Foram duas sessões na pré-temporada da Fórmula-1, ambas realizadas no circuito de Montmeló, na Espanha. E uma grande incógnita ficou. Qual é realmente o potencial do novo carro da bicampeã Mercedes? Acontece que a equipe alemã não utilizou em nenhum dos oito testes na pista de Barcelona os novos pneus ultramacios da Pirelli. A Ferrari usou, e fez as três melhores marcas da pré-temporada, uma vez com o finlandês Kimi Raikkonen, com 1min22s765, nesta quinta-feira, a volta mais rápida de todos os treinos, e duas com o tetracampeão Sebastian Vettel, a terceira conseguida nesta sexta-feira, com 1min22s852. A segunda marca, também do alemão, foi de 1min22s810, obtida na semana passada.
Com pneus macios, a Mercedes foi sete décimos mais rápida do que o novo carro da equipe vermelha. O Mundial tem início no próximo dia 20, em Melbourne, na Austrália, e só nos primeiros treinos livres no circuito Albert Park é que as dúvidas serão dissipadas. A decisão da Mercedes em não utilizar os pneus supermacios na pré-temporada nos remete necessariamente a estes posicionamentos:
- A Mercedes sabe que o novo carro é superior ao do ano passado e não precisava ser testado ao limite, levando a equipe a promover em Barcelona longos testes de corrida e de confiabilidade no modelo.
- A Mercedes, preocupada com o avanço da Ferrari, não quis medir forças agora.
- As "várias mini-revoluções do novo carro", como a própria Mercedes definiu, não apresentaram resultado satisfatório e a equipe decidiu voltar às "pranchetas" na fábrica.