Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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O titio ditador

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Irritado com a falta de vontade das grandes equipes (lê-se Mercedes e Ferrari) em fazer mudanças nos carros para 2017, Bernie Ecclestone resolveu recolocar sua roupa preferida: a de ditador.
O próprio titio dono da Fórmula-1 foi quem disse o termo.
- Tenho saudade de quando eu mandava sozinho. Elas (as duas equipes) não querem mudanças, querem se perpetuar no topo do mundo. Mas se elas não querem, eu quero. Voltarei a ser um ditador!
Credo! O homem tá brabo mesmo!
Mas eu  acho que ele tem razão. Como sempre falo, a F-1 é tudo o que a gente vê (categoria de outro mundo com melhores transmissões de TV em todos os esportes) por causa do Ecclestone. Depois de brincar de dono de equipe na Brabham, com dois títulos mundiais ao lado de Nelson Piquet, Bernie resolveu assumir as rédeas da categoria. E promoveu uma revolução em tudo. Sempre como ditador.



Série As Grandes Estreias na F-1 (IV)

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Kimi Matias Raikkonen tinha apenas 20 anos em 2000 quando foi confirmado pela Sauber para correr em 2001. O finlandês, campeão mais tarde, em 2007, pela Ferrari, não tinha nem a superlicença para pilotar na Fórmula-1, e quase todos os seus então futuros colegas de grid se mostraram contrários à expedição da "carta" para sua liberação.
Mas nem precisava tanta oposição. Raikkonen tinha um talento natural. O Homem de Gelo estreou na Austrália, com o carro da Sauber patrocinado pela Red Bull e pela Petronas (tinha dinheiro a hoje quase falida equipe suíça!) terminando em sexto lugar, na época em que só os seis primeiros pontuavam.
Pronto! Tinha calado a boca de todo mundo! No ano seguinte, já estava no cockpit da McLaren, na qual só não foi campeão por conta de seu conhecido azar.
Antes da primeira prova, o Raikkonen foi experimentar dar uma volta a bordo de um avião da esquadrilha da fumaça australiana sobre o circuito de Albert Park. E se cagou de medo! Bem diferente do talento mostrado na pista lá embaixo (na foto).



Tem sempre um bunda mole

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Não adianta. Em qualquer grupo na vida, tem sempre pelo menos um bunda mole. O grid da F-1 não poderia fugir à regra. E a categoria sempre foi muito pródiga no quesito: Damon Hill, David Coulthard, Pedro Paulo Diniz, Eddie Irvine, Sergio Perez, e por aí vai.
A bola mole, ou melhor, o bunda mole da vez é Marcus Ericsson. Até cara de bunda mole o sueco tem.
- Querem trocar de carro? Topo. Já mostrei que sou melhor que ele.
Disparou o cara contra o Felipe Nasr. Vai te enxergar, cara!
O Marcus não dá nem pro início contra o Nars, um excepcional piloto, infelizmente, a bordo de um carroção.
Mas admito que o próprio Felipe tá dando uma de bunda mole na questão. De quem é o patrocínio do Banco do Brasil na Sauber? Pois é! Pega o patrocínio e vai embora, Nars!



Quem vence na Rússia?

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Buenas, vamos para a quarta etapa do Mundial e nossa do Bolão. É na terra do Daniil Kvyat. Será que o efeito casa conta alguma coisa pro russo? Eu particularmente não acredito que torcida faça diferença no automobilismo.
As apostas devem ser colocadas nos comentários deste post (clicando em "Ler tudo" no fim do post) ou serem enviadas para o meu e-mail (danieldias10259@gmail.com) ou (diasaovolante@diasaovolante.com) até cinco minutos antes do início do treino de classificação no sábado. Boa sorte!

Quesitos para a Rússia:
Pole: sobrenome do piloto - 5 pontos
Segundo do grid: sobrenome do piloto - 2 pontos
Vencedor: sobrenome do piloto - 25 pontos
Equipe com mais pontos na etapa: nome da equipe - 5 pontos
Melhor equipe, fora de Mercedes e Ferrari, classificada no final da prova. Pode até essa equipe ser a vencedora da etapa. Vale só o piloto mais bem classificado dessa equipe na prova: vale 5 pontos
Segundo colocado da prova: sobrenome do piloto - 20 pontos
Terceiro colocado da prova: sobrenome do piloto - 15 pontos
Quarto colocado da prova: sobrenome do piloto - 10 pontos
Quinto colocado da prova: sobrenome do piloto - 5 pontos
Piloto com mais voltas na liderança: sobrenome do piloto - 5 pontos
Volta mais rápida da prova: sobrenome do piloto - 5 pontos
Último colocado da prova (segundo a cronometragem oficial da FIA): sobrenome do piloto - 15 pontos
Gabaritar os cinco primeiros na ordem certa de classificação da prova - 15 pontos
Acertar os cinco primeiros no final da prova sem a ordem exata - 5 pontos

Para acompanhar todos os lances ao vivo da prova no circuito de Sochi:
Sexta-feira: 4h, primeiro treino livre, 8h, segundo treino livre, ambos pelo Sportv
Sábado: 6h, terceiro treino livre, 9h, classificação, ambos pelo Sportv. A Globo transmite apenas o Q3
Domingo: 9h, corrida, pela Globo



"Sou melhor no geral"

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Fernando Alonso, da McLaren, disse, em entrevista ao Sky Sports F1, que em condições idênticas é capaz de bater qualquer adversário, não necessariamente o mais forte em determinada área, mas no geral.
– Me sinto sempre confiante que sou capaz de bater qualquer um. Não acredito que sou o melhor em velocidade pura, ou em condições de piso molhado, pistas secas, classificação ou corrida. Mas se me colocarem no mesmo carro, no mesmo momento e na mesma pista, acredito que serei o mais rápido. Talvez não seja o melhor em todos os setores, mas no geral vou ser sempre o melhor – declarou o bicampeão das Astúrias.
Nesses 14 anos de Fórmula-1, o espanhol perdeu apenas duas vezes para os seus companheiros de equipe. Em 2007, empatou em pontos com Lewis Hamilton (mas perdeu no critério do desempate) e, no ano passado, ficou 5 pontos atrás de Jenson Button.



Doctor soberano

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Este é um blog de Formula-1, e na principal categoria do automobilismo, é isento. Mas na MotoGP, somos Valentino Rossi e não abrimos espaço pra outro, principalmente depois do ano passado quando o Doctor foi sacaneado pelo próprio companheiro de Yamaha Lorenzo e pelo patifezinho espanhol Marquez da Honda.
Neste domingo, o Rossi foi soberano mais uma vez em Jerez. O Valentino, aos 37 anos, não precisava mostrar mais nada, mas continua desfilando sua técnica de maior piloto em duas rodas da História.



Aproveita, Nico!

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Do site da Fórmula-1, esta selfie roubada, feita pelo Lewis Hamilton, com o companheiro Nico Rosberg, antes do GP da China.
O tricampeão reconhece o momento do alemão, mas salienta que nas três vitórias do Nico nas últimas etapas de 2015, ele (Hamilton) estava relaxado pela conquista do campeonato. E nas três deste ano, teve problemas na largada e ficou longe do duelo direto com o companheiro pela vitória. E mandou um recado:
- Espero que tenha aproveitado, Nico! Porque a coisa não vai continuar assim!
Espero mesmo que o Lewis acorde, finalmente!



A lenda chamada Lauda

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Niki Lauda, um dos maiores pilotos de todos os tempos e uma lenda como pessoa, ganhou mais uma premiação pelo conjunto da obra de sua atuação na Fórmula-1, o Laureus World Sports Awards.
Atual diretor-esportivo da Mercedes, o austríaco de 67 anos é uma lição de vida, em especial pela incrível recuperação do acidente, potencialmente fatal, sofrido no GP da Alemanha de 1976 no antigo Nordschleife de Nürburgring (22 quilômetros de extensão).
Apenas 42 dias após ter recebido a extrema-unção em um hospital na Alemanha, Lauda voltou ao cockpit da Ferrari número 1 em 1976, para completar o GP da Itália, em Monza, na quarta posição.
Sou apaixonado pela história do Niki Lauda e pelo próprio piloto. Sempre costumo dizer que é impossível destacar quem seja o Maior Piloto de Todos os Tempos, por causa dos diferentes tipos de carro que cada um comandou. Prefiro dizer que existe sim um maior corredor, mas em sua época. Assim, seriam:
Anos 50: Juan Manuel Fangio.
Anos 60: Jim Clark.
Anos 70/80: Niki Lauda.
Anos 80/90: Ayrton Senna.
Anos 90/2000: Michael Schumacher.
Concordam?



Duelo em Mônaco

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Felipe Massa, da Williams, narrou o duelo entre Felipinho, seu filho, e Daniel Ricciardo, da Red Bull. A corrida foi filmada no apartamento do brasileiro, em Mônaco. Felipe e Daniel são grandes amigos, algo difícil de acontecer na F-1 moderna.
Clique aqui ou na imagem para assistir o vídeo.



O homem volta à F-1

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Cumpridas três etapas no Mundial 2016 da Fórmula-1, uma auspiciosa conjunção de fatos ocorridos no GP da China, neste domingo, dia 17 de abril, reescreve o caminho da principal categoria do automobilismo. Vimos no circuito de Xangai o homem controlando o destino sobre a máquina. A Mercedes ainda está disparada na frente, mas disto tratamos mais adiante.
O homem entra no jogo novamente com o mago projetista Adrian Newey, supercampeão com suas criações na Williams, na McLaren e na Red Bull. O inglês de 57 anos, formado em engenharia aeroespacial, nos brinda de novo com o melhor carro da temporada, o RB12, pilotado pelo australiano Daniel Ricciardo e o russo Daniil Kvyat.
A exemplo dos bólidos comandados pelo genial alemão Sebastian Vettel nos anos de 2010 a 2013, com um tetracampeonato em sequência, o carro deste ano da equipe austríaca é um primor. Para ajudar na ideia, não conta com o melhor motor da categoria. Não fosse um pneu furado no começo do GP da China, quando liderava, Ricciardo poderia ter feito frente ao vencedor Nico Rosberg. No entanto, em recuperação, o australiano fez uma prova admirável, assim como seu companheiro Kvyat, terceiro ao final da corrida em Xangai. Ricciardo veio logo atrás.
O homem continuou no jogo com a atuação de Vettel e sua Ferrari de número 5. O tetracampeão mundial usou e abusou de fazer ultrapassagens em Xangai. Melhor: as fez quase sempre fora da zona da asa aberta, ou DRS, que ajuda ao piloto de trás suplantar o da frente tirando carga aerodinâmica e tornando o carro mais rápido nas retas. Um estratagema falso, como um gol "paraguaio". Vettel, não. Vettel foi piloto, na essência. Foi homem.
Vettel desfilou sua rara técnica de pilotagem, saindo lá de trás na prova, após o russo Kvyat ter jogado sua Red Bull sobre as duas Ferrari na largada. O alemão da equipe vermelha completou a terceira etapa do Mundial em segundo. Só não podia, nem tinha tempo, para partir em perseguição ao imbatível Rosberg, ganhador das últimas seis corridas na F-1 (três no ano passado, três agora).
Pois então, voltamos à Mercedes. As temporadas da F-1 tiveram quase sempre o domínio de uma equipe. Só não aceita isso quem não quer. A história conta ciclos vitoriosos da Ferrari, da Lotus, da McLaren, da Williams, da Red Bull. Desde 2014, a vez é da prateada Mercedes patrocinada pela supercompanhia petrolífera e de exploração de gás Petronas, gigante malaia, com sede nas famosas torres duplas da capital Kuala Lumpur.
O carro da Mercedes, desde 2014, quando o regulamento trouxe de volta para a F-1 o motor turbo, desta vez, fazendo parte de uma complicada unidade de força, com propulsor a combustão, turbina e recuperadores de energia elétrica e cinética, não tem nada de especial.
Os atuais modelos da F-1 são veículos híbridos, em última análise. E nisso a fabricante alemã utilizou toda a expertise da AMG, divisão esportiva da Mercedes. Inclusive, a AMG faz parte do nome oficial da equipe de Rosberg e do tricampeão Lewis Hamilton.
A Mercedes W07, como foram suas duas antecessoras, não tem nada de mais em comparação à concorrência. Falo exclusivamente de carro. A Mercedes tem, sim, um grande motor, ou unidade de potência, como queiram! Estou indo contra os alemães? Nada disso! Palmas para eles, que souberam usufruir do novo regulamento. A bola da vez é a Mercedes, mas o homem está de volta à F-1.



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