 21 de outubro
19. México, Hermanos Rodriguez, 29 de outubro
20. Brasil, Interlagos, 11 de novembro
21. Abu Dhabi, Yas Marina, 25 de novembro



Quem vence no Azerbaijão?

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Publicado por em F-1 ·

Pois, vamos voltar pra Europa? Embora o Azerbaijão esteja mais para a Ásia, a oitava etapa do Mundial tem o nome de GP da Europa. Pista de rua, com a maior reta do calendário, no final do traçado, e um passeio serpenteando um castelinho, bom de dar uma batida. O Lewis Hamilton que o diga. No ano passado, o agora vice-líder da temporada, 12 pontos atrás de Sebastian Vettel, bateu na classificação e teve de largar lá de trás.
As apostas devem ser colocadas nos comentários deste post (clicando em "Ler tudo" no fim do post) ou serem enviadas para o meu e-mail (danieldias10259@gmail.com) ou (diasaovolante@diasaovolante.com) até cinco minutos antes do início do treino de classificação no sábado. Boa sorte!

Regulamento e itens para Baku:
Pole: sobrenome do piloto - 5 pontos
Segundo do grid: sobrenome do piloto - 2 pontos
Vencedor: sobrenome do piloto - 25 pontos
Equipe com mais pontos na etapa: nome da equipe - 5 pontos
Quantos primeiros pilotos chegam à frente do companheiro na etapa (são os primeiros pilotos: Hamilton - Mercedes, Vettel - Ferrari, Ricciardo - Red Bull, Massa - Williams, Hulkenberg - Renault, Alonso - McLaren, Perez - Force Índia, Sainz Jr. - Toro Rosso, Grosjean - Haas e Ericsson - Sauber: vale 5 pontos
Segundo colocado da prova: sobrenome do piloto - 20 pontos
Terceiro colocado da prova: sobrenome do piloto - 15 pontos
Quarto colocado da prova: sobrenome do piloto - 10 pontos
Quinto colocado da prova: sobrenome do piloto - 5 pontos
Décimo colocado na prova: sobrenome do piloto.
Piloto com mais voltas na liderança: sobrenome do piloto - 5 pontos
Volta mais rápida da prova: sobrenome do piloto - 5 pontos
Último colocado da prova (segundo a cronometragem oficial da FIA): sobrenome do piloto - 15 pontos
Quantas vezes o safety car (o real, não o virtual) entra na pista na corrida: vale 5 pontos.
Gabaritar os cinco primeiros na ordem certa de classificação da prova - 15 pontos
Acertar os cinco primeiros no final da prova sem a ordem exata - 5 pontos

Para acompanhar ao vivo todos os lances do GP da Europa:
Sexta-feira: 6h, primeiro treino livre, 10h, segundo treino livre, ambos pelo SporTV.
Sábado: 7h, terceiro treino livre, 10h, classificação, ambos pelo SporTV.
Domingo: 10h, pela Globo.



Rubinho à vontade em Le Mans

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Publicado por em 24 Horas de Le Mans ·


O Brasil terá um bando de piloto nas 24 Horas de Le Mans deste ano, que largam às 15h (pelo horário europeu) deste sábado. Como disse ontem aqui, o Lucas di Grassi seria mais um, mas o menino foi participar de uma pelada de futebol e se machucou. O nosso principal representante é, claro, Rubens Barrichello, recordista de largadas na Fórmula-1. Apesar de sua trajetória no circo famoso não ter sido campeã, o Rubinho é importante em tudo o que faz nas pistas.
O piloto da Medley da Stock Car correrá em Le Mans na equipe Racing Team Nederland, como diz o nome e o laranja do carro, holandesa, na categoria LMP2, a dos velozes protótipos não-de fábrica. O Rubinho correrá ao lado do ex-piloto da F-1 Jan Lammers e de Frits van Eerd, dono dos supermercados Jumbo, patrocinador do Max Verstappen na Red Bull.
Os três pilotos são veteranos. O trio conduzirá o Dallara 17 com motor Gibson. Durante esta semana que antecedeu a lendária corrida de longa duração, o Rubinho deu uma aula de acerto de carro para a equipe, recordando os seus tempos de Ferrari em que participava inclusive dos ajustes do carro do Michael Schumacher.



Esporte radical, não!

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Publicado por em F-1 ·

O piloto brasileiro Lucas di Grassi sofreu uma lesão em um joguinho beneficente de futebol e está fora das 24 Horas de Le Mans, previstas para as 15h (pelo horário da europeu) deste sábado. A lesão do Di Grassi me leva aos tempos em que o Michael Schumacher, então na Ferrari, gostava de participar de partidas de futebol, sempre que podia. Nesta imagem aí de cima, o Schumi estava em um jogo no time dos pilotos no estádio do Monaco, no Principado.
A brincadeira de Schumacher nos campos foi até uma intenção do alemão em jogar regularmente no futebol da Terceira Divisão da Suíça, aonde mora. Foi naquele momento que a Ferrari entrou em campo para proibir seu piloto nas aventuras no Esporte Bretão. A alegação da direção da equipe italiana parecia uma brincadeira, mas era séria: "Schumacher não pode continuar se arriscando em um esporte radical."
Chega a ser mais do que irônico que um cara pilote a mais de 300 km/h e não possa participar de um jogo de futebol. No entanto, pelos dois lados, a Ferrari tinha razão: Schumacher não estava acostumado a jogar permanentemente. Além disto, e só por isto, dá para dimensionar o quão é seguro um cockpit de um Fórmula-1.



Perez e ordens de equipe

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Publicado por em F-1 ·

O mexicano Sergio Perez, 27 anos, é um caso à parte na Fórmula-1. No primeiro momento na categoria, a partir de 2011, o agora piloto da Force India assombrou o circo no seu segundo ano na Sauber, no GP da Malásia, fazendo uma grande corrida e chegando na Ferrari do espanhol Fernando Alonso. Seu carro, a Sauber, era empurrado pelo motor da Ferrari. Talvez por isto, Perez tirou o pé quando chegou no espanhol e se negou a atacar o primeiro piloto da "equipe principal" da Sauber.
Aquilo pegou mal para o mexicano, mas sua atuação chamou a atenção da McLaren, que ficaria sem Lewis Hamilton no final da temporada de 2012. A escuderia inglesa então contratou Perez para 2013, para correr ao lado de Jenson Button. O único ano do mexicano veloz na grande McLaren foi um desastre absoluto, inclusive chegando a bater no seu companheiro de equipe. Perez foi demitido. Em 2014, a Force India buscou o trabalho do mexicano. Desde lá, Perez tem reconstruído sua carreira, com uma boa curva positiva, além de ter baixado a bola na arrogância que o levou a brigar com o companheiro na McLaren e por ter se tornado um ótimo anfitrião e embaixador do GP do México.
No fim de semana passado, a Force India se destacou no GP do Canadá, e só não subiu ao pódio porque Perez não abriu passagem para o companheiro, o francês Esteban Ocon, de 20 anos, mais rápido durante a prova. Em recuperação na corrida, Sebastian Vettel, da Ferrari, chegou na dupla da Force India no finalzinho da prova e ultrapassou os dois, com ultrapassagens magníficas.
Se Perez tivesse cedido a posição para Ocon, provavelmente o francês teria passado o australiano Daniel Riccardo, da Red Bull, o terceiro colocado no final da etapa canadense. Nesta quarta-feira, Perez foi cobrado por não ter obedecido uma possível ordem de equipe para ajudar o companheiro.
- É simples. Não obedeci a ordem para abrir passagem porque esta ordem não veio em nenhum momento da prova. Se tivesse vindo, teria obedecido – disse o mexicano.
Pelas últimas temporadas do Perez, vou acreditar... Mas não abusa...



A volta da McLaren/Mercedes

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Publicado por em F-1 ·

Se a parceria McLaren/Honda é uma das mais bem sucedidas da história da Fórmula-1, com quatro títulos seguidos (1988, com Ayrton Senna, 89, com Alain Prost, e 90 e 91, com Senna), com motores turbo e aspirados, a dobradinha McLaren/Mercedes não fica muito atrás, com três títulos (98 e 99, com Mika Hakkinen, e 2008, com Lewis Hamilton). Pois é exatamente esta última parelha que muito provavelmente esteja retornando, já para o próximo ano.
O motivo? Fácil: os japoneses da Honda fizeram um dos maiores fiascos dos 67 anos do Mundial. É impressionante que um país, famoso por copiar tecnologias e aperfeiçoando-as, não tenha conseguido fazer um trabalho no mínimo razoável com os novos motores turbo/híbridos, os atuais da F-1.
O saudita Mansour Ojjeh, 64 anos, maior acionista da McLaren, esteve no último fim de semana no GP do Canadá. O dirigente, normalmente distante das provas, foi a Montreal com objetivos bem claros: retomar a parceria com a Mercedes, encerrada em 2013, depois de quase 20 anos, e acertar a ronha em torno do alto salário de Fernando Alonso, atualmente em torno de 40 milhões de euros anuais, pagos pela Honda.
Ojjeh está decidido. Para continuar com o bicampeão espanhol, que exige um carro competitivo no próximo ano, o saudita aceita botar a mão no bolso e bancar a alta cifra. E o homem está tirando de sua fortuna para equilibrar o orçamento da McLaren neste ano, porque a equipe não tem um único grande patrocinador.



Trabalho dobrado na Mercedes

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Publicado por em F-1 ·

As pazes com a vitória de Lewis Hamilton, depois da pífia atuação no GP de Mônaco, fez o austríaco Toto Wolff, chefão da Mercedes, entrar em delírio após o GP de Canadá, no último domingo. Falando para o site oficial da Fórmula-1, Wolff lembrou as duas semanas de intenso trabalho na sede da equipe, na Inglaterra. Segundo o dirigente, todos os integrantes do time tiveram de ir à luta duramente, assim como os dois pilotos, na fábrica, inclusive com a volta ao trabalho no túnel de vento, para acertos na aerodinâmica.
Para Wolff, no entanto, o triunfo em Montreal não dá por encerrada a dura tarefa de se igualar de novo ao rendimento da Ferrari na temporada, e revela um detalhe interessante:
- Vamos voltar à Europa já, porque temos muito trabalho. Eles (a Ferrari) também estarão trabalhando. Este ano está sendo mais difícil, porque o acerto do carro para o Lewis não pode ser o mesmo para o Valtteri. É um trabalho dobrado para nós.



O Bolão depois do Canadá

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Publicado por em F-1 ·


O Maurício foi brilhante e, ao lado do Lewis Hamilton, papou o GP do Canadá aqui no nosso Bolão, seguido de perto pelo André Borges. Infelizmente, o mala que vos escreve mantém a liderança da briga de foice no escuro, pois a turma tá chegando a mil. E eu quero mais é que cheguem e passem mesmo, a exemplo da passagem que o Ocon sofreu do Vettel na corrida do Canadá. O jovem piloto francês só vai entender o que houve quando olhar no teipe.
Nossa próxima parada é daqui a duas semanas, em Baku, Azerbaijão.

Parâmetros utilizados no Canadá:
Pole: HAMILTON
Segundo do grid: VETTEL
Vencedor: HAMILTON
Equipe com mais pontos na etapa: MERCEDES
Quantos primeiros pilotos chegam à frente do companheiro na etapa (são os primeiros pilotos: Hamilton - Mercedes, Vettel - Ferrari, Ricciardo - Red Bull, Massa - Williams, Hulkenberg - Renault, Alonso - McLaren, Perez - Force Índia, Sainz Jr. - Toro Rosso, Grosjean - Haas e Ericsson - Sauber: 7
Segundo colocado da prova: BOTTAS
Terceiro colocado da prova: RICCARDO
Quarto colocado da prova: VETTEL
Quinto colocado da prova: PEREZ
Décimo colocado na prova: GROSJEAN
Piloto com mais voltas na liderança: HAMILTON
Volta mais rápida da prova: HAMILTON
Último colocado da prova (segundo a cronometragem oficial da FIA): SAINZ
Quantas vezes o safety car entrará na pista na corrida: UM

Canadá:
1) Maurício Dias - 82 pontos
2) André Borges - 67 pontos
3) Eduardo Saraiva - 60 pontos
3) Luiz Carlos Herrera - 60 pontos
5) Francisco Cavalin - 57 pontos
6) Daniel Dias - 50 pontos
7) Gabriel Dias - 42 pontos
8) Mário Gayer do Amaral (Professor) - 20 pontos
9) Daniel Cardoso - 15 pontos
10) Marcelo Antonio Vieira - 10 pontos
10) Natanael Felipe Rhoden - 10 pontos
12) Eduardo Parise - 5 pontos
12) Pedro Henrique - 5 pontos
12) Marcelo Farias Pereira - 5 pontos
12) Guilherme Vieira - 5 pontos
12) Mauro - 5 pontos
17) Luis Mauro Gonçalves Rosa - 0 ponto
17) Romário Braga - 0 ponto
17) Ernani Leonel Dias Müzell - 0 ponto

Total:
1) Daniel Dias - 396 pontos
2) Maurício Dias - 349 pontos
3) Daniel Cardoso - 324 pontos
4) Pedro Henrique - 294 pontos
5) Francisco Cavalin - 293 pontos
6) Eduardo Saraiva - 291 pontos
7) Mário Gayer do Amaral (Professor) - 278 pontos
8) Mauro - 267 pontos
9) André Borges - 239 pontos
10) Guilherme Vieira - 237 pontos
11) Gabriel Dias - 234 pontos
11) Luis Mauro Gonçalves Rosa - 234 pontos
13) Marcelo Farias Pereira - 223 pontos
14) Eduardo Parise - 207 pontos
15) Luiz Carlos Herrera - 178 pontos
16) Natanael Felipe Rhoden - 175 pontos
17) Romário Braga - 117 pontos
18) Marcelo Antonio Vieira - 94 pontos
19) Ernani Leonel Dias Müzell - 20 pontos



A primeira vitória gaúcha na Stock

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Publicado por em Stock Car ·

Foto pódio de Dudu Leal

Vitor Genz, de 28 anos, conquistou a segunda prova deste domingo em Cascavel e passou a ser o primeiro piloto gaúcho a vencer na Stock Car, principal categoria do automobilismo brasileiro.
Vitor foi brilhante neste domingo no Paraná, superando pilotos mais experientes e favoritos, demonstrando que amadurece a cada ano, seguindo as pegadas de seu pai, o multicampeão João Santanna, maior vencedor nas 12 Horas de Tarumã.
O pódio da segunda prova em Cascavel foi completado por Lucas Foresti e Guilherme Salas. Na primeira corrida, a vitória ficou com Max Wilson, à frente de Daniel Serra e Átila Abreu.
Grande Vitor!



Hamilton é o dono de Montreal

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Publicado por em F-1 ·


Na corrida em que Lewis Hamilton igualou o número de poles positions de Ayrton Senna e venceu a prova, a decisão aconteceu na largada. Segundo no grid, o líder do campeonato, Sebastian Vettel, partiu para cima do rival inglês, mas outros dois pilotos, Valtteri Bottas e Max Verstappen, foram mais rápidos e superaram o alemão da Ferrari.
Vettel ficou então no meio de Bottas e Verstappen. Na tomada da curva 1, o lado direito do bico da Ferrari bateu no pneu traseiro esquerdo da Red Bull, a do holandês. Hamilton foi embora e Vettel teve de ir para o box depois de duas voltas, pois precisava colocar um bico novo, caindo para o último.
Ainda no início do GP do Canadá, sétima etapa da temporada, disputado neste domingo, o espanhol Carlos Sainz Jr. bateu no francês Romain Grosjean e foi arremessado contra a Williams de Felipe Massa, acabando com a prova dos dois.
Vettel colocou os pneus vermelhos – supermacios -, os segundos mais rápidos para esta corrida, indicando que teria mais uma parada para fazer. Enquanto isto, Hamilton, em uma grande atuação e sem erros, solidificava cada vez mais sua terceira vitória no ano, seguido por Verstappen, Bottas e Daniel Riccardo. No entanto, Verstappen foi obrigado a abandonar com possíveis problemas de potência no motor. Pronto, ficava ali definida a primeira dobradinha da Mercedes na temporada.
A partir dali, a corrida passou a ser uma sucessão de monotonia, com as Mercedes controlando o ritmo e fazendo apenas um pit stop e com a Force India brilhando com seus dois pilotos, o mexicano Sergio Perez e o francês Esteban Ocon, um dos grandes nomes da prova no circuito Gilles Villeneuve, ao lado, naturalmente, de Hamilton e Vettel, que escalou o pelotão e terminou em quarto lugar, tirando as posições dos representantes da Force India no final, dando um presente para os olhos dos aficionados ao fazer uma ultrapassagem de mestre sobre o ótimo Ocon.
A sétima etapa do Mundial de Fórmula-1 não veio para o Brasil pela Globo, mas mesmo assim os telespectadores foram poupados das asneiras habituais dos responsáveis pela transmissão, desta vez, do SporTV. Irresponsavelmente, a turma da TV passou a acusar acintosamente a equipe Ferrari por ter chamado Kimi Raikkonen para a segunda parada de box, o que seria, para os caras da TV, uma manobra para beneficiar Vettel, tirando seu companheiro finlandês de sua frente. Algumas voltas depois, Vettel também foi chamado aos boxes, com o trio do canal por assinatura silenciando sobre o assunto.
Entretanto, narrador e comentaristas voltaram à carga quando Vettel apareceu nas imagens novamente à frente de Raikkonen, passando de novo a hostilizar a equiper italiana. Segundos após, uma cena recuperada mostrou que o finlandês tinha saído da pista na última chicane do traçado de Montreal. A verdade é que Raikkonen estava enfrentando problemas com os freios, uma particularidade sempre dramática do circuito canadense. O que fez o trio então? Foi tratar de outros assuntos, nem ao menos tendo a honradez de pedir desculpas ao telespectador.
Tirando as péssimas impressões vindas da TV, a vitória de Hamilton foi o que melhor poderia ter acontecido para a continuação das emoções da guerra pelo título entre Vettel e Hamilton, com a diferença agora caindo de 25 para 13 pontos. Daqui a duas semanas, o duelo das duas grandes estrelas do momento continuará na pista de rua de Baku, no Azerbaijão.
Vettel e Hamilton são dois dos três monstros sagrados da F-1 na atualidade. O outro, Fernando Alonso, vindo de sua brilhante atuação nas 500 Milhas de Indianápolis, há duas semanas, fez o que pode no Canadá com a problemática McLaren/Honda. Neste domingo, já no apagar das luzes da prova, o motor colocou o espanhol novamente a pé, junto às arquibancadas do Grampo de Montreal. E Alonso, de bem com a vida, não teve dúvidas, saiu do carro e foi para o meio dos torcedores, em uma imagem inédita na F-1.



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