Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Conheça um pouco mais do Hamilton

Dias ao Volante
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Continuando com o perfil dos atuais pilotos da Fórmula-1, desta vez é com Lewis Carl Davidson Hamilton (os dois primeiros nomes são uma homenagem ao velocista norte-americano Carl Lewis), 32 anos completados no último dia 7 de janeiro, 1,74 metro de altura, nascido na cidade inglesa de Stevenage em 1985. O tricampeão, criado desde os 11 anos na McLaren, atualmente na Mercedes, correu sempre com os motores alemães. Em tese, Hamilton é o grande favorito para igualar a marca de quatro títulos do francês Alain Prost neste ano. O inglês, filho de pai negro e mãe branca, tem 188 GPs na F-1, 53 vitórias (é o segundo no quesito, atrás apenas de Michael Schumacher, com 91) e 61 poles positions.

- Uma comida:
LH: pode ser uma grande refeição? Então eu começaria com panquecas - pelo menos seis. Tenho de ter algum bacon. Em seguida, um frango frito, algum arroz frito. E pelo menos um pacote de haribo e algum cheesecake. Com isso, eu poderia viver para o resto da minha vida, acho! (risos)

- Um circuito:
LH: Macau (China, onde é disputada uma vez por ano a famosa competição de F-3 em um longo circuito de rua).

- Cobertura de pizza:
LH: Costumava ser pepperoni, mas eu não como mais carne vermelha, então, sou chato para pizzas agora. Mas, vá lá, de trufas brancas. No Bahrein, teve uma festa após a corrida e eu comi pelo menos 10 fatias. Não conseguia parar de comer!

- Um jogo de vídeo para jogar:
LH: Call of Duty.

- Uma cor para vestir:
LH: branco.

- Um esporte para praticar além da F-1:
LH: você sabe que eu descobri recentemente que o xadrez é um esporte? Amo xadrez, mas é realmente um esporte? Se for, eu fico com o xadrez. E, naturalmente, snowboarding, dependendo da época do ano.

- Uma fruta:
LH: melancia - a fruta dos campeões.

- Uma música para ouvir:
LH: ah! Para o resto de sua vida: Superstition, do Stevie Wonder.

- Uma cidade para morar:
LH: Los Angeles.

- Uma bebida:
LH: água.

- Um livro:
LH: O Alquimista (Paulo Coelho). Leio frequentemente.

- Um filme:
LH: Jamaica Abaixo de Zero, assisti provavelmente mil vezes. (risos)

- Uma pessoa para conviver:
LH: minha mãe. Posso ficar com a minha mãe durante todo o dia, todos os dias!

- Um companheiro de equipe:
LH: escolheria o Ayrton Senna, porque ele era o melhor.

- Um vegetal:
LH: batata doce.

- Um meio de transporte:
LH: moto.

- Um aparelho eletrônico:
LH: iPhone.

- Uma curva:
LH: A primeira curva do Nordschleife (antigo Nürburgring), acho que tem o nome de Caracciola.

- Uma idade:
LH: 30 anos.

- Uma era da F-1:
LH: final dos anos 80.

- Uma banda ou cantor:
LH: Michael Jackson.

- Um equipamento para se exercitar:
LH: bicicleta, porque posso também dar uma "banda" por aí.

- Uma coleção:
LH: conchas, especialmente de Bora Bora.

- Um calçado:
LH: Tênis.

- Um tipo de chocolate ou doce:
LH: Nutella.

- Uma boa lembrança da carreira:
LH: a temporada de 2015 (de seu tricampeonato).

- Uma corrida memorável:
LH: Donington 1993, Ayrton no molhado (Senna venceu a corrida contra as favoritas Williams e ultrapassou os cinco primeiros colocados na largada e cruzou a linha na primeira volta em primeiro).

- Uma pessoa para o resto da vida:
LH: muito complicado. Grande ponto de interrogação. Ainda a ser descoberto! (risos)



O fim do gol artificial!

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Já disse aqui que estou gostando muito dos primeiros movimentos do Ross Brawn no comando da nova Fórmula-1. O grande engenheiro e dirigente inglês está observando tudo, cada detalhe. Agora ele disse que está pensando em devolver a "condução pura" para os pilotos, sem ajuda de artifícios eletrônicos ou a chamada asa aberta, ou DRS.
Gol!
E por falar em gol, sempre defini a asa aberta para facilitar as ultrapassagens como uma coisa falsa, um gol artificial, pois não dá chances para o piloto da frente se defender.
Fala o Ross:
- Devemos evitar, como aconteceu nos últimos anos, de cair na tentação de criar espetáculo de forma artificial. Mas estou de acordo com a necessidade de garantir que haja mais competitividade. Para fazer isso, precisamos de paciência, não podemos mudar tudo de um momento para o outro. É um esporte complexo. A asa móvel é artificial, e todos sabemos disso. Temos de encontrar soluções mais naturais. Tenho algumas ideias, não posso partilhá-las agora porque quero discuti-las primeiro com as equipes, mas podemos começar a estudar soluções e talvez usá-las em 2018 ou 2019.
Ou seja, a retirada do DRS talvez ainda não seja para este ano. Mas virá.
Também tem outro detalhe. Na configuração dos novos carros da F-1, o aerofólio traseiro será colocado bem mais abaixo em comparação aos usados de 2009 a 2016. Com isso, a ação da asa aberta será menor.



FIFA? Quem é a FIFA?

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Independentemente de preferência com algum clube de futebol, o que a FIFA fez no final desta semana, espalhando a bobagem que não reconhece os times campeões do mundo antes de 2000, não beira o patético. É totalmente patético! O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr., talvez tenha sido o que mais bem definiu a situação: "o campeonato Intercontinental disputado antes de a FIFA assumir a competição é o que tinha na época para definir o campeão mundial. E ninguém pode ser punido por isso". Ótimo, Romildo!
Passando para a nossa seara: o Mundial de Fórmula-1 começou a ser disputado em 1950. Se fosse transferida para o automobilismo a decisão da FIFA, uma entidade mergulhada na lama por todos os cantos, só reconheceria como campeão mundial o piloto que competiu a partir de 1950 vencendo o campeonato, no caso, o italiano Nino Farina.
Só que, assim como no futebol antes de 2000, a história das pistas registra pilotos campeões mundiais antes de 50. O maior deles é o italiano Tazio Nuvolari (foto), nascido na cidade de Casteld'Ario em 16 de novembro de 1892 e morto em 11 de agosto de 1953. A lenda não competia mais quando veio o Mundial de F-1 porque já estava extremamente doente, resultado em especial por ter respirado gases dos escapamentos de carros em uma época na qual os pilotos não tinham proteção alguma. Além de estar velho para competir. A literatura das pistas aponta que Nuvolari foi o maior piloto de todos os tempos.
Pois bem! Como o presidente do Grêmio disse, os campeonatos que o Tazio – e todos seus companheiros de profissão da época – tinha para chegar ao título mundial eram aqueles, daqueles tempos.
Se Nuvolari ainda estivesse entre nós, alguém teria coragem de dizer que ele não era campeão mundial? E alguém terá coragem de dizer agora que Pelé, Charlton, Zico, Platini, Raí, Renato Portaluppi e tantos outros craques não são campeões do mundo?
Presidente da FIFA Gianni Infantino (outra foto), vá pentear macaco ou a si próprio, vai! Bem, a si próprio seria ainda mais bizarro...



Manor sai da F-1. Errei!

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A equipe Manor, que já foi Virgin e Marussia, e agora não é mais nada, anunciou nesta sexta-feira que está abandonando a Fórmula-1. Ninguém se interessou em ficar com aquela bomba, nem a Mercedes quis adotá-la – conforme prometera – como sua segunda equipe. Portanto, errei no que eu sempre afirmei aqui: na hora H, os alemães assumiriam a escuderia que estava há horas – ou sempre – mal das pernas.
Pelas negociações todas entre Mercedes e Williams, envolvendo a ida de Valtteri Bottas para a Flecha de Prata e a permanência de Felipe Massa no circo, a escuderia inglesa é que deve trocar figurinhas com os alemães.
A F-1 de 2017, com carros e comando novos, terá 10 equipes no grid e 20 pilotos, fechando-se, assim, a última porta para que o Felipe Nasr permanecesse na categoria. O menino de Brasília deve ser o terceiro piloto da Williams neste ano.



Wolff e Brawn se cruzam de novo!

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Toto Wolff, diretor esportivo da Mercedes e nome mais influente entre os dirigentes de equipe atualmente na Fórmula-1, saudou nesta quinta-feira toda a transformação e o legado protagonizados na categoria máxima do automobilismo por Bernie Ecclestone, que deixou o comando do circo oficialmente na terça desta semana.
Para o austríaco Wolff, o trabalho de Ecclestone na F-1 jamais será esquecido, porque o inglês "foi o principal responsável por tudo o que a F-1 é atualmente". Mas o dirigente reconhece que a categoria precisava ter novos ares, que a transforme em um espetáculo ainda maior e, principalmente, "mais próximo do grande público e da internet e suas redes sociais".
- Não penso que possamos passar as corridas, por exemplo, para as redes sociais. Temos compromissos com as redes de televisão em todo mundo, que sempre estiveram ao nosso lado. No entanto, não dá para dar as costas para a internet e o público – disse Toto. Será que os homens da F-1 estão sabendo da série de lambanças feitas pela Globo por aqui?
Wolff também elogiou o novo comando e a entrada do inglês Ross Brawn como diretor-executivo da nova F-1.
Pois é. Mas não dá para esquecer do livro lançado por Brawn no ano passado – Competição Total, Lições de Estratégias para a Fórmula-1 -, no qual reservou um capítulo especial para suas desavenças com Wolff e Niki Lauda quando os três dividiram o comando da equipe Mercedes, em 2010. No livro, Brawn qualifica Wolff e Lauda como duas pessoas "que não dá para seguir o que eles estão falando, porque estão pensando uma coisa completamente diferente no mesmo momento". Resumindo, no conceito de Brawn, duas pessoas falsas.
Por outro lado, também não acredito que Brawn vá carregar qualquer remorso ou picuinha para sua nova função. Brawn não é disto! Entretanto, o inglês já antecipou que dará mais atenção para as equipes pequenas.



GP do Brasil em pleno janeiro!

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Não se sabe bem o motivo ao certo, mas a FISA – atual FIA – marcava o GP do Brasil nos anos 70 para janeiro. Vejam só, não era matar mesmo os brasileiros por ousarem organizar uma corrida de Fórmula-1? A primeira prova em Interlagos, no grande, de quase oito quilômetros de extensão, foi em 73, com a vitória de Emerson Fittipaldi e sua Lotus preta e dourada.
Há exatos 40 anos, no dia 23 de janeiro de 77, em meio ao martírio de provas programadas para o auge do Verão em um país tropical e banho refrescantes dos torcedores, pelos bombeiros, o GP do Brasil chegou a sua quinta edição. E alguém teve a "feliz" ideia de recapear a pista na Curva 3 um mês antes da prova.
Com Emerson se aventurando em um carro da própria equipe, o famigerado Copersucar, e enterrando de vez suas pretensões na F-1, o público tinha um novo preferido: José Carlos Pace (foto), vencedor da etapa em 75, sua única vitória na carreira. O piloto paulista virou nome do autódromo após um acidente aéreo fatal, ocorrido 54 dias depois do GP do Brasil de 77.
Pace, o Moco, foi a primeira vítima do novo asfalto derretido pelo intenso calor e pela passagem dos carros na Curva 3. O brasileiro escapou da pista sem aderência e foi abalroado por um outro carro no seu retorno, se atrasando na prova.
O que se viu então foi um festival de rodadas, com praticamente um piloto saindo da corrida naquele local a cada volta. No final, jaziam na área de escape da Curva 3 oito bólidos, alguns empilhados sobre os outros, no que ficou conhecido como "O Cemitério de Carros da Curva 3" (outra foto).
Os homens que comandam a F-1 gostam mesmo dos brasileiros...



Brawn confirmado na nova F-1

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O grupo Liberty Media, novo dono da Fórmula-1, oficialmente a partir desta terça-feira com a saída do comando do inglês Bernie Ecclestone, que atuará nos bastidores apenas como presidente honorário – sem opinião, em última análise -, confirmou mesmo o inglês Ross Brawn como novo executivo da principal categoria do automobilismo. O engenheiro octacampeão – sete vezes com Michael Schumacher na Benetton e Ferrari e uma com equipe própria, a Brawn, em 2009, terá papel fundamental no desenvolvimento técnico da nova F-1.
Brawn atuará ao lado dos norte-americanos Chase Carey, presidente da categoria, e Sean Bratches (ex-ESPN), responsável pela parte comercial.
Ao assumir a F-1 nesta terça-feira, Carey disse que o principal motivo para a mudança na categoria máxima do esporte a motor do mundo é porque "a F-1 não teve um crescimento suficiente nos últimos cinco anos. Ela não usou seu potencial completo neste tempo".
Carey salientou que a F-1 precisa ter mudanças esportivas, com novos atrativos nas corridas e nos treinos, participação maior das equipes nas decisões e, principalmente, se aproximar do grande público nos autódromos, pela TV e pela internet e suas redes sociais.
Estou gostando dos primeiros movimentos da F-1 sob nova direção.



Testes de pneus de chuva

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A FIA já decidiu. A pré-temporada terá pista molhada com chuva ou sem chuva. Para testar o comportamento dos novos pneus mais largos que voltam à Fórmula-1 neste ano, o último dia da segunda sessão de testes preparatórios para o novo Mundial, com estreia prevista para o dia 26 de março, na Austrália, será preenchido com pista molhada no circuito de Montmeló, na Espanha. Se não chover naquele dia, a pista será molhada artificialmente por caminhões pipa.
Lembro que em uma brincadeira com amigos no Kartódromo de Tarumã, no começo dos anos 2000, o Jhonny Bonilla, responsável pela pista na época, molhou o asfalto com mangueiras na nossa bateria. Naquele caso, era sadismo do meu velho amigo, querendo ver a gente rodar a todo o instante e não poder andar muito rápido.
No caso da F-1, é uma medida fundamental, pois as equipes e os pilotos precisam saber como se comportam os pneus de chuva. Conforme projeções feitas em computador, os novos pneus intermediários se aproximam mais do comportamento dos slicks, enquanto os utilizados até o ano passado tinham desempenho mais chegado ao dos compostos de chuva intensa.



Ecclestone sai do comando

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Prevista para depois de 2018, a saída de fato de Bernie Ecclestone, 85 anos, do comando da Fórmula-1 se dará nesta terça-feira. O velho dirigente, que assumiu a categoria em 1978 e a transformou em um esporte de construtores de fundo de garagem em o maior espetáculo automotivo do mundo, além de ser um riquíssimo negócio, seguirá nos bastidores com o cargo de presidente honorário. Ele mesmo não sabe exatamente o que isso significará.
O comando passa a ser do norte-americano e bigodudo Chase Carey, do grupo Liberty Media, dos EUA, novo proprietário da F-1. Mas conta-se que Carey chamará o inglês Ross Brawn, heptacampeão ao lado de Michael Schumacher – dois com a Benetton e cinco com a Ferrari – e um oitavo título com sua própria equipe, a Brawn, em 2009, precursora da atual escuderia Mercedes, para ser o novo executivo do Circo. Brawn tem uma ótima penetração em todas as equipes.
Ninguém afasta os méritos de Ecclestone em mais de 40 anos no comando da F-1, mas o dirigente, entre outras coisas, não soube aproximar a categoria do grande público, em uma época que a internet e as redes sociais estão presentes em tudo Outra coisa que a F-1 sente falta é de novas regras esportivas, com corridas e pontuação em nova roupagem.



Acordem Ferrari e Red Bull!

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Espécie de embaixador a serviço da equipe Mercedes, o atual campeão e aposentado da Fórmula-1 Nico Rosberg sempre foi um "rato" de boxes, acompanhando o trabalho das escuderias por quais trabalhava, bem ao contrário do tricampeão Lewis Hamilton, que prefere levar a vida numa boa fora das pistas e pisar pra valer na hora de entrar no carro.
Pois o Nico, mesmo fora do grid deste ano, está acompanhando os trabalhos da tricampeã no novo carro, de Hamilton e do finlandês Valtteri Bottas, o W08, já com as especificações do regulamento técnico de 2017.
- O carro não é uma simples evolução, é revolucionário. Acredito que Lewis e Valtteri terão muita diversão atrás do volante neste ano. O carro é também muito atraente no visual.
No entanto, mesmo entusiasmado com o novo bólido, Nico assegura que não se arrependeu da decisão tomada de se aposentar. E repetiu uma frase do austríaco Niki Lauda quando se despediu da F-1 pela primeira vez, indo trabalhar na sua empresa de aviação Lauda Air:
- A vida é mais que pilotar carros em círculos.



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