Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Red Bull na frente em Mônaco

Dias ao Volante
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Se aproveitando do motor da Renault com nova especificação, o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull, foi o mais rápido do primeiro dia de treinos livres para a sexta etapa do Mundial de Fórmula-1, nas ruas de Monte Carlo. A Mercedes se preocupou. Embora tenha espalhado que fez apenas simulações de corrida na parte da tarde de Mônaco, a equipe prateada chegou a colocar os pneus ultramacios (disponíveis pela FIA para esta e para a próxima prova, no Canadá) e não conseguiu superar a Red Bull de Riccardo, ficando pouco mais de meio segundo atrás, com o inglês Lewis Hamilton, o mais rápido pela manhã, mas distante da marca do australiano obtida à tarde.
O holandês Max Verstappen, da Red Bull, sem o motor mais forte da Renault, liberado para esta etapa apenas para os dois pilotos mais bem colocados no campeonato de Red Bull e Renault, ficou em quarto, atrás do alemão e líder da temporada Nico Rosberg, da Mercedes. O terceiro treino livre será realizado no sábado, a partir das 6h da manhã (horário de Brasília). A classificação começa às 9h, ambos com transmissão ao vivo pelo Sportv. A corrida, no domingo, pela Globo, se inicia às 9h.
Felipe Massa, da Williams, bateu, sem força, na saída da curva Saint-Devote, a primeira do traçado, no treino da manhã. De qualquer forma, as Williams estão muito mal até o momento em Mônaco. O finlandês Valtteri Bottas, com a outra Williams, ficou na parte de trás do pelotão à tarde, a exemplo de Massa.
Por enquanto, a Ferrari, que prometeu bom desempenho no Principado, nas palavras do tetracampeão Sebastian Vettel, ainda não disse o que foi fazer em Monte Carlo.

1.   Daniel Ricciardo, Red Bull, 1min14s607 40 voltas
2.   Lewis Hamilton, Mercedes, 1min15s213 36
3.   Nico Rosberg, Mercedes, 1min15s506 48
4.   Max Verstappen, Red Bull, 1min15s571 42
5.   Daniil Kvyat, Toro Rosso, 1min15s815 53
6.   Carlos Sainz Jr., Toro Rosso, 1min15s981 54
7.   Kimi Raikkonen, Ferrari, 1min16s040 38
8.   Sergio Perez, Force India, 1min16s120 48
9.   Sebastian Vettel, Ferrari, 1min16s269 40
10. Jenson Button, McLaren, 1min16s325 46
11. Nico Hulbenberg, Force India, 1min16s487 49
12. Fernando Alonso, McLaren, 1min16s723 43
13. Esteban Gutierrez, Haas, 1min16s782 40
14. Valtteri Bottas, Williams, 1min16s849 47
15. Romain Grosjean, Haas, 1min16s874 23
16. Felipe Massa, Williams, 1min17s286 42
17. Kevin Magnussen, Renault, 1min17s530 29
18. Marcus Ericsson, Sauber, 1min17s562 39
19. Jolyon Palmer, Renault, 1min17s761 24
20. Felipe Nasr, Sauber, 1min17s999 49
21. Rio Haryanto, Manor, 1min18s687 10
22. Pascal Wehrlein, Manor, 1min18s814 46



Uma cara embaixo do capacete

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Um piloto de automobilismo é conhecido muitas vezes apenas pelas cores de seu capacete. Mas quando embaixo dessa indumentária tem também uma bela história, vira humano.
O canadense James Hinchcliffe, 29 anos, conquistou no domingo passado a primeira posição para a centésima edição das 500 Milhas de Indianápolis, a maior prova automobilística do mundo, tanto que o seu vencedor ganha o status de campeão, em uma única corrida.
Ninguém esperava pela façanha do cara nascido no dia 5 de dezembro de 1986, na cidade de Oakville, uma das maiores da província de Ontário. No ano passado, na mesma e lendária pista oval do Indianapolis Motor Speedway, Hinchcliffe sofreu um grave acidente nos treinos preparatórios para a famosa prova. Teve a bacia perfurada, esteve perto da morte e ficou de fora do resto do campeonato da Indy.
Pouca pessoas ainda acreditavam na volta do piloto canadense às pistas da categoria, principalmente aos traiçoeiros circuitos ovais. Uma delas passou também perto da morte, seu chefe de equipe, Sam Schmidt, o mesmo comandante da tentativa de participação de Hinchcliffe das 500 Milhas de 2015, o mesmo comandante do carro da pole position de agora.
Com 35 anos de idade, Schmidt teve um gravíssimo acidente no circuito Walt Disney World Speedway, em 2000, quando participava de uma prova da IRL, dissidência, na época, da Indy. Schmidt ficou respirando por aparelhos por cinco semanas. Escapou da morte. No entanto, ficou tetraplégico.
O norte-americano se inspirou, então, na história ocorrida com o inglês Frank Williams, da Fórmula-1. Em 1986, o dono da Williams teve um acidente de estrada, no qual seu carro capotou várias vezes. Frank ficou preso a uma cadeira de rodas para toda a vida. Schmidt não pode mais correr, entretanto, continuou ligado às competições, abrindo sua própria equipe, a Sam Schmidt Motorsports, a mesma do autor da pole da centésima 500 Milhas.
Hinchcliffe é uma figura fora das pistas. Uma de suas habilidades além de "bota" atrás do volante de um bólido de corrida é a imitação de pessoas famosas. Uma das vítimas é o finlandês Kimi Raikkonen, campeão da F-1 em 2007 pela Ferrari. E não é fácil de se imitar o introspectivo Homem de Gelo. Outra mania do canadense veio na adolescência, quando inventou uma cidade imaginária, a Hinchtown, da qual é o próprio prefeito. Na cidade fictícia, tudo é um mar de rosas. Pelas imitações e pelo "cotidiano" de sua cidade, Hinchcliffe tem uma legião de fãs no YouTube.
Extremamente simpático e boa praça, Hinchcliffe é um piloto/humano, como poucos são, por exemplo, na F-1. Até o próximo domingo, o canadense será acompanhado no Indianapolis Motor Speedway da alcunha de Homem Mais Rápido do Mundo. A motor! Porque o mais veloz sobre suas pernas é o jamaicano Usain Bolt, outro esportista carismático e humano.



Alguém venceu a Tríplice Coroa?

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Como vocês sabem, a Tríplice Coroa do Automobilismo é a união das principais provas do mundo – GP de Mônaco, 500 Milhas de Indianápolis e 24 Horas de Le Mans.
Pois bem! Sempre tive a convicção de que nenhum piloto tinha atingido tal façanha, a de vencer as 500 Milhas da Indy, nas ruas de Monte Carlo na F-1 e nas intermináveis horas de Le Mans.
Mas tem um: o inglês Norman Graham Hill, o Mister Mônaco e pai do inexpressivo campeão do Mundial de F-1 de 1996, Damon Hill. Figuraça sem igual, Hill, um dos melhores exemplos de piloto da Era Romântica do Automobilismo, morreu com apenas 46 anos de idade, em um acidente com um bimotor que ele mesmo pilotava, ao lado da promessa da F-1 Tony Brise, de sua equipe, a Embassy Hill, em 1975.
Graham Hill venceu as 500 Milhas de Indianápolis em 1960, com uma Lotus. O Mister Mônaco ganhou nas ruas de Monte Carlo em 1963, 1964, 1965 (com BRM), 1968 e 1969 (com Lotus). Em uma das fotos aí de cima, Hill é cumprimentado por um sujeito chamado Jackie Stewart (com um capacete branco com a listra escocesa tradicional pintada na parte de cima).
Por último, em 1972, Graham Hill foi ainda vencer em Le Mans, na principal categoria (LMP1, dos protótipos) ao lado do francês barbudo Henri Pescarolo, com a Matra-Simca MS670.
O Graham Hill é ou não é O Cara?



A má educação do brasileiro!

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Dizem que é fácil de se encontrar um grupo de brasileiros em um aeroporto mundo afora. Basta ver quem está gritando!
E não é bem verdade?
Na semana de duas das três provas da Tríplice Coroa (500 Milhas de Indianápolis, GP de Mônaco, essas duas, e 24 Horas de Le Mans), dois de nosso grande pilotos não gritaram  – porque isso seria normal para as ocasiões – mas feriram profundamente o protocolo e as mínimas exigências da boa educação.
O primeiro na ordem cronológica foi o Ayrton Senna, o Rei de Mônaco, com seis conquistas no Principado. O Mister Mônaco é o inglês Graham Hill (com cinco), mas isto é outra história. Por ocasião de sua primeira vitória em Monte Carlo, com a Lotus, em 1987, Senna deu um banho de champanha na Família Grimaldi, os donos do pedaço, incluindo o Príncipe Rainier (à esquerda da foto aí de cima, atrás do Ayrton).
Na verdade, não chegou a ser um banho, mas umas borrifadas nos Grimaldi e no Papagaio de Pirata da foto, o insuportável Jean-Marie Balestre, de óculos escuro na imagem. De qualquer jeito, foi uma afronta do então futuro tricampeão. Depois dessa, os vencedores de Mônaco são chamados à pista para o banho de champanha.
Cá entre nós: eu sempre achava que o Príncipe sempre ficava dando a maior sopa no pódio, pedindo pra levar um banho de champanha! Anyway...
O segundo na ordem cronológica foi o nosso Rato, em 1993, na sua segunda vitória em Indianapolis. Produtor e exportador de laranja para os EUA, Emerson Fittipaldi recusou a garrafa de leite no pódio (é tradição em Indianápolis o vencedor beber leite, um dos principais produtos da região) e tomou suco de laranja, que ele levou dos boxes. A recusa de Emerson pegou mal, porque quando alcançaram a garrafa de leite, o Rato empurrou o braço – mal educadamente – do sujeito que estava fazendo aquilo.



Lembrando Bianchi

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Romain Grosjean correrá a prova que considera de casa, "Mônaco é dentro da França", com um capacete lembrando Jules Bianchi, francês, morto no ano passado e grande promessa para um dia pilotar para a Ferrari.
Bianchi foi oitavo colocado em Monte Carlo em 2014, com uma Marussia.
Gente, a previsão do tempo indica chuva para a prova de domingo. Ou seja, mais emoções. Em 1984, Ayrton Senna deu um show em Mônaco com uma carroça e embaixo de chuva. Deu um baile em Alain Prost com uma Toleman em cima da poderosa McLaren de então.



Motor Renault mais forte

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A Renault confirmou que utilizará uma nova versão de seu motor no GP de Mônaco, previsto para o próximo domingo. A empresa francesa usaria a nova especificação apenas a partir do GP do Canadá, a corrida seguinte do Mundial, mas os bons testes feitos na semana passada em Montmeló, Barcelona, após o GP da Espanha, fizeram seus diretores adiantarem a decisão.
No entanto, pelo curto espaço de tempo, apenas um piloto de cada equipe que corre com o motor francês (a própria Renault e a Red Bull) terá a nova unidade. E os escolhidos são os corredores que têm mais pontos no campeonato até o momento: Kevin Magnussen, na Renault, e Daniel Ricciardo, na Red Bull.
O homem da hora, o holandês Max Verstappen, só terá o novo motor em Montreal, portanto.



Quem vence em Mônaco?

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Pois é, em Mônaco, como vocês já estão carecas de saber, tudo, ou quase tudo, é diferente. Os dois primeiros treinos livres são na quinta-feira. Sexta é destinada para a folga da F-1, na pista, pois é momento de muita gandaia, festa e promoções no Principado. No sábado, o circo volta à rotina nas ruas de Monte Carlo.
As apostas devem ser colocadas nos comentários deste post (clicando em "Ler tudo" no fim do post) ou serem enviadas para o meu e-mail (danieldias10259@gmail.com) ou (diasaovolante@diasaovolante.com) até cinco minutos antes do início do treino de classificação no sábado. Boa sorte!

Regulamento e itens para Monte Carlo:
Pole: sobrenome do piloto - 5 pontos
Segundo do grid: sobrenome do piloto - 2 pontos
Vencedor: sobrenome do piloto - 25 pontos
Equipe com mais pontos na etapa: nome da equipe - 5 pontos
Melhor equipe, fora de Mercedes e Ferrari, classificada no final da prova. Pode até essa equipe ser a vencedora da etapa. Vale só o piloto mais bem classificado dessa equipe na prova: vale 5 pontos
Segundo colocado da prova: sobrenome do piloto - 20 pontos
Terceiro colocado da prova: sobrenome do piloto - 15 pontos
Quarto colocado da prova: sobrenome do piloto - 10 pontos
Quinto colocado da prova: sobrenome do piloto - 5 pontos
Piloto com mais voltas na liderança: sobrenome do piloto - 5 pontos
Volta mais rápida da prova: sobrenome do piloto - 5 pontos
Último colocado da prova (segundo a cronometragem oficial da FIA): sobrenome do piloto - 15 pontos
Gabaritar os cinco primeiros na ordem certa de classificação da prova - 15 pontos
Acertar os cinco primeiros no final da prova sem a ordem exata - 5 pontos

Para acompanhar ao vivo todos os lances do GP de Mônaco:
Quinta-feira: 5h, primeiro treino livre, 9h, segundo treino livre, ambos pelo Sportv
Sábado: 6h, terceiro treino livre, 9h, classificação, ambos pelo Sportv. A Globo transmite apenas o Q3
Domingo: 9h, corrida, pela Globo



Impróprio para cardíacos

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Jorge Lorenzo, da Yamaha, e Marc Márquez, da Honda, protagonizaram uma grande disputa pela vitória na MotoGP, em Mugelo, na Itália.
O caminho ficou aberto para esse duelo quando Valentino Rossi, que largou na pole-position, abandonou com quebra do motor Yamaha a 15 voltas do final. O italiano vinha em segundo perseguindo seu companheiro de equipe, Lorenzo.
O teste para cardíacos veio nas últimas voltas quando Márquez tirou a diferença para Lorenzo. Com isso, começaram as tentativas de ultrapassagem do espanhol da Honda, resultando em alguns X. Na última volta, chegaram a trocar de posição duas ou três vezes até que Márquez entrasse na reta pela última vez e estava pronto para receber a bandeirada em primeiro quando Lorenzo surpreendeu e cruzou a linha de chegada a 19 milésimos de segundo à frente do piloto da Honda, que vinha sofrendo com falta de potência nas retas.
Andrea Lannone, italiano da Ducati, completou o pódio, que teve dobradinha espanhola.
Após a sexta etapa, a classificação do Mundial  tem Lorenzo com 115 pontos, Márquez com 105 e Rossi com 78. Apenas os três venceram nessa temporada, Com três de Lorenzo, duas de Márques e uma de Rossi.



Pole Day surpresa, mas é normal!

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O canadense James Hinchcliffe, acidentado no ano passado nos treinos das 500 Milhas de Indianápolis e, por isso, impedido de correr em 2015, conquistou a primeira posição neste domingo no Pole Day no Indianapolis Motor Speedway, o Templo Sagrado da Velocidade.
A façanha do canadense tem tudo a ver com a dramaticidade hollydiana das 500 Milhas, como os americanos adoram. O seu chefe de equipe, Sam Schmidt, se acidentou há 10 anos e ficou tetraplégico. Dirige um carro adaptado usando apenas os movimentos da cabeça e da boca, mas pelos boxes, não na rua.
A centésima edição das 500 Milhas será realizada no próximo domingo, junto com o GP de Mônaco.
O francês Simon Pagenaud, líder da temporada da Indy, colocou seu Penske na oitava posição, no meio da terceira fila (de três carros cada) e ao lado do companheiro Helio Castroneves, pra mim, o favorito para levantar o tetra nas 500 Milhas.
O próximo domingo será especial. Pela manhã, as delícias do GP de Mônaco, já preparando o churrasco. Quando a carne estiver indo pra churrasqueira, acompanhada de uma boa caipirinha de vodca, começam as 500 Milhas.



Olho na centésima 500 Milhas

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Publicado por em Indy ·
Simon Pagenaud

Chris Pine

Vamos abrir espaço também para as 500 Milhas de Indianápolis, que têm sua centésima edição neste ano. Iniciada em 1911, a maior prova automobilística do planeta não foi realizada em alguns anos das duas primeiras guerras mundiais, por isso, é a prova de número 100 em 2016.
No próximo domingo, dia 29 de maio, as 500 Milhas dividem a atenção com o GP de Mônaco. As duas corridas mais as 24 Horas de Le Mans compõem a Tríplice Coroa do Automobilismo.
Um dos grandes astros de Hollywood da atualidade, o norte-americano Chris Pine, de 35 anos, o novo Capitão Kirk de Star Trek, dará o sinal de largada das 500 Milhas.
O Pole Day, com os nove melhores pilotos do treino deste sábado disputando as primeiras posições do grid de 33 carros, será realizado a partir das 18h (horário de Brasília) deste domingo, com transmissão ao vivo do canal BandSport. Vale à pena assistir. Fique atento que cada piloto tem quatro voltas pela pista de 4 quilômetros, a primeira de aceleração. A média de velocidade (em milhas) determina a posição de cada um.
O grande cara deste ano na Indy – não necessariamente no oval de Indianápolis – é o francês Simon Pagenaud, que fez 32 anos na última quarta-feira, da equipe Penske, líder da temporada. No entanto, um companheiro do francês, o brasileiro Helio Castroneves, tricampeão das 500 Milhas, é especialista nessa corrida, não importando sua posição no grid. Outra fera em Indianápolis, o gordito colombiano Juan Pablo Montoya, também companheiro de Penske, voltou a sua forma (de pilotagem) de antigamente.



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