Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Outro espanhol na vida de Rossi!

Dias ao Volante
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Quando se viu livre do companheiro Jorge Lorenzo e pensou que ia ter paz na Yamaha para lutar contra Mark Marques, da Honda, Valentino Rossi vê pela frente (ou ao lado) um pesadelo espanhol pior ainda. Vencedor das duas primeiras etapas do campeonato, Maverick Viñales, o novo homem da Yamaha, atropela todos também nos treinos para a terceira prova do ano na MotoGP, no Circuito das Américas, nos EUA, o mesmo da F-1.
A corrida será disputada neste domingo, mostrada pelo SporTV, a partir das 16h. Nós aqui do Blog não escondemos a admiração e a torcida pelo Doctor 46. Mas que tá difícil, tá! Valentino, 37 anos, precisa apertar o punho direito em Austin para acabar com esta ascensão meteórica do Viñales, de 22 anos, e botar ordem na casa. É o heptacampeão das duas rodas, que não precisa mostrar mais nada pois é a própria lenda, ainda muito competitivo contra uma horda de espanhóis. Pelo menos, o Lorenzo se colocou fora da disputa quando foi procurar os dólares na Ducati.



A vida secreta de Vettel

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A Fórmula-1 lança uma nova série, que chama de vida secreta dos pilotos do atual grid. E dá o pontapé inicial com o tetracampeão e líder da temporada, Sebastian Vettel, da Ferrari. Conheça um pouco mais do menino de ouro alemão, de 29 anos, que, entre outras particularidades, costuma dar nome de mulher para seus carros. O de agora, a SF70H de número 5, é a Gina.

- Além de dirigir um carro de Fórmula-1, qual é a sua curtição favorita?
Sebastian Vettel: Velocidade  em geral.

- Qual foi o último filme que fez você chorar?
SV:  Lion, Uma Jornada para Casa (filme de 2016, com Dev Patel e Nicole Kidman).

- Do que você tem medo?
SV:  Desgaste dos pneus! (risos)

- Qual foi o último livro que você leu?
SV: Eu não leio muito...

- O que seus professores disseram sobre você na avaliação da escola?
SV: Como eu acabei de dizer: eu não leio muito!

- Você tem algum vício secreto?
SV: Chocolate.

- Você coleciona alguma coisa?
SV: Não. É algo que vou fazer mais tarde.

- O que você mais sente falta quando viaja?
SV:  De casa, e tudo o que lhe pertence: minha cama, meu travesseiro...

- Qual foi sua pior compra?
SV:  Com certeza, algum aparelho eletrônico, talvez outro carregador de celular, um pouco destas coisas inúteis...

- O que você prefere fazer quando não está correndo no domingo?
SV: Estar em casa, dormir tarde e passar o tempo com a família e os amigos.

- Qual é o erro mais embaraçoso que você já cometeu?
SV: No circuito de Fuji, em 2007 (Vettel bateu atrás de seu futuro companheiro de equipe Mark Webber, eliminando os dois da corrida).

- Quando foi a última vez em que você realmente ficou furioso?
SV: Quando a seleção da Alemanha perdeu da França nas semifinais da Euro Copa no ano passado.

- Qual superpoder você queria ter: ser capaz de voar ou de se tornar invisível?
SV: Ser capaz de voar. Isso tornaria a vida muito mais fácil! (risos)

- O que você canta no chuveiro?
SV: Eu não canto...

- Você acredita no amor à primeira vista?
SV: Não mais, já estou apaixonado (Vettel namora uma colega dos tempos do colégio).

- Qual é a pior coisa sobre ser famoso?
SV: Ser famoso! (risos). (Vettel é avesso ao estrelismo).

- Fora da F-1, o que lhe traz a maior satisfação?
SV:  Apenas ficar descontraído e usar o tempo livre com a família e os amigos.

- O que está na sua lista de prazeres?
SV: Viajar, com mais tempo (os pilotos costumam dizer que no circuito da F-1, eles não conseguem curtir as várias viagens que fazem pelo mundo).

- Você pode convidar três pessoas para jantar, entre os vivos ou os que já morreram. Quem você convidaria?
SV: Enzo Ferrari, Audrey Hepburn e Albert Einstein. Seria uma conversa muito interessante no jantar!

- Qual foi a melhor coisa sobre ser uma criança?
SV: Não ter com o que se preocupar.

- O que todos deveriam tentar fazer uma vez na vida?
SV: Passar alguns meses offline (desligado de tudo).



O fator Vettel

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O austríaco Helmut Marko, 73 anos, é o consultor técnico da Red Bull e da Toro Rosso e braço direito do bilionário, também austríaco, Dietrich Mateschitz, o dono e criador da poderosa bebida energética. Quando tinha 29 anos, Marko, então piloto da Fórmula-1 na BRM, foi atingido por uma pedra jogada da Lotus de Emerson Fittipaldi no GP da França, no circuito de Clermont-Ferrand. O ano era 72, a temporada que daria o primeiro título para o Brasil.
Terminava ali a carreira do promissor piloto austríaco, vencedor das 24 Horas de Le Mans no ano anterior. Marko perdeu a visão do olho esquerdo, perfurado pela pedra que furou sua viseira.
Marko então foi estudar advocacia e se tornar dono de equipe em categorias menores, além de empresário de pilotos, descobrindo entre outros o colombiano Juan Pablo Montoya e o alemão Sebastian Vettel. Como descobridor de talentos, aproximou-se de Mateschitz. Mais do que Christian Horner, o chefe de equipe da Red Bull, é Marko quem encaminha a carreira dos pilotos da escola das duas escuderias sob o guarda-chuva da bebida energética, presente também em outros esportes, inclusive no futebol, com times nos EUA e no interior de São Paulo.
Bem mais que manager do tetracampeão Vettel, Marko se tornou amigo do piloto alemão, agora na Ferrari, por quem tem uma admiração muito grande e um conhecimento como poucos. Nesta semana, depois da segunda vitória de Vettel na temporada e a liderança do campeonato em cima de Lewis Hamilton e a poderosa Mercedes, Marko afirmou que aposta no quinto título do alemão neste ano. A declaração do dirigente austríaco é forte:
- Apenas três décimos de segundo de vantagem no treino de classificação não são suficientes para derrotar o Sebastian na corrida. A maior arma da Ferrari nem é o bom carro, é o Vettel.
Helmut, se alcançar a declaração, eu assino embaixo. No grid atual da F-1, apenas dois pilotos são capazes de correr mais do que o carro: Vettel e Fernando Alonso. Nem Hamilton está nesse time.



Bottas termina testes na frente

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No último dia de testes da Fórmula-1 no mesmo circuito do GP do Bahrein, disputado no domingo passado, com a vitória de Sebastian Vettel, da Ferrari, Valtteri Bottas, da Mercedes, o pole da terceira etapa do Mundial, voltou a comandar as ações na pista de Sakhir.
Desta vez, porém, o tempo não foi o mais impressionante, pois ficou longe da melhor marca do finlandês na classificação. Bottas fez 143 voltas, equivalente a dois GPs e meio, sem qualquer tipo de problema mecânico.
Vettel foi o segundo mais rápido do dia, apesar de estar longe de ter uma sessão sem problemas para o SF70H. As questões mecânicas significaram que o líder do campeonato foi capaz de completar apenas oito voltas antes do almoço, com mais problemas na parte da tarde, finalizando com 64 voltas no dia.
O ex-piloto de testes da McLaren, Gary Paffett, agora na Williams, foi o único, além de Bottas, a fazer mais de cem voltas pelo circuito barenita.

1.   Bottas, Mercedes, 1:31:280 – 143 voltas
2.   Vettel, Ferrari, 1:31:574 – 64
3.   Sainz Jr., Toro Rosso, 1:31884 – 68
4.   Vandoorne, McLaren, 1:32:108 – 81
5.   Magnussen, Haas, 1:32:120 – 88
6.   Ocon, Force India, 1:32:142 – 60
7.   Kvyat, Toro Rosso, 1:32:213 – 61
8.   Paffett, Williams, 1:32:253 – 126
9.   Sirotkin, Renault, 1:32287 – 90
10. Gasly, Red Bull, 1:32:568 – 65
11. Wehrlein, Sauber, 1:34:462 – 91
12. Perez, Force India, 1:35:015 – 70



Max ultrapassa os limites

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O holandês Max Verstappen herdou a pior faceta do pai, o temperamento. Logo após o treino de classificação do GP do Bahrein, a jovem estrela da Formula-1 soltou o verbo contra Felipe Massa e o Brasil. Segundo Max, o piloto da Williams teria atrapalhado o início de sua volta rápida. Até aí, nada de grave, pois qualquer um pode ter sua versão sobre possíveis incidentes dentro da pista. O complemento da declaração de Max, no entanto, foi desastrosa e, possivelmente, tenha infringido alguma lei de preconceito entre países. Perguntado se falaria com Massa para cobrar pelo o ocorrido no treino, Max disse com todas as letras:
- Ele é brasileiro, então, não há muito o que falar!
No domingo depois da corrida, Massa sugeriu que o holandês tivesse cuidado com as palavras, "porque ele terá de ir ao Brasil para correr no fim do ano". Um dia depois, Verstappen usou sua conta no Instagram para se desculpar:
- Eu sinto que preciso explicar algumas declarações dadas depois do treino classificatório. Como um piloto apaixonado por correr, eu estava desapontado com minha última tentativa, e acabei reagindo de maneira emocional com  declarações que foram tiradas de contexto. De maneira alguma tive intenção de insultar o povo brasileiro, que tenho grande respeito e sempre me trata muito bem quando visito o Brasil. Aliás, um dos momentos mais altos da minha carreira foi o GP do Brasil do ano passado, e foi muito especial ter acontecido em um país que criou lendas como Senna, Fittipaldi e Piquet. Gostaria de me desculpar com todos os brasileiros que se sentiram ofendidos. Estou ansioso para correr no seu país novamente - postou.
Se observarmos o conteúdo da manifestação do piloto da Red Bull na rede social literalmente, veremos que ele não assume a culpa por completo, pois diz que suas declarações foram tiradas do contexto. Tá de brincadeira, né? Mas mesmo se o arrependimento de Verstappen for verdadeiro, o que ele disse no Bahrein é extremamente grave.
Assim como o pedido de desculpas público do ator José Mayer não anulou seu assédio sexual contra a figurinista Susllem Tonani, a retratação de Verstappen também não retira sua frase preconceituosa, pois, pelo menos naquele instante, ele de fato pensava assim.
A nova polêmica em torno do maior fenômeno atual da F-1 veio acompanhada de uma ação igualmente forte de seu avô paterno, Frans Verstappen. Preocupado com a má influência de Jos sobre o filho, o avô de Max decidiu pedir para que a equipe Red Bull blindasse seu piloto dos péssimos exemplos de seu próprio pai. Helmut Marko, consultor técnico da escuderia austríaca, escapou rapidamente da saia justa aconselhando que Frans resolvesse tudo em família.
Piloto medíocre nos anos 90, tendo sido inclusive companheiro de Michael Schumacher na Benetton, em 94, Jos Verstappen se notabilizou mesmo pelo temperamento irascível. Este gene parece ter passado para o filho Max, que, com apenas 19 anos de idade, já arrumou confusão com quase todos seus colegas na F-1.
A mais recente - não necessariamente a última - de Jos aconteceu no início deste mês. Embriagado, o ex-piloto de 45 anos armou o maior barraco dentro de uma danceteria na Holanda. Considerado culpado pela confusão, o ex-colega de Schumacher foi levado em um camburão para a delegacia.
Enquanto isto, o filho Max destila seu ódio para os brasileiros...
Com exceção do avô, os outros dois Verstappen são uns idiotas.



O Bolão depois do Bahrein

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Pois então, nosso amigo Romário foi o grande vencedor da etapa em Sakhir, ao lado do Sebastian Vettel. Mas, a exemplo do próprio Vettel, quem está na liderança é o nosso único, soberbo e incomparável Professor! Muito boa, Xavante! Ao contrário da F-1, com aquele professorzinho de meia tigela, o vulgo Alain Prost, nós sim temos um Professor com letra maiúscula.
Gostaram da prova barenita? Eu gostei. Ah, esqueci de comentar depois da prova: muito engraçado, nem tanto pro Kimi, mas o primeiro pit stop dele foi mais pra pastelão que coisa da F-1. Vocês repararam que um mecânico da roda direita dianteira apareceu com o pneu novo "duas horas" depois? Deve ser um daqueles mecânicos ingleses da Ferrari. Naquele exato momento, o meu, e o dele, Manchester United estava fazendo o primeiro gol contra o Chelsea na Premier League. Ele certamente estava olhando o jogo na TV. Primeiro, a obrigação, depois, a diversão...

Parâmetros utilizados no Bahrein:
Pole: BOTTAS
Segundo do grid: HAMILTON
Vencedor: VETTEL
Equipe com mais pontos na etapa: FERRARI
Quantos primeiros pilotos chegam à frente do companheiro na etapa (são os primeiros pilotos: Hamilton - Mercedes, Vettel - Ferrari, Ricciardo - Red Bull, Massa - Williams, Hulkenberg - Renault, Alonso - McLaren, Perez - Force Índia, Sainz Jr. - Toro Rosso, Grosjean - Haas e Ericsson - Sauber: 8
Segundo colocado da prova: HAMILTON
Terceiro colocado da prova: BOTTAS
Quarto colocado da prova: RAIKKONEN
Quinto colocado da prova: RICCARDO
Décimo colocado na prova: OCON
Piloto com mais voltas na liderança: VETTEL
Volta mais rápida da prova: HAMILTON
Último colocado da prova (segundo a cronometragem oficial da FIA): VANDOORNER
Quantas vezes o safety car entrará na pista na corrida: UM

Bahrein:
1) Romário Braga - 80 pontos
2) Eduardo Parise - 75 pontos
3) Maurício Dias - 67 pontos
4) Mário Gayer do Amaral (Professor) - 65 pontos
4) Daniel Cardoso - 65 pontos
6) Pedro Henrique - 62 pontos
6) Eduardo Saraiva - 62 pontos
6) Marcelo Farias Pereira - 62 pontos
9) André Borges - 60 pontos
10) Daniel Dias - 55 pontos
10) Natanael Felipe Rhoden - 55 pontos
12) Mauro - 40 pontos
13) Gabriel Dias - 20 pontos
13) Francisco Cavalin - 20 pontos
15) Guilherme Vieira - 12 pontos
16) Luis Mauro Gonçalves Rosa - 10 pontos
17) Luiz Carlos Herrera - 5 pontos
18) Marcelo Antonio Vierira - 0 ponto

Total:
1) Mário Gayer do Amaral (Professo) - 204 pontos
2) Daniel Dias - 172 pontos
3) Guilherme Vieira - 162 pontos
3) Maurício Dias - 162 pontos
5) Eduardo Saraiva - 159 pontos
6) Daniel Cardoso - 154 pontos
7) Pedro Henrique - 144 pontos
8) André Borges - 132 pontos
9) Eduardo Parise - 127 pontos
10) Francisco Cavalin - 124 pontos
11) Luis Mauro Gonçalves Rosa - 112 pontos
11) Mauro - 112 pontos
13) Marcelo Farias Pereira - 106 pontos
14) Romário Braga - 97 pontos
15) Natanael Felipe Rhoden - 80 pontos
16) Marcelo Antonio Vieira - 49 pontos
17) Gabriel Dias - 47 pontos
18) Luiz Carlos Herrera - 39 pontos



O universo das poles na F-1

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Com o resultado deste sábado, no Bahrein, o finlandês Valtteri Bottas passou a ser o 92° piloto a marcar a pole position na Fórmula-1, de um total de 846 corredores que já passaram (incluindo os atuais) pela principal categoria do mundo, em 66 anos, mais três corridas, de história. Ou seja, 10,87% do total de pilotos conseguiram pelo menos uma vez largar na posição de honra.
Entre todos os pilotos que já competiram na F-1, o Reino Unido lidera com 160 corredores, seguido pelos EUA, com 158. O grande número de norte-americanos, historicamente avessos à F-1, se explica porque, nos primeiros anos do Mundial, as 500 Milhas de Indianápolis faziam parte do calendário, e praticamente apenas os norte-americanos corriam lá. O Brasil teve até agora 31 corredores.
No ranking das poles, Michael Schumacher é o primeiro, com 68, seguido por Ayrton Senna (65), Lewis Hamilton (63), Sebastian Vettel (46) e Jim Clark (33). Por nação, o Reino Unido está na frente, com 249 poles (de 17 pilotos), seguido pela Alemanha (155, de 8 pilotos), pelo Brasil (126, de 6 pilotos - Senna, Nelson Piquet, 24,   Felipe Massa, 16, Rubens Barrichello, 14,  Emerson Fittipaldi, 6, e José Carlos Pace, uma), pela França (79, de 9 pilotos) e Finlândia, de Bottas, com 49 poles, de 5 pilotos.



Vettel vence no Bahrein

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No meio do churrasco para nós gaúchos, Sebastian Vettel se desmanchou em elogios para o carro da Ferrari e desejou feliz Páscoa para o mundo inteiro via rádio. Instantes antes, o tetracampeão cruzava a linha de chegada em primeiro no GP do Bahrein, neste domingo, terceira etapa do Mundial de Fórmula-1 e segunda vitória do ainda piá alemão na temporada. Com isto, Vettel lidera o campeonato, sete pontos de vantagem para Lewis Hamilton, da Mercedes, o segundo colocado neste domingo, seguido pelo companheiro Valtteri Bottas, pole position da prova mas que foi obrigado duas vezes a abrir passagem para o primeiro piloto da equipe se recuperar na corrida.
Recuperação esta necessária depois que Hamilton recebeu uma punição de 5 segundos sobre seu tempo na corrida por ter freado o ritmo antes da parada de box quando o safety car entrou na pista. O inglês fez isto porque Bottas, a sua frente naquele momento, foi para o pit stop na mesma volta.
A Mercedes agira assim para combater a tática da Ferrari, que havia chamado Vettel bem antes de o carro de segurança entrar em cena, devido a uma batida estúpida de Carlos Sainz Jr., da Toro Rosso, em Lance Stroll, da Williams. Antes, Max Verstappen, da Red Bull, saiu da pista e bateu na proteção de pneus, possivelmente por problema de freios.
A corrida então virou uma briga particular entre os dois pretendentes ao título, mas no cronômetro, pois Hamilton fora punido em 5 segundos sobre seu tempo, além de Vettel estar com pneus supermacios e Hamilton com os macios. O tetracampeão tratou então de manter sua tática de prova, forçando o ritmo e parando depois para colocar compostos macios para ir até o final da corrida.
Quando viu que não adiantaria permanecer com os pneus usados, Hamilton parou para sair em perseguição ao oponente. No entanto, a corrida estava virtualmente decidida, porque Vettel apenas controlava o ritmo para chegar em primeiro e evitar um ataque do inglês.
O GP do Barhein teve um grande início, com Bottas, Vettel, Hamilton, Verstappen e Daniel Ricardo separados por poucos metros. Felipe Massa, como na primeira prova, na Austrália, conseguiu o máximo que pode com o carro da Williams, a sexta posição, e que na verdade não é real. Se Ferrari, Mercedes e Red Bull, com todos os seus pilotos, chegarem sempre ao final das corridas, Massa será no máximo o sétimo colocado. Milagre não existe.

1) S. Vettel – Ferrari – 1h33min53s374
2) L. Hamilton – Mercedes – a 6s660
3) V. Bottas – Mercedes – a 20s397

4) K. Raikkonen – Ferrari – a 22s475
5) D. Ricciardo – Red Bull – a 39s346
6) F. Massa – Williams – a 54s326
7) S. Perez – Force India – a 1min02s606
8) R. Grosjean – Haas – a 1min14s865
9) N. Hulkenberg – Renault – 1min20s188
10) E. Ocon – Force India – 1min35s711

11) P. Wehrein – Sauber – a uma volta
12) D. Kvyat – Toro Rosso – a uma volta
13) J. Palmer – Renault – a uma volta

14) F. Alonso – McLaren – não completou
15) M. Ericsson – Sauber – não completou
16) C. Sainz Jr – Toro Rosso – não completou
17) L. Stroll – Williams – não completou
18) M. Verstappen – Red Bull – não completou
19) K. Magnussen – Haas – não completou
20) S. Vandoorne – McLaren – não completou

Volta mais rápida – L. Hamilton – Mercedes – 1min32s798



Filhos, neto e sobrinho de peixe

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Enquanto a Fórmula-1 passa a Páscoa no Oriente Médio, um grupo muito especial de filhos, neto e sobrinho de grandes campeões e projetista está participando de um festival de velocidade em Silverstone. Todos estão nesta foto aí de cima, ao lado de Nelson Piquet, posando a la time de futebol.
Em cima à esquerda, Bruno, 33 anos, sobrinho de Ayrton Senna, ex-F-1 e participante atualmente do WEC (Campeonato Mundial de Endurance), Mathias, 35 anos, filho de Niki Lauda, também do WEC, Nicolas, 35 anos, filho de Alain Prost, também do WEC e da F-E, Nelsinho, 31 anos, filho de Piquet, ex-F-1 e Nascar e do WEC e da F-E, e Piquet.
Em baixo, à esquerda, Pietro, 20 anos, neto de Emerson Fittipaldi, campeão de uma divisão da Nascar e que começa seu segundo ano na F-V8 3.5, Pedro, 18 anos, filho de Piquet, em sua segunda categoria na Europa, Harrison, 17 anos, filho do projetista da Red Bull, Adrian Newey, da F-3 Europeia, e Mick, 18 anos, filho de Michael Schumacher, da F-3 Europeia.
Desta turma, Pietro, Pedro, Harrison e Mick têm chances de entrar para a F-1 nos próximos anos.
No festival de velocidade na Inglaterra, as 6 Horas de Silverstone do WEC têm largada prevista para as 8h de domingo. A F3 Europeia teve sua primeira prova na sexta-feira, a segunda, neste sábado, e a terceira às 5h de domingo. A rodada dupla da F-V8 3.5 tem sua primeira etapa neste sábado e a segunda, às 5h55min (todos pelo nosso horário) de domingo.



Bottas entra para o grupo dos poles

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A classificação mostrou o que eu já tinha percebido desde a primeira corrida: os treinos livres não valem de nada para se ter um panorama exato de como estão os carros. O que vale mesmo é o treino oficial. As longas e monótonas sessões  livres contam exclusivamente para o acerto dos carros e para o trabalho dos engenheiros, que ainda estão tentando descobrir os segredos das máquinas deste ano, totalmente novas e ainda não inteiramente conhecidas até por eles.
Dito isto, saudamos a chegada de Valtteri Bottas ao time dos poles position. O novo piloto da Mercedes brilhou na hora da verdade e colocou uma enorme pressão sobre o companheiro Lewis Hamilton, que errou na metade da sua última tentativa no Q3 e não conseguiu superar nem o seu melhor tempo. Sebastian Vettel tentou de tudo nas suas duas voltas rápidas mas teve de se contentar com a terceira posição, quase meio segundo atrás do pole Valtteri. O tetracampeão disse depois do treino que tentou inventar algo novo na sua última tentativa para ver o que poderia conseguir, "mas não fui feliz". De qualquer jeito, o primeiro piloto da Ferrari acredita em uma melhora na prova, pois confia no rendimento constante do carro em ritmo de corrida.
Bottas estava radiante com o feito alcançado, o de superar o companheiro tricampeão e há cinco anos na equipe já na terceira etapa do campeonato:
- Temos um grande carro para o período da noite, que é o que vale aqui, pois correremos nestas condições. Estou feliz, claro, mas a corrida será outra história.
Hamilton felicitou Bottas logo após a pesagem obrigatória dos pilotos, dando um forte abraço pelas costas do finlandês. Depois, cumprimentou o companheiro novamente na entrevista dos três primeiros:
- Antes de qualquer coisa, quero dar os parabéns ao Valtteri. Ele já está totalmente ambientado com a equipe e está mostrando que é um ótimo piloto e um grande companheiro. Em segundo, quero cumprimentar a equipe pelo carro fantástico.
Pressionado pelo presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, por resultados melhores, Kimi Raikkonen decepcionou de novo, inclusive perdendo a quarta posição no grid para Daniel Ricciardo. O australiano da Red Bull só apareceu no fim de semana no Bahrein justamente na terceira parte da classificação. E muito bem.
Max Verstappen foi o mais rápido do terceiro treino livre, duas horas antes da classificação, com um tempo em torno de 4 segundos mais lento do que o da pole - provando que as marcas destas sessões de nada valem -, e terminou o Q3 apenas em sexto, à frente de Nico Hulkenberg, da Renault, e de Felipe Massa, da Williams. Na sua primeira corrida no ano, Pascal Wehrlein foi fantástico ao levar a Sauber para o Q2 e dar um banho no companheiro Marcus Ericsson.

1) V. Bottas – Mercedes – 1min28s769
2) L. Hamilton – Mercedes – 1min28s792
3) S. Vettel – Ferrari – 1min29s247
4) D. Ricciardo – Red Bull – 1min29s545
5) K. Raikkonen – Ferrari – 1min29s567
6) M. Verstappen – Red Bull – 1min29s687
7) N. Hulkenberg – Renault – 1min29s842
8) F. Massa – Williams – 1min30s074
9) R. Grosjean – Haas – 1min30s763
10) J. Palmer – Renault – 1min31s074

11) D. Kvyat – Toro Rosso
12) L. Stroll – Williams
13) P. Wehrlein – Sauber
14) E. Ocon – Force India
15) F. Alonso – McLaren

16) C. Sainz Jr – Toro Rosso
17) S. Vandoorne – McLaren
18) S. Perez – Force India
19) M. Ericsson – Sauber
20) K. Magnussen – Haas



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