F-1 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

Ir para o conteúdo

Menu principal:

Olhem o capacete do filho do Schumi!

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

Prestem atenção no capacete do Mick Schumacher. Tá mais para as cores do Senna do que as do pai, não? Claro, é só uma brincadeira. Mick, de 16 anos, é filho do heptacampeão Michael Schumacher e é mais um que trilha o caminho do pai nas pistas.
Atualmente na F-4 na Europa, Mick Schumacher é a mistura perfeita, nas feições, de seus pais, mais parecido com a mãe Corina, companheira de sempre do maior vencedor da Fórmula-1 em todos os tempos. Mas lembra demais seu pai. Esta história de a prole seguir os passos dos pais nas pistas se tornou comum a partir dos anos 90.
Curiosamente, dois foram companheiros de Williams em 1996 e 1997 e detêm duas marcas importantes na F-1. Damon Hill, campeão em 96, filho do bicampeão Graham Hill, é o único filho que também conquistou o Mundial. Jacques Villeneuve, campeão de 97, filho do lendário Gilles Villeneuve, conseguiu a façanha que seu pai nunca alcançou: ser campeão.
Mick será certamente piloto da F-1, mas ainda demorará um pouco. Atualmente, a saga dos filhos está sendo escrita pelo supertalentoso Max Verstappen, da Toro Rosso, filho do débil mental Jos Verstappen, e por Nico Rosberg, filho do campeão Keke Rosberg.
A F-1 já teve, além dos já citados:
- Kazuki Nakajima, filho do impagável Satoro Nakajima.
- Nelsinho Piquet, filho do tricampeão Nelson Piquet.
- Bruno Senna, não filho, mas sobrinho de Ayrton Senna.
- Christian Fittipaldi, filho de Wilsinho e sobrinho de Emerson Fittipaldi.
Estão por aí, ralando em categorias de acesso, Nicolas Prost, filho do tetracampeão Alain Prost, Mathias Lauda, filho do tricampeão Niki Lauda, Freddie Hunt, filho do campeão James Hunt, Leo Mansell, filho de Nigel Mansell, Pietro Fittipaldi, neto de Emerson, e Pedro Piquet, também filho do Nelson.
Infelizmente, uma outra grande promessa morreu em um trágico acidente na F-2, Henry Surtees, filho do único campeão em duas e quatro rodas, John Surtees.
Nessa galeria de pais ou tios ou neto, três não estão mais entre nós, Senna, Villeneuve e Hunt, os dois primeiros mortos em acidente na F-1. Hunt morreu vítima de enfarte aos 45 anos, devido principalmente à vida desregrada que levava. Com Hunt, terminou também a Era dos Pilotos Românticos da F-1.



"A F-1 tá uma merda", diz o tio Bernie!

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

Em entrevista à imprensa alemã, Bernie Ecclestone disse que “a Fórmula-1 está uma merda”. O homem que transformou a principal categoria do automobilismo em um alto negócio e o esporte mais bem organizado do mundo jamais tinha usado um termo como esse ao falar publicamente. O baixinho foi mais longe:
- Não acho que a Mercedes tenha simpatia do público. Quero ver se alguém terá pena dela quando começar a perder. E a arrogância e a necessidade de estar sempre no topo não a permite que incentive as mudanças que a F-1 precisa com urgência. A queda da audiência na Alemanha, que tem um heptacampeão, um tetracampeão e uma bicampeã de equipes, é vertiginosa.
Bernie sempre foi contrário à mudança dos motores aspirados para estas geringonças atuais, híbridas, extremamente caras e sem o ruído que tornou os motores aspirados de antes como a maior marca da F-1.
Concordo em tudo com o tio Bernie. Neste ano, depois que o Lewis Hamilton papou o tri, nos EUA, as corridas seguintes foram de uma monotonia insuportável. Pior, com aquele barulho do motor mais parecido com um cortador de grama turbinado.
Nos anos 80, Bernie revolucionou a F-1. Terá de fazer isso de novo agora. De preferência, dando um soco em cima da mesa antes de começar.



Os grandes pilotos sem títulos

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

Com dois vice-campeonatos seguidos, Nico Rosberg está longe de ser merecedor de entrar para uma galeria muito importante da Fórmula-1: a de grandes pilotos que nunca conquistaram o título na principal categoria do automobilismo. E entre os dois maiores representantes dessa casta, um eu sei pelos livros de história, o inglês Stirling Moss, contemporâneo do argentino pentacampeão Juan Manuel Fangio. O próprio Fangio disse uma vez: "O Stirling é melhor do que eu". Só o reconhecimento do lendário pentacampeão já basta para dimensionarmos o que foi Moss como piloto.
O outro grande nome da galeria dos "virgens" eu vi correr, o sueco Ronnie Peterson, excelente piloto dos anos 60 e 70, principalmente. Os dois estão na foto aí de cima, com Moss entrevistando Peterson para a BBC.
Ronnie morreu em um terrível acidente na largada do GP da Itália no circuito de Monza, em 1978, quando tentava impedir o título de seu companheiro de Lotus, o ítalo-americano Mario Andretti. A Lotus bateu na largada e explodiu, algo bem comum naqueles tempos. Peterson morreu no dia seguinte no hospital, vítima de múltiplas fraturas e por ter inalado muita fumaça no acidente. Tinha 34 anos.
Outros nomes importantes da galeria dos Sem Títulos são:
- O canadense Gilles Villeneuve, morto em um acidente no circuito de Zolder, na Bélgica, em 1982. Na Ferrari, como sempre, Gilles seria campeão naquele ano. Tinha 32 anos.
- O francês François Cevert, morto nos treinos de preparação para o GP dos EUA de 1973. Por ser muito amigo do francês, seu companheiro de Tyrrell, o escocês Jackie Stewart, tricampeão, apressou sua aposentadoria. Cevert é considerado o melhor segundo piloto que a F-1 já teve. Seria naturalmente o sucessor de Stewart. Cevert tinha 29 anos.
- O belga Jacques Ickx, hoje com 70 anos, chamado o Rei de Nürburgring, o antigo Nordschleife.
- O italiano Michele Alboreto, morto em 2001 quando testava o Audi R8 para as 24 Horas de Le Mans. Tinha 44 anos.



Opinião de quem sabe!

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

O Daniel Ricciardo, o meu Xará na Fórmula-1, é um baita piloto e é daqueles caras que todos gostam. O Homem Sorriso das pistas dividiu a equipe Red Bull no ano passado com o supercampeão Sebastian Vettel. No caso dos dois, “dividir” não é o termo correto, pois em nenhum momento os dois se desentenderam. Pelo contrário.
Se auxiliando do carro para as suas características, o australiano venceu três corridas em uma temporada totalmente dominada pela Mercedes e superou o companheiro, cria da casa e um dos maiores pilotos dos últimos tempos.
Neste ano, o Xará ficou na Red Bull e o piá alemão se mudou para a Ferrari, seu, e de todos os pilotos, sonho maior. Agora, foi a vez de o alemão vencer três provas em outra temporada absolutamente dominada pela equipe prateada.
Sem surpresa alguma, Ricciardo comentou na entrega de prêmios da FIA que Vettel é um dos favoritos para vencer o campeonato em 2016. Disse o Xará:
- A Ferrari estará ombro a ombro com a Mercedes no próximo ano, e o Seb terá tudo para brigar pelo seu quinto título.
Ouçam-no, portanto.



O real tamanho de Felipe Massa

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

2015 - Lewis Hamilton (Mercedes),campeão, Nico Rosberg (Mercedes), vice, Sebastian Vettel (Ferrari), terceiro, Kimi Raikkonen (Ferrari),quarto, Valtteri Bottas (Williams), quinto, Felipe Massa (Williams), sexto.
2014 - Lewis Hamilton (Mercedes), campeão, Nico Rosberg (Mercedes), vice, Daniel Ricciardo (Red Bull), terceiro, Valtteri Bottas (Williams), quarto, Sebastian Vettel (Red Bull), quinto, Fernando Alonso (Ferrari, só pelo talento do espanhol), sexto, Felipe Massa (Williams), sétimo.
2007 - última vez em que quatro pilotos disputaram o título, Kimi Raikkonen (Ferrari), campeão, Lewis Hamilton (McLaren), vice, Fernando Alonso (McLaren), terceiro, Felipe Massa (Ferrari), quarto, alijado da disputa três GPs antes do final do campeonato.
Só analisando friamente estes números, fica difícil de ser advogado de defesa de Felipe Massa. Neste ano, o brasileiro enfrentou alguns percalços pela equipe jogando contra, teve alguns azares, errou em outras oportunidades, como ocorreu em 2008, quando foi vice-campeão mais por erros da Ferrari. Tirando isso, ô nuvenzinha preta sobre a cabeça! Ou seria outra coisa?



E agora, Fernando Alonso?

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

Desde sua primeira conquista na Fórmula-1, pela Renault, em 2005, Fernando Alonso é apontado em qualquer roda de paddock ou de amantes dos altinhos numa mesa de bar como o melhor piloto da atualidade. De 2005 a 2014, frases comuns se tornaram rotina no circo:
“Alonso foi bicampeão em cima de Michael Schumacher”. Meia verdade: o espanhol teve como principal rival Kimi Raikkonen em 2005. Schumacher duelou com Alonso em 2006.
“Apesar de ter levado pau na McLaren (em 2007) do novato Lewis Hamilton, Alonso ainda é o melhor piloto, acima de Raikkonen (o campeão daquele ano), Hamilton e Massa”. Verdade absoluta: o pau que ele levou de Hamilton não se deveu apenas ao talento do jovem inglês. Hamilton também foi superprotegido pelo seu tutor Ron Dennis, o chefe da McLaren.
“Hamilton venceu o Mundial (em 2008) em guerra contra Massa, mas Alonso não teve carro na Renault para brigar. Ele ainda é o melhor” Verdade irretocável.
“Nas mudanças de regras da F-1, o Button foi campeão em uma equipe (a Brawn) que soube entender as mudanças mais rapidamente. Alonso é o melhor piloto, acima dos demais e do jovem Vettel, que começa a reinar na Red Bull”. Verdade.
Depois, Vettel enfileirou quatro títulos seguidos na Red Bull, mas as pessoas sempre apontavam que Alonso era o único piloto que conseguia “correr mais do que o próprio carro”. Alonso foi duas vezes vice para Vettel na Ferrari , e todo mundo afirmava: “Alonso é superior ao tetracampeão, que se auxilia mais da excelência do carro da Red Bull projetado pelo mago Adrian Newey”. Apesar de reconhecer as qualidades de Alonso, não concordo com essa afirmação. Vettel é um piloto extraordinário, capaz de rivalizar com o espanhol mesmo os dois tendo o mesmo equipamento. Além disso, Vettel sempre foi muito superior ao companheiro Mark Webber.
Após, com as novas regras e os motores híbridos, Hamilton passou a ser o protagonista da F-1 com a imbatível Mercedes. Queimado na Ferrari, Alonso se viu sem rumo para a temporada deste ano e foi obrigado a aceitar a McLaren e o desafio da volta da Honda como fornecedora de motores. Mais uma vez, todos foram unanimes: “Alonso fará a diferença quando os motores da Honda se tornarem competitivos”.
Será? Não vejo mais tanta chama assim em Fernando Alonso, e isso nada tem a ver com o péssimo ano da McLaren. Aos 34 anos (mesma idade de Ayrton Senna em 1994), Alonso se tornou uma incógnita. Perguntei ao meu filho e sócio aqui no site Dias ao Volante, o Gabriel Dias, curto e grosso: “Se colocassem hoje o Alonso ao volante de uma Mercedes, ele seria capaz de fazer melhor que o Nico Rosberg?”
E o Gabriel, fã incondicional do Alonso, respondeu também curto e grosso: “não”. Na verdade, fiz a pergunta provocativa porque eu também já pensava assim. Infelizmente, o tempo de Alonso passou.



A guerra de um projetista e um piloto

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

Desde que a Fórmula-1 entrou na sua Era Moderna, com a Lotus 72D, de Emerson Fittipaldi, concebida em 1970, a categoria colocou no alto do pódio uma palavra: aerodinâmica, a capacidade do carro de vencer a parede de ar a sua frente e contornar o mais rápido possível as curvas.
O Mestre disso tudo foi Colin Chapman, o idealizador da Lotus 72, mas o Mago é o inglês Adrian Newey, formado em engenharia aeroespacial. É dele o carro que é considerado o melhor já construído na Fórmula-1, a Williams FW14B, do título de Nigel Mansell em 1992, aí da foto.
Desde esse ano do Leão, travou-se uma batalha isolada entre o maior piloto do mundo em termos de números e um projetista. A guerra durou 13 anos seguidos, quando apenas os dois venceram o Mundial, claro, não tirando a importância dos pilotos a bordo dos carros desenhados por Newey nem dos projetistas de Schumacher. Essa batalha é um primor de estatística. Vamos a ela?
1992 – campeão Mansell, com a Williams projetada por Newey.
1993 – campeão Prost, com a Williams projetada por Newey.
1994 – campeão Schumacher, com a Benetton.
1995 – campeão Schumacher, com a Benetton.
1996 – campeão Damon Hill, com a Williams projetada por Newey.
1997 – campeão Jacques Villeneuve, com a Williams projetada por Newey.
1998 – campeão Hakkinen, com a McLaren projetada por Newey.
1999 – campeão Hakkinen, com a McLaren projetada por Newey.
2000 – campeão Schumacher, com a Ferrari.
2001 – campeão Schumacher, com a Ferrari.
2002 – campeão Schumacher, com a Ferrari.
2003 – campeão Schumacher, com a Ferrari.
2004 – campeão Schumacher, com a Ferrari.
E os dois nunca trabalharam juntos. Se tivessem, teriam adversários?
Para o Mundial de 2017, a FIA tentará tirar um pouco da importância da aerodinâmica com os novos carros. Mas os fabulosos projetistas bolarão novas coisas. Isso é certo, como sempre foi desde a Lotus 72.



John Surtees, Entre Dois Mundos

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

Sonhando com um piloto italiano a bordo dos carros vermelhos, a Ferrari tentou transformar Valentino Rossi em corredor de quatro rodas na época do domínio de Michael Schumacher na escuderia de Enzo. Não deu certo. Só existe um homem que conseguiu ser campeão mundial nas Motos e na Fórmula-1, o inglês John Surtees, heptacampeão nas categorias de duas rodas e campeão da F-1, com a Ferrari, em 1964.
Hoje com 81 anos, o Sir John Surtees é uma lenda do automobilismo. Poucos conseguiram fazer o que esse homem fez nas pistas. O inglês de Surrey deixou a Ferrari durante a temporada de 1966, reclamando da pressão sofrida em Maranello. Não importa, já tinha escrito seu nome no Olimpo das pistas.
No início dos anos 70, John montou sua própria equipe, a Surtees, que teve razoável sucesso e revelou para o mundo o brasileiro José Carlos Pace, o Moco, nome oficial do circuito de Interlagos.
Após a saída de Pace para a Brabham, e envolta em dívidas e falta de patrocínios, a Surtees fechou as portas, em 1978. O infortúnio para o velho campeão de dois mundos pelo fechamento da equipe seria pouco para o que viria muitos anos depois, em 2009. Em uma prova de F-2, no circuito de Brands Hatch, na Inglaterra, John perderia seu filho, de apenas 18 anos, vitimado por uma roda que se soltou de outro carro. A roda se chocou contra a cabeça de Henry Surtees, matando-o na hora.



As secas da Ferrari e todas as campeãs

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

As duas maiores vencedoras do Mundial de Pilotos da Fórmula-1, Ferrari, com 15 títulos, e McLaren, com 12, estão em jejum desde a primeira parte deste século. A equipe italiana ganhou seu último campeonato com Kimi Raikkonen (foto), em 2007, e a escuderia inglesa com Lewis Hamilton em 2008.
É principalmente por isso que a posição de Raikkonen dentro da Ferrari não é contestada. Os italianos valorizam muito seus campeões. A escuderia do Cavalinho Rampante, campeã pela primeira vez com Alberto Ascari, em 1952, sempre viveu de ciclos na F-1.
Quando Niki Lauda papou seu primeiro campeonato, em 1975, a equipe vermelha não comemorava uma taça de campeão desde a conquista de John Surtees em 1964. Quando Michael Schumacher ganhou seu terceiro campeonato, em 2000, enfileirando mais quatro em sequência, até 2004, os italianos viviam uma seca de 20 anos, desde o título de Jody Scheckter em 1979.
Estes oito anos de agora já começam a incomodar a escuderia de Enzo Ferrari. Para tentar acabar com a falta de títulos, a Ferrari foi buscar o tetracampeão Sebastian Vettel. E o piá alemão deve ter boas condições para brigar pelo seu penta e acabar com o novo jejum dos tifosi no próximo ano, quando a equipe deve lutar contra a Mercedes em igualdade de condições.
Para quem gosta de história, a lista de campeãs de pilotos na F-1 é esta:
- Ferrari – 15 (Ascari (2), Fangio, Hawthorn, Phil Hill, Surtees, Lauda (2), Scheckter, Schumacher (5) e Raikkonen)
- McLaren – 12 (Fittipaldi, Hunt, Lauda, Prost (3), Senna (3), Hakkinen (2) e Hamilton)
- Williams – 7 (Jones, Keke Rosberg, Piquet, Mansell, Prost, Damon Hill e Jacques Villeneuve)
- Lotus – 6 (Clark (2), Graham Hill, Rindt, Fittipaldi e Andretti)
- Mercedes – 4 (Fangio (2) e Hamilton (2))
- Red Bull – 4 (Vettel (4))
- Brabham – 4 (Jack Brabham, Hulme e Piquet (2))
- Alfa Romeo – 2 (Farina e Fangio)
- Benetton – 2 (Schumacher (2))
- Maserati – 2 (Fangio (2), o argentino correu por duas equipes em 1954 – Maserati e Mercedes)
- Cooper – 2 (Brabham (2))
- Tyrrell – 2 (Stewart (2))
- Renault – 2 (Alonso (2))
- BRM – 1 (Graham Hill)
- Brawn – 1 (Button)
- Matra – 1 (Stewart)



Deixem o Hamilton em paz!

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

Logo após o término do Mundial, a Mercedes veio com duas bobagens envolvendo seu principal piloto, o tricampeão Lewis Hamilton. Primeiro, a bicampeã deu um ultimato para sua dupla de pilotos, Hamilton e Nico Rosberg, para baixarem a bola nas brigas entre os dois fora da pista, ameaçando retirar ambos da equipe.
A escuderia prateada disse que o ponto forte do time é o entrosamento de todo o pessoal de pista e o fraco os desentendimentos dos pilotos. Conforme a Mercedes, a cúpula não admitirá que as rusgas dos dois ponha o equilíbrio da equipe em xeque. Ela está certa nisso, mas quero ver eles se desfazerem do tricampeão!
Segundo, a equipe alemã está furiosa com o comportamento de Hamilton fora da competição. Já falei aqui que o Hamilton é fashion, gosta de roupas de grife, badalação, de curtir seus amigos de outros esportes e os astros do cinema e da música. Que mal há nisso? Ele tomou umas e outras estes dias e colocou nas redes sociais? Que mal há nisso? O campeonato já acabou.
E a Mercedes foi mais longe: disse que o desempenho nas três últimas etapas deixou a desejar por conta das farras de Hamilton. Besteira! Enquanto esteve disputando o título, até o GP dos EUA, Hamilton almoçou e jantou o companheiro Nico como quis, e quando quis. Mais: não dá para comparar os dois pilotos.
Se a Mercedes tá enchendo o saco de seu campeão, a Ferrari o quer.



Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal