Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Resultado terceiro treino para o GP do Canadá

Dias ao Volante
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1) S. Vettel – Ferrari – 1min13s919
2) M. Verstappen – Red Bull – a 0s239
3) N. Rosberg – Mercedes – a 0s397
4) K. Raikkonen – Ferrari – a 0s413
5) L. Hamilton – Mercedes – a 0s415
6) D. Ricciardo – Red Bull – a 0s568
7) C. Sainz Jr. – Toro Rosso – a 0s736
8) F. Alonso – McLaren – a 0s882
9) S. Perez – Force India – a 0s967
10) F. Massa – Williams – a 0s971
11) N. Hulkenberg – Force India – a 0s999
12) V. Bottas – Williams – a 1s066
13) J. Button – McLaren – a 1s104
14) D. Kvyat – Toro Rosso – a 1s280
15) E. Gutierrez – Haas – a 1s525
16) J. Palmer – Renault – a 1s737
17) R. Grosjean – Haas – a 1s785
18) M. Ericsson – Sauber – a 2s159
19) K. Magnussen – Renault – a 2s166
20) F. Nasr – Sauber – a 2s407
21) P. Wehrlein – Manor – a 2s703
22) R. Haryanto – Manor – a 2s982



Vettel no meio das Mercedes

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No primeiro dia de treinos livres em Montreal, para a sétima etapa do Mundial de Fórmula-1, o tetracampeão Sebastian Vettel, da Ferrari, se colocou entre as Mercedes de Lewis Hamilton, o primeiro na segunda sessão, e também na primeira, e o alemão Nico Rosberg, o segundo na primeira sessão.
Felipe Massa bateu sua Williams no treino da manhã no Canadá. Segundo o piloto brasileiro, ele perdeu a traseira do carro quando desativou a asa aberta (DRS) na freada da primeira curva do circuito. Ainda conforme Massa, "deve ter havido um problema mecânico no carro". À tarde, o piloto da Williams de número 19 ficou apenas em décimo sétimo, muito atrás de seu companheiro Valtteri Bottas, que lutou pelas primeiras posições na segunda sessão.
Com o novo motor da Renault (não teve na prova anterior, em Mônaco), o holandês Max Verstappen, da Red Bull, ficou em quarto, uma posição à frente do companheiro Daniel Ricciardo. Os dois pilotos da equipe austríaca tiveram praticamente o mesmo tempo, mostrando que a escuderia dos energéticos é candidata em Montreal.
Os dois treinos no Canadá mostraram uma superioridade acentuada de Hamilton sobre Rosberg. A pista do circuito Gilles Villeneuve é uma das favoritas do tricampeão da Mercedes. Em oito participações em Montreal, o inglês venceu a metade, inclusive conquistando nesse circuito sua primeira vitória na F-1, em 2007, pela McLaren. A diferença entre ambos no campeonato caiu para 24 pontos depois da conquista de Hamilton na etapa anterior e a péssima atuação de Rosberg nas ruas do Principado.
Neste ano, o sábado está costumando desmentir, ou mascarar, as reais condições dos carros para a classificação, neste caso, prevista para as 14h (horário de Brasília) deste sábado, com transmissão pelo Sportv, e só pelo canal fechado, a exemplo da corrida no domingo, a partir das 15h. No treino oficial, Hamilton deve ser bem mais rápido do que nesta sexta-feira, e dificilmente Vettel continuará entre os dois carros prateados.
Para o domingo, o serviço de meteorologia prevê chuva para Montreal.

1.   Lewis Hamilton, MERCEDES 1:14.212
2.   Sebastian Vettel, FERRARI 1:14.469  +0.257s
3.   Nico Rosberg, MERCEDES 1:14.738  +0.526s
4.   Max Verstappen, RED BULL 1:15.156  +0.944s
5.   Daniel Ricciardo, RED BULL 1:15.168  +0.956s
6.   Valtteri Bottas, WILLIAMS MERCEDES 1:15.213  +1.001s
7.   Jenson Button, MCLAREN HONDA 1:15.213  +1.001s
8.   Kimi Raikkonen, FERRARI 1:15.234  +1.022s
9.   Nico Hulkenberg, FORCE INDIA MERCEDES 1:15.321  +1.109s
10. Carlos Sainz, TORO ROSSO FERRARI 1:15.410  +1.198s
11. Ferrnando Alonso, MCLAREN HONDA 1:15.450  +1.238s
12. Sergio Perez, FORCE INDIA MERCEDES 1:15.493  +1.281s
13. Felipe Massa, WILLIAMS MERCEDES 1:15.513  +1.301s
14. Daniil Kvyat, TORO ROSSO FERRARI 1:15.559  +1.347s
15. Romain Grosjean, HAAS FERRARI 1:16.093  +1.881s
16. Kevin Magnussen, RENAULT 1:16.255  +2.043s
17. Felipe Nasr, SAUBER FERRARI 1:16.582  +2.370s
18. Esteban Gutierrez, HAAS FERRARI 1:16.591  +2.379s
19. Marcus Ericsson, SAUBER FERRARI 1:16.902  +2.690s
20. Jolyon Palmer, RENAULT 1:17.001  +2.789s
21. Pascal Wehrlein, Manor MERCEDES 1:17.023  +2.811s
22. Rio Haryanto, Manor MERCEDES 1:17.423  +3.211s



O mexicano amadureceu

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Sergio Perez, mexicano da cidade de Guadalajara, ótima para as lembranças dos torcedores brasileiros na Copa de 70 e péssima na de 86, é um piloto relativamente novo ainda. Aos 26 anos, o cara da Force India desde 2014, porém, parece ter amadurecido, tecnicamente e como pessoa.
Perez brilhou em 2013 no GP da Malásia, segunda etapa naquela temporada, a bordo da Sauber, espécie de segunda equipe da Ferrari, mais naquela oportunidade, menos hoje em dia. O mexicano foi disparado o melhor da prova, tinha a vitória nas suas mãos, mas tirou o pé no final para dar o primeiro lugar ao espanhol Fernando Alonso da Ferrari. Aquilo pegou muito mal nos bastidores da F-1.
Por aquela corrida, no entanto, o mexicano passou a falar para todo mundo que postulava o lugar de Felipe Massa na equipe italiana. Isso não se faz! Mas por outras provas razoáveis naquele ano, o Perez foi contratado pela McLaren, no lugar do Lewis Hamilton, que estava se mudando para a Mercedes.
A temporada de 2013 foi um horror para o mexicano, com  atuações pavorosas, batidas em seu próprio companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, um Lorde, e outras confusões, algumas em cima do finlandês Kimi Raikkonen, da Lotus. O Homem de Gelo, sempre muito tranquilo, queria matar o mexicano.
Em baixa, Perez foi arrumar lugar na Force India. Em uma equipe média, trabalhando, agora, em silêncio e aos poucos, Perez foi retomando seu lugar no Circo. Foi um excelente anfitrião no GP do México no ano passado, promovendo com enorme simpatia e entusiasmo a corrida de sua casa, que estava retornando ao calendário depois de mais de 20 anos.
Perez amadureceu e tratou de calar a boca. E já está merecendo um lugar, outra vez, em uma equipe grande. Assim é que se faz, Sergio!



O Senhor dos Números

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Sempre existirá a discussão sobre quem foi o maior de todos os tempos. Particularmente, acho isso uma bobagem. Mas não dá para discutir quem é o maior em termos de números e recordes: Michael Schumacher. Isso todo mundo tá careca de saber.
Entre as provas do atual calendário da F-1, o homem da cidade de Hürth tem o maior número de vitórias em um único GP. Justamente o do Canadá, no circuito Gilles Villeneuve. O cara ganhou na pista da Ilha de Notre Dame em 1994 (Benetton), 1997, 1998, 2000, 2002, 2003 e 2004 (todas com a Ferrari), ou seja, sete vezes. O Schumi é absoluto no quesito.
E também é absoluto se ampliarmos o leque para todas as provas já disputadas na F-1. O GP da França, em Magny-Cours, está fora do calendário desde 2008, com a vitória de Felipe Massa, de Ferrari. Antes, o Schumacher venceu oito vezes em Magny-Cours – 1994 e 1995 (Benetton), 1997, 1998, 2001, 2002, 2004 e 2006 (Ferrari).
Invejável, não? Se as seis conquistas de Ayrton Senna em Monte Carlo são fantásticas, essas do Schumi são melhores ainda.



Três pistas de rua, mas uma bem diferente

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Com Canadá, neste fim de semana, Mônaco, disputado há 15 dias, e Baku, na próxima semana, a Fórmula-1 terá três corridas seguidas em pistas de rua. Com uma diferença fundamental: o circuito Gilles Villeneuve é dentro de um parque e seu asfalto é utilizado normalmente durante o ano mas não tem nenhuma característica de pista de rua. Pelo contrário.
Diferentemente do ocorrido nas ruas de Monte Carlo, em Montreal, a força do motor é fundamental, pois o circuito tem longas retas cortadas por chicanes, com retomadas de velocidade brutais. Ou seja, contará muito a força do motor, ou unidade de potência, da Mercedes. No entanto, a Red Bull (os dois carros) e a Renault (também os dois carros) terão no Canadá a nova especificação do motor francês, só utilizada em Mônaco por Daniel Ricciardo, na Red Bull, e por Kevin Magnussen, na Renault.
Entretanto, a pole obtida por Ricciardo pouco teve a ver com a força do motor. Quem viu a condução do piloto australiano no Principado a bordo do carro, pela TV onboard, viu que a primeira posição foi conseguida pelo talento do piloto e pelo melhor chassi da Red Bull.
Além do motor Mercedes, a equipe alemã terá o ótimo retrospecto de Lewis Hamilton na pista de Montreal. Em oito participações do inglês, ele venceu quatro, inclusive conseguindo nessa pista sua primeira conquista na F-1, em 2007.
Atenção, previsão do tempo para o domingo em Montreal, dia da corrida: chuva.



Quem vence no Canadá?

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Chegamos à primeira prova nas Américas desta temporada, com o GP do Canadá, no parque da Ilha de Notre Dame, erguida artificialmente para a Olimpíada de Montreal de 1976. No lado de fora do circuito, dá para ver a raia de iatismo dos Jogos, paralela à última grande reta do Circuito Gilles Villeneuve. Pelo horário das 16h do Brasileirão, com a corrida começando às 15h, a transmissão ao vivo da sétima etapa do Mundial de F-1 virá prá nós pelo Sportv.
As apostas devem ser colocadas nos comentários deste post (clicando em "Ler tudo" no fim do post) ou serem enviadas para o meu e-mail (danieldias10259@gmail.com) ou (diasaovolante@diasaovolante.com) até cinco minutos antes do início do treino de classificação no sábado. Boa sorte!

Regulamento e itens para Montreal:
Pole: sobrenome do piloto - 5 pontos
Segundo do grid: sobrenome do piloto - 2 pontos
Vencedor: sobrenome do piloto - 25 pontos
Equipe com mais pontos na etapa: nome da equipe - 5 pontos
Melhor equipe, fora de Mercedes e Ferrari, classificada no final da prova. Pode até essa equipe ser a vencedora da etapa. Vale só o piloto mais bem classificado dessa equipe na prova: vale 5 pontos
Segundo colocado da prova: sobrenome do piloto - 20 pontos
Terceiro colocado da prova: sobrenome do piloto - 15 pontos
Quarto colocado da prova: sobrenome do piloto - 10 pontos
Quinto colocado da prova: sobrenome do piloto - 5 pontos
Piloto com mais voltas na liderança: sobrenome do piloto - 5 pontos
Volta mais rápida da prova: sobrenome do piloto - 5 pontos
Último colocado da prova (segundo a cronometragem oficial da FIA): sobrenome do piloto - 15 pontos
Gabaritar os cinco primeiros na ordem certa de classificação da prova - 15 pontos
Acertar os cinco primeiros no final da prova sem a ordem exata - 5 pontos

Para acompanhar ao vivo todos os lances do GP do Canadá:
Sexta-feira: 11h, primeiro treino livre, 15h, segundo treino livre, ambos pelo Sportv
Sábado: 11h, terceiro treino livre, 14h, classificação, ambos pelo Sportv.
Domingo: 15h, corrida, pelo Sportv



Os buracos de Mônaco e Indianápolis

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Não! O asfalto do traçado de Monte Carlo e do Indianapolis Motor Speedway não têm buracos. Apesar de ser composto pelas ruas utilizadas pelo trânsito normal do Principado, o chão do circuito mais famoso do mundo é perfeito para a prova da Fórmula-1. Na cobertura das 500 Milhas de 2002, pode-se observar que o piso de Indianápolis é uma mesa de bilhar, de tão liso. Os buracos negros das duas pistas são as armadilhas para os pilotos.
No domingo passado, as duas tradicionais competições da Tríplice Coroa do Automobilismo – a terceira são as 24 Horas de Le Mans - foram realizadas, no mesmo dia. Pela manhã para o Brasil, vimos a segunda vitória do inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, no GP de Mônaco, superando o favorito e pole position Daniel Ricciardo pela inegável habilidade do tricampeão e pela desastrada troca de pneus feita pela equipe Red Bull no carro do australiano.
Pela tarde, depois de mais de três horas e um espetáculo anterior à corrida promovido como só mesmo os norte-americanos sabem fazer, o piloto local Alexander Rossi, ex-F-1, da equipe Marussia, surpreendeu a todos e conquistou a vitória se utilizando de uma tática agressiva e arriscada. O piloto californiano de 25 anos, novato nas 500 Milhas de Indianápolis, completou as 200 voltas da prova e ficou sem combustível em seguida.
As duas corridas são disputadas desde o início do Século 20. Tendo basicamente o mesmo traçado da primeira edição, em 1929, o GP de Mônaco tem a mesma grande armadilha desde o começo de sua história. Embora o risco mais crítico já tenha sido o Mediterrâneo – sim, nos primeiros anos, sem proteção no porto, os carros eventualmente caíam no mar -, o segredo para se andar bem nas ruas de Monte Carlo com um F-1 é passar todo o tempo de quase duas horas de corrida muito próximo dos guard-rails.
Na prática, nenhum piloto sabe explicar com precisão como consegue fazer isso em alta velocidade. Talvez a resposta mais precisa seja mesmo o instinto de sobrevivência de cada um deles. Com o auxílio atual da chamada supercâmara lenta da televisão, dá para perceber que na maioria das vezes os pneus passam a poucos centímetros do guard-rail. Em uma dessas passagens, o nome do momento da F-1, Max Verstappen, de apenas 18 anos, calculou mal e esfregou um pneu na cerca de proteção da saída dos S da Piscina, batendo logo depois.
Em Indianápolis, a armadilha não está em como os pilotos passam próximos dos muros. Mas também está, de forma diferente. O traçado do Indianapolis Motor Speedway, construído em 1909, em chão batido, depois, com piso de tijolos, para só a partir da década de 60 ser asfaltado, é constituído de um dos desenhos mais simples em termos de competição – quatro retas (duas maiores) ligadas por quatro cantos arredondados de 90 graus idênticos.
No entanto, é exatamente nessa simplicidade do circuito norte-americano que mora sua maior armadilha, revelada em um depoimento do bicampeão das 500 Milhas Emerson Fittipaldi (1989 e 1993). Segundo nosso Rato, "andar com médias de velocidade a cerca de 350 km/h por mais de três horas é alucinante. O muro começa a te chamar cada vez mais".
Segundo Emerson, depois de algumas voltas, especialmente se o piloto não estiver atento ao movimento de um adversário, o corredor começa a entrar em um outro plano, como se não estivesse ali. Isso vem justamente porque o circuito tem as curvas e as retais iguais, feitas em altíssima velocidade.
- Senti isto muitas vezes correndo em Indianápolis. E deu medo! – disse Emerson.



Por que Hamilton tem tantos desafetos?

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Observando as reações de cerca da metade dos comentários nas redes sociais, acende um sinal de alerta envolvendo o tricampeão Lewis Hamilton. Na sua maioria, são observações como "este piloto sempre aprontou desde sua estreia na F-1 e nunca foi punido". Não consigo encontrar outro motivo para tais críticas ao Hamilton que não seja de origem racista.
Nascido na cidade de Stevenage, na Inglaterra, e filho de pai negro e mãe branca, Lewis Carl Hamilton (seus dois primeiros nomes são uma homenagem ao atleta norte-americano Carl Lewis) é o primeiro piloto negro (e por enquanto, o único) a correr na principal categoria do automobilismo mundial.
Acompanhando os bastidores do circo, Hamilton ser negro nunca gerou comportamento ou reações contrários dos milhares de integrantes da F-1. Nunca percebi coisa alguma nesse sentido.
Hamilton foi descoberto por Ron Dennis, o chefão eterno da McLaren, quando o guri tinha apenas 11 anos de idade. Ron ficou impressionado com a excelência de pilotagem do menino e com sua personalidade mostradas em uma prova de kart, e logo levou o Lewis para o Programa de Jovens Talentos da McLaren-Mercedes (fornecedora de motores da equipe inglesa na época). Hamilton ganhou um campeonato pela McLaren (2008) e dois pela escuderia alemã (2014 e 2015), por enquanto.
Além de serem preconceituosas, as críticas que o piloto inglês de 31 anos sempre recebeu simplesmente não encontram respaldo na realidade. No seu primeiro ano na F-1, quando lutava pelo título contra o companheiro Fernando Alonso e os pilotos da Ferrari (Felipe Massa e Kimi Raikkonen), o inglês teve dois erros graves (na China e no Brasil, as duas últimas etapas de 2007) que prejudicaram somente um corredor: ele próprio. Perdeu o campeonato justamente por esses erros primários.
Na outra situação em que errou – ao fazer uma ultrapassagem ilegal sobre Raikkonen no circuito de Spa-Francorchamps em 2008, venceu mas foi punido em 20 segundos depois da prova pelos comissários. A vitória em Spa inclusive caiu no colo do Massa.
Críticos do Hamilton, parem de enxergar pelo em ovo! Ou parem com este racismo! É feio e dá cadeia!



Baku com show do Happy

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A Fórmula-1 avisa que as entradas para a oitava etapa do Mundial já estão à venda. Trata-se do GP da Europa, disputado no Azerbaijão, na capital Baku. Quem quiser se aventurar em ir ao Azerbaijão, apresse-se. Obviamente, estou brincando. É melhor assistir à corrida pela TV, no dia 19 de junho, a partir das 10h da manhã pelo nosso horário.
Mas a F-1 lembra que os interessados pelos ingressos ganham também a oportunidade para ver um show do Pharrell Williams, o grande cara da música Happy. Vale à pena!
E preparem-se os pilotos: o circuito de Baku é composto por ruas da cidade, tão estreitas quanto Monte Carlo, 20 intermináveis curvas, como o xarope de Cingapura, retas longas como as de Montreal, a próxima prova, e foi projetado pelo Hermann Tilke, o cara de todos os modernos circuitos – de verdade – da F-1. A "pista" passa por partes históricas e novas do município.



Dois comportamentos distintos

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O GP de Mônaco serviu, entre outras coisas, para colocar as melancias no lugar dentro da equipe Mercedes. Enquanto Lewis Hamilton correu para vencer, seu único inimigo na luta pelo título, o companheiro Nico Rosberg, não correu nem pelo campeonato. A subserviência do piloto do carro 6 chega a incomodar até as pessoas de fora da equipe alemã.
Antes de o comando da Mercedes ordenar que o Nico abrisse passagem para o Lewis em Monte Carlo, pediu para que o ainda líder do campeonato aumentasse seu ritmo de corrida. Até então, o alemão se arrastava na pista molhada do Principado, à frente do inglês, e o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull, se mandava na liderança.
Primeiro, Nico não conseguiu aumentar seu ritmo, mesmo o seu carro não acusando nenhum problema aparente. Segundo, Rosberg não contestou a ordem da equipe e abriu a porta para Hamilton imediatamente. Apesar de o gesto ter sido de um gentleman (reconhecido e já agradecido pelo companheiro), não é a atitude de um campeão.
É claro que não se espera a patifaria aprontada pelo mesmo Rosberg na classificação de Mônaco em 2014, na qual forçou um erro para vir a bandeira amarela e acabar com as chances de Hamilton buscar a pole position. Naquela atura, a pole estava nas mãos do alemão.
Não, não queremos isso. Mas é brabo, por mais que torcemos para Lewis Hamilton nesta briga entre os pilotos da Mercedes, não dá para ver uma atitude tão covarde como a de Nico. Nunca é de mais lembrar que uma situação parecida como a apresentada em Mônaco no último domingo ocorreu no GP da Hungria de 2014. E Hamilton não deu nem pelota pra equipe.
Na F-1, se você quer ser campeão, não pode ser ingênuo nem santo. Não pode ser um bandido, mas também não pode ser bonzinho em uma situação assim. Já nos mostraram Ayrton Senna e Alain Prost...
Ah, nesta foto aí de cima, depois do GP de Mônaco, o pavão bigodudo CEO da Mercedes-Benz, Dieter Zetsche, posa com Hamilton e Rosberg. Normalmente, o inglês não participa deste tipo de foto quando perde uma corrida para o alemão.



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