No box da Toro Rosso, entretanto, um representante do Brasil pilotou pela primeira vez um F-1. Participante do Programa de Jovens Talentos da Red Bull – dona da equipe italiana do Touro Vermelho e responsável pelo ingresso na principal categoria do automobilismo do tetracampeão Sebastian Vettel –, o mineiro Sérgio Sette Câmara, de apenas 17 anos, foi destacado para os testes na quarta-feira.
Sedentos pela chegada de um novo nome de destaque na F-1, os brasileiros logo se alvoroçaram para tentar saber quem era aquele garoto a bordo de uma Toro Rosso. Descrente pela inegável curva descendente de Massa e pela ainda falta de uma acelerada maior de Nasr, a torcida brasileira tem urgência por saber novas notícias. Afinal, e voz corrente que "o Brasil não pode ficar sem um corredor na F-1, pois o país tem piloto no grid desde 1970, e isso seria uma tragédia".
Por que?
Os oito títulos e o sucesso do nosso país na F-1 vieram porque teve um homem certo na equipe certa e na hora certa.
Emerson Fittipaldi era o piloto certo quando a Lotus ficou sem o austríaco Jochen Rindt, morto em um acidente no circuito de Monza, no começo dos anos 70.
Nelson Piquet era o piloto certo para a Brabham que nunca tinha encontrado um campeão em potencial até o início dos anos 80.
Ayrton Senna era o piloto certo primeiro para uma Lotus já em decadência em 1984 e depois para a McLaren, logo em seguida.
Fora que os três eram extra-classe, evidentemente.
José Carlos Pace morreu cedo em uma queda de avião. Rubens Barrichello e Felipe Massa vieram mais na esteira do sucesso dos três campeões nacionais e pela "necessidade de termos um piloto na F-1". Mas não eram os caras certos.
Por que o Brasil tem de ter alguém no grid?
A Grã-Bretanha e a Itália são o berço do automobilismo. Há quanto tempo não alinha para a largada um corredor do famoso país da bota? Desde 2011, com Jarno Trulli em final de carreira. Quantos campeões italianos teve o Mundial, iniciado em 1950? Dois, Nino Farina, o primeiro, e Alberto Ascari, duas vezes, em 1952 e 1953.