Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Sinceridade do veterano do WEC

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Mark Webber, ex-piloto da F-1 e atual campeão do Mundial de Endurance, deu entrevista à CNN e esbanjou elogios ao seu compatriota Daniel Ricciardo, da Red Bull. O australiano está orgulhoso com os primeiros passos de Ricciardo e vê nele o quarto campeão de F-1 do país.
– Sabemos que a quantidade de pilotos australianos que chega na F-1 é incrivelmente baixo. Entre Alan Jones vencer uma corrida e eu vencer outra, conseguir pontos e pódios foi extremamente raro para o país. Ele (Ricciardo) é muito rápido e agora tem mais experiência e está lutando por vitórias e por campeonatos. Vai ter, certamente, títulos no futuro. Precisa do carro certo, claro, mas ele é muito capaz. É mais rápido do que eu em alguma vezes – declarou Mark.



Pilotos colocados à prova

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Helmut Marko, consultor da Red Bull, disse em entrevista ao site oficial da Fórmula-1 que se os pilotos – Daniel Ricciardo, Daniil Kvyat (Red Bull), Max Verstappen e Carlos Sainz Jr.(Toro Rosso) – não derem uma resposta na pista nesta temporada, perderão suas vagas.
Quando questionado sobre a jovem promessa holandesa (Verstappen), o dirigente austríaco foi direto:
– Nós basicamente temos contratos de longo prazo no programa junior da Red Bull e todo o programa é baseado em performance. Por isso, não é uma batalha, mas sejamos muito claros, quem não estiver correspondendo, vai embora. Veremos o que vai fazer (Max), a segunda temporada muitas vezes é mais complicada do que a primeira.
Ou seja, se o filho do ex-piloto de F-1 Jos Verstappen quer um futuro na Red Bull, terá que demonstrar a cada etapa do ano. Boa sorte, pois tem tudo para entrar na galeria dos campeões mundiais da maior categoria do automobilismo.



A arte de esconder o jogo

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Esta história de possível jogo escondido da Mercedes na pré-temporada remete também aos preparativos de campeonatos dos anos 80, os mais saborosos da Fórmula-1 moderna e ao gênio inventivo de Nelson Piquet. Em 1987, depois de a Williams perder um título improvável para a McLaren de Alain Prost no ano anterior, a Williams veio com um carro ainda mais forte para a nova temporada, nas mãos de Piquet e do leão Nigel Mansell.
Naquela época, a pré-temporada era diferente, com os testes mais vigorosos sendo realizados semanas antes da primeira prova do ano, e no mesmo circuito, em Jacarepaguá, no Rio. Após duas semanas de ensaios, a notícia principal que vinha do circo era: a Williams não tem mais o melhor carro.
Tinha.
Acontece que Piquet e a Williams decidiram observar o real desempenho do FW11B marcando um ponto de cronometragem diferente do oficial da FIA (na reta de chegada). Escolheram um ponto no retão oposto de Jacarepaguá. Em dado momento, Piquet passava mais lento pela reta dos boxes e só pisava para valer a partir do ponto escolhido previamente, terminando a volta no mesmo ponto.
Jogo escondido, a Williams apareceu para a temporada com um carro ainda melhor. Tanto que o título foi disputado apenas pelos seus dois pilotos, com vantagem para Piquet.



GP do Brasil ameaçado

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Assim como foi feito com o circuito de Monza e o GP da Itália em 2014, Interlagos e o GP do Brasil foram colocados em xeque pelo tio Bernie Ecclestone, o chefão da Fórmula-1. E a ameaça já vale para a edição deste ano, prevista para o dia 13 de novembro, penúltima etapa do Mundial, antes do GP de Abu Dhabi. Tudo por conta de grana.
A etapa italiana foi salva, por enquanto, com o próprio Bernie colocando dinheiro para que o Templo da Velocidade não ficasse fora do calendário. Penso que o mesmo não vá se repetir com a prova de Interlagos, apesar de toda a tradição da corrida.
No campeonato oficialmente desde 1973, o GP do Brasil foi homologado pela F-1 após uma edição-teste em 1972, vencida pelo argentino Carlos Reutemann. Em 73, a vitória foi de Emerson Fittipaldi, assim como no ano seguinte, que ainda teve outra prova extra-calendário, para a inauguração do autódromo de Brasília, também vencida pelo Rato.
As edições com o número 3 no final acabariam ficando como uma marca de conquistas de pilotos brasileiros por aqui, até que Rubens Barrichello "resolvesse" acabar com a brincadeira, em 2003.
1973, vitória de Emerson Fittipaldi, de Lotus.
1983, vitória de Nelson Piquet, de Brabham.
1993, vitória de Ayrton Senna, de McLaren.
2003, vitória de Giancarlo Fisichella, de Jordan.
2013, vitória de Sebastian Vettel, de Red Bull.
Minha opinião sobre o cancelamento do GP do Brasil: não ocorrerá. Pelo menos, não neste ano, já agendado. Mas não aposto um centavo para o ano que vem.



Problemas financeiros

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Monisha Kaltenborn, chefe de equipe e co-proprietária da Sauber, admitiu que cerca de 300 funcionários estão com os salários atrasados referente ao mês de fevereiro. Isso não é uma boa notícia já que os primeiros meses do ano são os principais no quais as escuderias estão construindo e desenvolvendo seus monopostos para a abertura da temporada – este ano inicia-se no próximo dia 20, na Austrália.
– Sim, é verdade. Parte dos salários de fevereiro estão ainda pendentes. – disse Monisha, e ainda explicou o motivo. – Com a transferência de uma grande quantidade de dinheiro de patrocínios vindos de fora, houve alguns problemas técnicos no envio. Vamos resolver isso.



O esperado regresso

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Robert Kubica está com data marcada para retornar às pistas, dia 18 e 19 de março. O palco será às 12 horas de Mugello, na Itália.
O polonês voador irá fazer dupla com o Martin Prokop, piloto de rali, os dois dividirão o cockpit de um Mercedes-Benz SLS GT3 da MP-Sports.
Esta experiência será fundamental para o piloto regressar às pistas, já que perdeu os apoios para voltar ao Mundial de Rali. Com isso, seguiria para o famoso DTM.
O ex-piloto de Fórmula-1 teve sua carreira encerrada na principal categoria do automobilismo após sofrer um grave acidente em um evento de rali. Na época, guiava pela BMM e vinha em ascendência na carreira, tinha tudo para se tornar campeão.
Bem, desejo toda a sorte para ele nesse regresso. Infelizmente nunca mais veremos o polonês voador na F-1.



Pneus para o GP da Austrália

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A Pirelli divulgou os compostos e quantidade de jogos de pneus de cada piloto para Melbourne.
Nesta temporada, os pilotos terão direito a 13 conjuntos entre três tipos diferentes – ano passado as equipes podiam escolher em apenas dois tipos diferentes de pneus – para pista seca por corrida. A fabricante italiana disponibilizará os compostos: médios (faixa branca), macios (faixa amarela) e supermacios (faixa vermelha).
Podemos perceber que a maioria dos pilotos da mesma equipe optou pelas mesmas escolhas. Curiosamente Lewis Hamilton e Nico Rosberg, da Mercedes, tiveram uma leve diferença, será que já começou a briga interna com cada um por si? Veremos daqui a 11 dias.



Príncipe embaixador do Azerbaijão

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Fernando Alonso, o Príncipe das Astúrias, foi escolhido como uma espécie de embaixador do GP da Europa, que será disputado neste ano nas ruas de Baku, capital do Azerbaijão. O espanhol bicampeão mundial visitou nesta terça-feira a capital do país asiático (primeira foto) e gostou dos preparativos da pista urbana.
Alonso falou também sobre seu futuro na Fórmula-1 e do ano da McLaren, na segunda temporada da equipe com o motor turbo/híbrido da Honda:
- Estamos claramente melhores do que no ano passado. Vamos estar na zona de pontuação muitas vezes, e planejamos chegar ao pódio na segunda metade do campeonato.
Para 2017, com a total reformulação do regulamento técnico da categoria, Alonso verá como se sentirá com os carros "até cinco segundos mais rápidos" do que os atuais:
- Tenho contrato com a McLaren até 2017. Minha continuidade na F-1 vai depender do prazer que eu sentir, ou não, com estes novos carros.
Quando chegou ao seu primeiro título, em 2005, o espanhol disse que sua carreira não seria longa. Ele imaginava obter três títulos para parar de correr. Conquistou o bi no ano seguinte e se transformou no piloto com título com o maior jejum para conquistar um novo. Já são 10 anos de seca.



Na F-1, o amanhã é só amanhã

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Com a completa virada no regulamento técnico para 2017, é lógico a Mercedes e a Ferrari, especialmente as duas, investirem tanto em novos modelos para a temporada deste ano? Sim, é lógico, e necessário. A história da principal categoria do automobilismo é recheada de exemplos nesse sentido. Com tanta grana envolvida e a busca por resultados imediatos, o futuro na F-1 só é preocupação mais tarde.
O mais notório ocorreu em 1988. Aquele seria o último ano dos motores turbo, tanto que a maioria das equipes já usava os aspirados, obrigatórios a partir de 1989. Formando a superdupla Ayrton Senna e Alain Prost, a McLaren investiu tudo no carro, o MP4/4 (foto,com Senna em Detroit), um dos melhores projetos que a categoria já viu.
O carro era tão superior que venceu todas as corridas. Na única ganha pela Ferrari, em Monza, o retardatário Jo Schlesser, que depois seria conhecido como A Raposa do Deserto no Rali Dacar, bateu em Senna quando o brasileiro liderava com tranquilidade.



Sueco o mais veloz da pré-temporada

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Marcus Ericsson, da Sauber, alcançou a velocidade máxima de 341,7 km/h. Com isso, se tornou o mais veloz da pré-temporada 2016, na Espanha, circuito Montmeló.
Enquanto a escuderia suíça fica satisfeita com o feito, a McLaren volta a decepcionar tanto no desempenho quanto em velocidade. Jenson Button atingiu apenas 322,2 km/h. Parece que os problemas da equipe inglesa não chegam ao fim.



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