F-1 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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A nobreza do Pastor!

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Com o corte da verba de patrocínio da petrolífera venezuelana, Pastor Maldonado perderá seu lugar na Renault para Kevin Magnussen. E bem ao contrário de suas desastradas atuações nas pistas, Maldonado deu uma aula de nobreza no seu anúncio de despedida (pelo menos, por enquanto) da Fórmula-1, agradecendo a todos que lhe deram oportunidade de chegar à categoria máxima do automobilismo e se dizendo orgulhoso por ter representado seu país mundo afora. No comunicado, em nenhum momento ele se mostrou magoado ou decepcionado por ter perdido a vaga.
Beleza, Pastor! Só por isso você já merece uma nova chance em outra equipe da F-1.



Último dia de testes na chuva

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Sebastian Vettel foi o mais rápido do último dia de testes de pneus de chuva da Pirelli em Paul Ricard. Os treinos são feitos na pista francesa porque é a única que conta com sistema para molhar o circuito artificialmente. O que significa a primeira posição de Vettel? Para consumo externo, nada! Os testes valem apenas para a fabricante italiana analisar o comportamento de seus novos pneus para a chuva. Os modelos utilizados pelas equipes em Paul Ricard são os do ano passado. Os novos começarão a ser vistos só a partir de 22 de fevereiro, nos primeiros treinos da pré-temporada, em Montmeló, na Espanha.
Atualmente propriedade do chefão da Fórmula-1 Bernie Ecclestone, Paul Ricard já fez parte do calendário do Mundial, como sede do GP da França. Mas o circuito atual é apenas um arremedo do antigo traçado, que tinha a incrível reta do Mistral (nome do vento que soprava ali) com quase dois quilômetros de extensão. Por a reta ser tão grande, os carros mudavam a trajetória várias vezes para não dar o vácuo para quem vinha atrás.



Quer segurança 100%? Joga xadrez!

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Sempre preocupada com a segurança dos pilotos, a Fórmula-1 promoveu muitas alterações nos carros e nos circuitos nas últimas décadas, mas vai pecar pra valer se for atrás desta história de cobrir o cockpit para proteção da cabeça dos corredores. Este tipo de braço duplo sobre a cabeça do cara com fixação na parte da frente (como na foto) matará o sujeito se o carro ficar "de cabeça para baixo" e pegar fogo.
Carro tipo fórmula é fórmula e pronto: é aberto, tem as rodas à mostra e é assim mesmo. É perigoso? Claro que é. Mas faz parte do jogo. Quer segurança 100%? Vai jogar xadrez!



Os Cara do Dakar!

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Em um evento da Mitsubishi, seria 2008, 2009, por aí, estive com o francês Stephane Peterhansel, o Rei do Rali Dakar. Assim como todos os grandes campeões, o cara teu uma aura que o acompanha aonde for. Lembro que perguntei pro sujeito se ele tinha medo do rali mais perigoso do mundo (naquela época, ainda era disputado no Saara). A resposta veio rápida, assim como ele se esgueirava pelas rotas da mortal competição: "Claro! O rali é composto por várias etapas. Em nenhuma delas temos certeza se chegaremos inteiros ao final do dia".
Neste fim de semana, Peterhansel conquistou pela décima segunda vez o maior rali do mundo, agora na América do Sul, a bordo de um protótipo especialmente construído para a prova pela Peugeot, ao lado do navegador francês Jean-Paul Cottret. Tempo de especiais do campeão: 45h22min10s, sempre debaixo de pau, a maior característica do Dakar.
Nas motos: vitória do australiano Toby Price, com KTM, em 48h9min15s.
Nos quadriciclos, vitória do argentino Marcos Patronelli, com Yamaha, em 58h48min47s.
Nos caminhões, vitória dos holandeses Gerard de Rooy, Darek Rodewald e Moises Torrallardona, com Iveco, em 44h42min6s (os caminhões não participam de todas as etapas).



Schumacher 47 anos

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Michael Schumacher completa neste domingo, 3 de janeiro, 47 anos de idade. Vítima de um acidente de esqui no dia 29 de dezembro de 2013, o heptacampeão continua sua longa e lenta recuperação em um hospital montado em sua casa na Europa.
Limitado a pouquíssimas visitas, uma delas, seu amigo Felipe Massa, o piloto alemão tem seu real estado de saúde envolvido em um grande mistério. Alguns dizem que ele já saiu do coma e estaria em uma cadeira de rodas, sem falar, com apenas 45 quilos e sem memória alguma.
Não gosto de especulações. Prefiro aguardar e torcer muito para que o Schumi pelo menos volte à vida e curta seus inúmeros momentos vividos nas pistas e ao lado de sua família.
Parabéns, Schumacher!



Regulamento 2016: prática e ilusão

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Técnica e visualmente, os carros estarão na largada de 2016 assim como os da foto, na largada do GP da Austrália de 2015. Lendo as mudanças no regulamento (as mais radicais, só em 2017), vejo contradições do que está escrito com a realidade.
Vamos lá:
- Qualquer piloto que fizer com que uma largada seja abortada, mesmo que consiga sair do grid, terá de largar dos boxes. O mesmo processo será aplicado em uma relargada após uma bandeira vermelha em que pilotos sejam direcionados aos boxes.
Nada a declarar.
- Os carros agora deverão contar com todos os equipamentos de segurança do cockpit exigidos também durante os testes, tais como os da cabeça do piloto, o padding e a facilidade de remoção do piloto.
Se eles estão falando nos treinos livres de sexta e sábado, tudo bem, porque  teste são proibidos durante a temporada.
- Todas as fornecedoras de motor (Ferrari, Honda, Mercedes e Renault) deverão entregar as especificações iguais, tanto para os times clientes, quanto para as equipes de fábrica. Somente unidades de potência que sejam idênticas às unidades de potência que foram homologadas pela FIA serão aceitas.
Começou a balela. Os motores da Ferrari e da Mercedes com especificação do ano só estarão na Ferrari e na Mercedes. As equipes clientes (Sauber, Toro Rosso e Haas F1, que correrão com Ferrari, Williams, Manor, Force India, que usarão Mercedes) não terão o motor do ano. Além disso, o motor da Mercedes tem uma espécie de push para dar mais potência na hora da disputa pela pole, que não é usado na corrida.
- Cada equipe terá liberdade de escolher duas das três opções de pneus slicks (para pista seca) que serão disponibilizadas pela fornecedora Pirelli. Parceiros de equipe poderão optar por compostos diferentes. A menos que pneus intermediário (verde) ou chuva (azul) têm sido utilizados, o piloto deve usar pelo menos duas especificações diferentes de pneus slicks (para pista seca) - pelo menos um deles deve ser o escolhido pelo fornecedor de pneus.
Nada a declarar.
- O Safety Car Virtual (VSC) agora pode ser usado em sessões de treinos livres e treinos classificatórios, bem como nas corridas, enquanto a abertura da asa móvel (DRS - Drag Reduction System) irá agora ser reativado imediatamente após um período de VSC.
Ótimo. Mas acho que a asa móvel deveria ser liberada já a partir da abertura da segunda volta da corrida.
- Os carros terão a mesma potência para ter mais briga pela vitória.
Papo furado. Se as equipes clientes não têm o mesmo motor da equipe de fábrica, como terão a mesma potência.



Os 10 fatos de 2015 na F-1

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O site oficial da Fórmula-1 escolheu os 10 principais fatos do Mundial deste ano. Vamos a eles:
- O carro camuflado da Red Bull na pré-temporada.
- O acidente misterioso de Fernando Alonso no teste da pré-temporada em Montmeló, Barcelona, que levou o espanhol para o hospital e não permitiu que ele participasse da primeira prova do ano, na Austrália.
- A volta de Sebastian Vettel e da Ferrari ao topo do pódio na Malásia.
- Esquenta o clima entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg na China.
- Morre Jules Bianchi, acidentado no Japão em 2014, no dia 17 de julho de 2015.
- Pressão dos pneus no GP da Itália dá dor de cabeça para a Mercedes. Nada aconteceu de punição para a equipe prateada.
- A FIA divulga o calendário de 2016 com o GP em Monza (ameaçado por causa da falta de grana) e com 21 provas.
- Os finlandeses Kimi Raikkonen e Valtteri Bottas se chocam na Rússia. É o primeiro toque entre os dois.
- O furacão Patrícia dá as caras nas vésperas do GP dos EUA.
- Lewis Hamilton conquista o tri, no Circuito das Américas, nos EUA.



Red Bull empurrada pelo pés

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Sempre irreverente, ou quase sempre, a equipe Red Bull distribuiu seu cartão de Natal ironizando a situação que viveu atrás de um motor para 2016 e colocando seus pilotos Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat a bordo do carro de Fred Flintstone, da Idade da Pedra, observados pelo chefe Chrystian Horner e o projetista Adrian Newey. De quebra, o carro sem motor, porque a unidade de potência eram os pés de Fred e Barney, atropela o chefe da Mercedes Toto Wolff.



Equipe dos sonhos: Senna e Schumi

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O site oficial da Fórmula-1 (www.formula1.com) colocou em votação popular para a escolha da dupla ideal de pilotos na História entre os fãs em todo o mundo. O Dream Team teria Ayrton Senna e Michael Schumacher como pilotos. Eles correriam com a McLaren/Honda MP4/4, de 1988, que venceu 15 corridas em 16 naquele ano.
Segundo a eleição, a equipe teria como chefe o inglês Ross Brawn, comandante campeão em 1994/95 com a Benetton, de 2000 a 2004 com a Ferrari e em 2009 com a Brawn.
A votação completa é esta:
Pilotos: Senna, Schumacher, Alonso, Hamilton e Clark.
Carros: McLaren MP4/4, Williams FW 14B (1992), Lotus 79 (o carro asa de 1978), Ferrari F2004 e Mercedes F1 W05 (2014).
Chefes de equipe: Brawn, Frank Williams, Ron Dennis, Flavio Briatore (é, até aqui tem bandido) e Colin Chapman.



Não pode contar só o motor!

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O mago da aerodinâmica Adrian Newey, autor dos fantásticos carros campeões na Williams (1992, 1993, 1996 e 1997), na McLaren (1998 e 1999) e Red Bull (2010, 2011, 2012 e 2013), finalmente deu sua opinião sobre o atual estágio da Fórmula-1. Para o engenheiro aeroespacial de 56 anos, a disputa se limitou desde à entrada das chamadas unidades de potência (motor turbo associado à parte elétrica de KERS e ERS de recuperação de energia) a uma luta de motores, não mais à qualidade dos carros construídos pelas equipes, uma obrigação do regulamento da categoria.
- Atualmente, apenas Mercedes e Ferrari podem vencer - disse Newey.
É a mais pura verdade!
O mago defende a volta da importância dos carros, o principal espírito da F-1. Para corroborar a tese do Adrian, lembro de recentes disputas nas quais a excelência do carro é que importava.
- No fase em que a Lotus 72 de Emerson Fittipaldi assombrava na F-1, quase todas as equipes usavam o motor Ford Cosworth. No entanto, só a Lotus tinha o carro que revolucionou a construção dos bólidos. O conceito aerodinâmico implantado por Colin Chapman inspira os carros até hoje.
- No campeonato em que a McLaren com Senna e Prost só não venceu uma corrida, em 1988, a Lotus tinha o mesmo motor fornecido pela Honda. Mas a McLaren tinha o ótimo MP4-4.
- Nos quatro anos arrasadores da Red Bull, com Vettel, o motor Renault não era exclusividade da equipe austríaca. O que fazia a diferença era o carro.
A Mercedes domina a tecnologia dos motores híbridos atualmente usados na F-1 a partir de sua subsidiária esportiva AMG. E a Ferrari tem uma poderosa expertise para correr atrás dos propulsores feitos pela alemã. Detalhe: os motores Mercedes e Ferrari são fornecidos para outras equipes, mas sempre na configuração do ano anterior.
Está na hora do chefão Bernie Ecclestone mudar esse quado para a F-1 recuperar sua essência.



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